ANTONIO JOSE DOMINGUES DE OLIVEIRA SANTOS

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Nome: SANTOS, Antônio de Oliveira
Nome Completo: ANTONIO JOSE DOMINGUES DE OLIVEIRA SANTOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SANTOS, ANTÔNIO DE OLIVEIRA

SANTOS, Antônio de Oliveira

*pres. CNC 1980-

 

Antônio José Domingues de Oliveira Santos nasceu em Vitória no dia 30 de junho de 1926, filho de Armando de Oliveira Santos e de Nair Santos de Oliveira Santos.

Diplomou-se engenheiro civil e engenheiro eletricista pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil — atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — em 1948.

Em 1949, trabalhou como engenheiro da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, e como engenheiro da Companhia Ferro e Aço de Vitória, na qual ocupou o cargo de diretor industrial entre 1952 e 1955, quando deixou a empresa.

Em 1956, iniciou suas atividades no comércio varejista e atacadista de materiais de construção. De 1956 a 1958, foi superintendente da Estrada de Ferro Vitória-Minas, ferrovia operada pela Companhia Vale do Rio Doce, passando, ainda em 1958, a presidente da Tyresoles do Espírito Santo S.A. Em 1965, acumulou os cargos de diretor técnico da Espírito Santo Centrais Elétricas e de diretor da Orlando Guimarães S.A. Nessa época, foi ainda membro do conselho do Banco do Desenvolvimento do Espírito Santo.

Eleito em 1968 presidente da Federação do Comércio do Espírito Santo e, por extensão, dos conselhos regionais do Espírito Santo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e do Serviço Social do Comércio (Sesc), em 1972 elegeu-se vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Permaneceu nesses cargos, após sucessivas reeleições, até 1980, ano em que, sucedendo a Jessé Pinto Freire, foi eleito presidente da CNC e, consequentemente, presidente dos conselhos nacionais do Sesc e do Senac.

Em 1981, integrou a comitiva do presidente da República, general João Batista Figueiredo, em viagem à França, Portugal, Bolívia, Colômbia e Alemanha Ocidental. Nesse mesmo ano, representou a CNC na missão econômica brasileira aos países do Sudeste da Ásia e na missão empresarial brasileira, chefiada pelo ministro da Fazenda, Ernâni Galveias, a países do Oriente Médio.

Nos anos seguintes, entre 1982 e 1992, integrou diversas comitivas presidenciais em viagens ao exterior; foi representante da CNC em várias missões e integrou, ainda, missões brasileiras nas conferências anuais da Câmara de Comércio Internacional. Representante do empresariado, integrou a delegação brasileira, como convidado especial, na reunião anual do Fundo Monetário Internacional, em 1988 e 1989. Participou da conferência da Organização Internacional do Trabalho, em 1991 e 1992, realizada anualmente em Genebra. Integrou, ainda, em junho de 1992, a delegação brasileira à Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, conhecida como Rio-92, no Rio de Janeiro.

Em agosto de 1992, em meio à crise que abalava o governo de Fernando Collor de Melo (1990-1992), envolvido em denúncias de corrupção, Oliveira Santos encontrou-se com Jorge Bornhausen, então chefe da Secretaria de governo, quando fez duras críticas, afirmando que não se podia “compactuar com a corrupção, com a ladroagem e a roubalheira”, e que não se poderiam discutir objetivamente questões econômicas fora do quadro político.

Durante o governo de Vítor Buaiz (1994-1998), do Partido dos Trabalhadores (PT), no Espírito Santo, Oliveira Santos participou de um órgão consultivo do Executivo estadual, que tinha a missão de apresentar projetos estratégicos para o estado.

Tornou-se diretor comercial da Produtora Avícola e Agrícola Ltda. — que incorporou a Agroave Administração e Participação S.A., desde 1990 —, titular da Oliveira Santos Imóveis e Participações Ltda. e membro do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. Foi também membro do Conselho de Administração da Aracruz Celulose S.A.

Em novembro de 1998, foi eleito mais uma vez presidente da CNC. Em novembro de 2001, foi reeleito presidente da confederação, tendo sido reeleito em 2004 para um mandato com duração até 2010.

Foi casado com Maria do Carmo Huet Machado, com quem teve quatro filhos, vindo a se casar mais tarde com Maria das Graças de Oliveira Santos, com quem teve um filho.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (25/11 e 2/12/86); Folha de S. Paulo (20/1/83 e 13/11/87); Globo (21/8/92); Jornal do Brasil (30/12/85 e 10/9/95); Portal do Comércio. Disponível em:  <www.portaldocomercio.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=25>. Acesso em: 20 dez. 09.

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