ANTONIO MARCELO TEIXEIRA SOUSA

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Nome: TEIXEIRA, Marcelo
Nome Completo: ANTONIO MARCELO TEIXEIRA SOUSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Jair de Oliveira

TEIXEIRA, Marcelo

* dep. fed. CE 1995-1999, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011.

 

 Antonio Marcelo Teixeira Sousa nasceu em Fortaleza (CE), no dia 6 de abril de 1957, filho de Raymundo Soares de Sousa e Ana Dory Teixeira e Sousa.

Graduado em Engenharia Civil pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e em  Engenharia Química pela Universidade Federal do Ceará (UFC), teve variada atuação pública antes de assumir seu primeiro mandato eletivo.

Em 1980 tornou-se diretor técnico da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (EMLURB) em Fortaleza, permanecendo no cargo até o ano seguinte, quando passou a diretor da Superintendência de Desenvolvimento de Obras do Estado do Ceará (SOEC). De 1985 a 1988 foi diretor do sistema financeiro do Banco do Estado do Ceará (BEC).  No ano seguinte, assumiu como titular da Superintendência Municipal de Obras e Viação (SUMOV), em Fortaleza.

Em 1992 foi escolhido segundo-vice-presidente regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no Ceará. Em 1994 assumiu como vice-prefeito de Fortaleza, no decorrer do mandato do peemedebista Antonio Elbano Cambraia (1993-1997). Nas eleições de outubro desse ano candidatou-se ao cargo de deputado federal, sendo eleito com 67.471 votos.

Tomou posse de seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1995. Ao fim de junho desse ano licenciou-se do cargo de deputado federal para assumir como secretário municipal de serviços públicos de Fortaleza, função que exerceu até novembro. Em 1996, novamente no exercício de sua legislatura parlamentar, atuou como titular de duas comissões especiais para proposta de emenda constitucional (PEC): uma para criação de imposto sobre distribuição de combustíveis e outra (que seguiu para tramitação na Câmara) para extinção da obrigatoriedade do alistamento eleitoral e do voto.

Em maio de 1997 solicitou nova licença de seu mandato para exercer a função de Secretário Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente da prefeitura de Fortaleza, cargo em que permaneceu até abril do ano seguinte, no decorrer da gestão do peemedebista Juracy Magalhães (1997-2004). Em outubro de 1998 candidatou-se novamente à Câmara dos Deputados, sendo reeleito com 92.271 votos.

Em fevereiro de 1999 tomou posse do seu segundo mandato. Em dezembro desse ano licenciou-se de suas atividades como parlamentar para assumir o cargo de Secretário de Desenvolvimento Territorial da prefeitura municipal fortalezense, no qual permaneceu até outubro do ano seguinte. Nos anos de 2001 e 2002 atuou como membro titular de comissões para PECs sobre iluminação pública, arquivadas na Câmara. Em outubro de 2002 candidatou-se a deputado federal, sendo reeleito com 85.033 votos.

Tomou posse de seu terceiro mandato em fevereiro de 2003. Em maio foi nomeado Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, mantendo-se afastado da Câmara até janeiro de 2004. No decorrer do ano seguinte, quando se filiou ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), atuou como presidente e primeiro vice-presidente da comissão permanente de Viação e Transportes, além de ter sido escolhido segundo vice-presidente da comissão de Turismo e Desporto, da qual posteriormente também foi terceiro-vice-presidente e titular.

Nas eleições gerais de 2006 foi novamente reeleito para a Câmara dos Deputados, com 100.522 votos. Tomou posse de seu quarto mandato como parlamentar  em fevereiro de 2007, ano em que se filiou ao Partido da República (PR). Entre setembro e outubro do mesmo ano votou a favor da proposta do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), aprovada em dois turnos pela Câmara, mas não pelo Senado, de prorrogar a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Posteriormente, quando o tema CPMF voltou à Câmara com o nome Contribuição Social para a Saúde (CSS), votou com a maioria dos deputados, que aprovou a recriação do imposto.

Nas eleições de Outubro de 2010, concorreu a mais um mandato na Câmara dos Deputados, desta vez pelo PR, mesmo com sua candidatura tendo sido impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com base na Lei da Ficha Limpa, recém-aprovada com o intuito de tornar inelegíveis candidatos que tenham sido condenados. O indeferimento ocorreu devido à desaprovação de suas contas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) treze anos antes.  Como o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a vigência da lei naquelas eleições, a candidatura foi validada, mas não foi bem sucedida, ficando com uma suplência.

Não participou do pleito municipal de 2012, mas permaneceu politicamente ativo na política partidária e regional.

Ao longo de sua trajetória como deputado federal, exerceu atividades de  membro e de vice-presidente da comissão permanente de Economia, Indústria e Comércio, foi titular da comissão especial para PEC sobre reforma tributária, arquivada pela mesa da Câmara, atuou como relator e titular da comissão mista de mecanismos de fomento à atividade audiovisual e compôs três frentes parlamentares: de Turismo, de Esportes e de Transportes. Também foi integrante do Grupo de Trabalho Transposição do Rio São Francisco.  

Luciana Pinheiro

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br>. Acesso em 08/04/2009; Portal do jornal Diário do Nordeste. Disponível em: <http://www.diariodonordeste.globo.com>. Acesso em: 21/08/2013; Portal do Jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 08/04/2009; Portal do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Disponível em: <http://www.tre-ce.gov.br>. Acesso em 08/04/2009. Portal UOL Eleições. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2010/deputado-federal/06041957-marcelo-teixeira.jhtm#resultado>. Acesso em 14/06/2013.

 

 

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