ANTONIO NONATO MARQUES

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Nome: MARQUES, Nonato
Nome Completo: ANTONIO NONATO MARQUES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARQUES, Nonato

MARQUES, Nonato

*  dep. fed.  BA 1955-1959, 1961-1963 e 1964-1968.

 

Antônio Nonato Marques nasceu em Quei­madas (BA) no dia 27 de abril de 1910, filho de Elias Marques da Silva e de Mariana Nonato Borges da Silva.

Em 1928 ingressou na então Inspectoria Federal de Obras Contra as Secas, exercendo as funções de apontador, seccionista e nivelador, até agosto de 1933. Nesse período, foi escriturário dos Serviços Complementares das Obras contra as Secas, exercendo a função em Salvador e, posteriormente, em 1938, em João Pessoa, Paraíba.

Formou-se, em 1937, pela Escola Agrícola da Bahia. Em 1942 ocupou a diretoria do Departamento de Assistência ao Cooperativismo, deixando o cargo em 1943 para assumir a direção do Departamento de Indústria e Comércio da Secretaria de Agricultura, na qual permaneceu por dois anos.  Durante o go­verno do interventor federal general Renato Onofre Pinto Aleixo (1942-1945) foi secretário de Agricultura, Indústria e Comércio, cargo que exerceu de maio de 1945, ano em que também foi nomeado secretário de Viação e Obras Públicas, a julho de 1946, já na interventoria de Guilherme Carneiro da Rocha Marback. Diretor da Escola de Agronomia de Cruz das Almas em 1946, no ano seguinte ocupou o cargo de Inspetor Geral de Trânsito, até maio de 1948.

  Filiado ao Partido Social Democrático (PSD), concorreu à Assembléia Legislativa da Bahia nas eleições de 1948, obtendo apenas uma suplência. Elegeu-se deputa­do estadual em outubro de 1950 na le­genda da Coligação Baiana, formada pelo PSD, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Partido Libertador (PL). Licenciou-se, contudo, em 1951, para ocupar mais uma vez a Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio no governo de Luís Régis Pacheco Pereira, função que exerceu até junho de 1954. Entre 1952 e 1954, como secretário de Agricultura, representou o governo baiano junto à Comissão de Desenvolvimento Econômico do Estado, exercendo ainda a presidência do Conselho Administrativo do Instituto de Cacau da Bahia. Durante este período, foi presidente do Instituto Baiano do Fumo (1948-51) e, logo em seguida, da Comissão Estadual de Preços da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio (1951-52). No ano de 1953 voltou a ocupar, interinamente, a Secretaria de Viação e Obras Públicas.

Em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal pela Bahia, ainda na legenda da Coliga­ção Baiana, que dessa vez contou com a ade­são do Partido de Representação Popular (PRP). Tendo deixado o cargo que ocupava na administração do estado, assumiu sua ca­deira na Câmara em fevereiro de 1955, exer­cendo entre 1956 e 1957 a vice-liderança do PSD.  Nas eleições de outubro de 1958, alcançou apenas uma suplência como candidato a deputado federal na legenda da Aliança Democrática Popular, formada pe­lo PSD e o PRP.

  Deixando a Câmara em ja­neiro de 1959, assumiu, em abril deste ano, a presidência do conselho administrativo da Caixa Econômica Federal da Bahia. Voltou a participar dos tra­balhos legislativos em setembro de 1961, permanecendo até  junho de 1962, e, a partir de agosto desse ano, até o final da legislatura.  Em outubro de 1962, candidatou-se outra vez a deputado federal, desta feita na legenda da Aliança Democrá­tica Trabalhista Cristã, que reunia o PSD e os partidos Democrata Cristão (PDC), Traba­lhista Nacional (PTN), Social Progressista (PSP) e Socialista Brasileiro (PSB).  Obtendo nova suplência, encerrou seu mandato em janeiro de 1963 e só retornou à Câmara em abril de 1964.  Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº. 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-­se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instaurado no país em abril de 1964,  por cuja legenda concorreu à reeleição no pleito de  novembro de 1966.  Con­seguindo outra vez uma suplência, deixou a Câmara em janeiro de 1967 e voltou a exercer o mandato de maio desse ano até novembro de 1968. Nessa ocasião, abandonou a carreira política.

                Diretor do Instituto de Fomento Econômico, foi também fundador, diretor e  primeiro presidente da Associação dos Produtores de Sisal da Bahia (Prosisal) e da Câmara de Comércio de Sisal.  Foi membro do Conselho Estadual da Fazenda, do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia, da Associação Baiana de Imprensa (ABI) e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.  Como secretário da Agricultura, foi também fundador da Escola de Medi­cina e Veterinária da Bahia, incorporada posteriormente pela Universidade Federal da Bahia.

Era casado com Arabela Araújo Marques, com quem teve três filhos.

Publicou, além de outros trabalhos e de cinco volumes de poesia, Iniciação cooperativista (1942), Geografia do fumo na Bahia e Uma porta para Canudos (1998).

 

 

FONTES:   CÂM.  DEP.  Deputados; CÂM.  DEP. Deputados brasileiros.  Repertório (1967-1971); CÂM. DEP.  Relação dos dep.; CÂM.  DEP.  Relação nominal dos senhores; Grande encic. Delta; MELO, A. Cartilha; TRIB.  SUP.  ELEIT.  Da­dos (2, 3, 4, 6 e 8).

 

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