ANTONIO ROBERTO DE SOUSA PAULINO

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Nome: PAULINO, Roberto
Nome Completo: ANTONIO ROBERTO DE SOUSA PAULINO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PAULINO, ROBERTO

PAULINO, Roberto

*dep. fed. PB 1995-1999; gov. PB 2002.

 

Antônio Roberto de Sousa Paulino nasceu em Guarabira (PB) no dia 20 de julho de 1951, filho de Antônio Paulino Filho e de Evanísia de Sousa Paulino. Seu irmão Robson Paulino foi deputado federal pela Paraíba de 1991 a 1992 e em 1995.

Advogado e empresário, ingressou em 1976 no curso de direito da Universidade Paraibana de Educação (Unipe) em João Pessoa. Nesse mesmo ano filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Nessa legenda foi eleito prefeito de sua cidade natal no pleito de novembro de 1976, assumindo o cargo em janeiro do ano seguinte.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se no ano seguinte ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB na oposição ao governo. Ainda em 1980 foi beneficiado com a prorrogação de seu mandato por dois anos, graças à suspensão do pleito municipal desse ano para que houvesse coincidência dos mandatos de todos os chefes do Executivo no país. Permaneceu à frente da prefeitura de Guarabira até 15 de março de 1982, quando se desincompatibilizou do cargo para concorrer a uma cadeira na Assembléia Legislativa de seu estado.

No pleito de novembro desse ano elegeu-se deputado estadual na legenda do PMDB. Empossado em janeiro de 1983, tornou-se vice-líder do seu partido na casa. Integrou como titular a Comissão de Economia e a Comissão de Assuntos Municipais. Reelegeu-se no pleito de novembro de 1986 na mesma legenda e, em janeiro do ano seguinte, no início de novo período legislativo, foi eleito segundo-secretário da mesa da Assembléia. Nesse ano, bacharelou-se em direito.

Após a promulgação da nova Constituição federal em 5 de outubro de 1988, no mês seguinte foram realizadas as eleições municipais. Roberto Paulino voltou a concorrer à prefeitura de Guarabira e, mais uma vez, foi eleito. Renunciando ao seu mandato de deputado estadual em dezembro seguinte, assumiu a chefia do Executivo de sua cidade natal em 1º de janeiro de 1989, permanecendo como primeiro mandatário do município até janeiro de 1993.

No pleito de outubro de 1994 foi eleito deputado federal com 31.644 votos na legenda do PMDB, coligado ao Partido Progressista Reformador (PPR), ao Partido Social Cristão (PSC), ao Partido Popular Socialista (PPS), ao Partido Progressista (PP), ao Partido Social Democrático (PSD), ao Partido Republicano Progressista (PRP) e ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Assumiu seu mandato em fevereiro de 1995, passando a integrar como titular a Comissão de Agricultura e Política Rural e como suplente a Comissão de Viação e Transporte. Como titular, integrou várias comissões especiais, entre as quais a do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 81/95 que criava o Imposto sobre Distribuição de Combustíveis. Como suplente, integrou a comissão do PEC nº 7/95, que tratava da embarcação nacional, navegação de cabotagem e de interior. Integrou também, como suplente, a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Em 10 de maio de 1995 licenciou-se do seu mandato para assumir o cargo de secretário de Articulação Municipal do governo de Antônio Mariz, sendo substituído na Câmara pelo suplente Ricardo Rique. Permaneceu nessa função até 9 de outubro desse mesmo ano, quando, com a morte do governador no mês anterior, assumiu o vice José Maranhão, que promoveu uma reforma no secretariado. Com isso, Roberto Paulino reassumiu seu mandato na Câmara dos Deputados no dia seguinte.

Como esteve afastado do Legislativo de maio a outubro, participou apenas da votação da prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência, rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que ajudou a aprovar. Durante o ano de 1996, entre os principais projetos apresentados na Câmara, votou a favor da reforma da Previdência e da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, em substituição ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF).

Em janeiro de 1997 votou a favor do projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo concorrerem à reeleição, ratificando sua posição no mês seguinte, quando a emenda foi aprovada no segundo turno de votação na Câmara dos Deputados. Em maio do ano seguinte, votou contra o dispositivo da reforma da Previdência que estabelecia idade mínima para aposentadoria. Com a candidatura à reeleição do governador José Maranhão, Roberto Paulino teve seu nome homologado na convenção do partido e tornou-se o seu candidato a vice na chapa da coligação comandada pelo PMDB, que acabou vitoriosa por larga margem de votos no pleito de outubro de 1998. No mês seguinte votou a favor do projeto governista de reforma da Previdência que fixou um valor máximo para aposentadorias no setor público, bem como a idade mínima e o tempo de contribuição no setor privado. Permaneceu no Legislativo federal até 10 de dezembro desse ano, quando renunciou ao mandato para assumir o cargo de vice-governador do estado no dia 1º de janeiro do ano seguinte. Sua vaga na Câmara dos Deputados foi ocupada pelo suplente Vituriano de Abreu.

A gestão de José Maranhão no governo da Paraíba provocou uma cisão no interior do PMDB paraibano entre o seu grupo e o do ex-governador e senador Ronaldo Cunha Lima, até que em 2001 ele e seu filho Cássio Cunha Lima, prefeito de Campina Grande, decidiram deixar o partido e ingressar no PSDB. Paulino continuou fiel ao PMDB e a José Maranhão, e quando este, em abril, renunciou ao governo para se candidatar ao Senado nas eleições de 2002, assumiu o governo estadual. Roberto Paulino foi indicado candidato pelo PMDB ao governo da Paraíba no pleito de outubro daquele ano, enfrentando Cássio Cunha Lima. Nesta eleição, Paulino levou a disputa para o segundo turno, mas acabou derrotado por Cássio. Deixou o governo paraibano em 31 de dezembro de 2002.

Foi ainda delegado municipal, estadual e nacional do PMDB, presidente da Agro-Industrial Vale do Brejo Ltda. (Agrovale) e diretor da Itamarati Comércio e Representação Ltda., ambas em Guarabira.

Casou-se com Maria de Fátima de Aquino Paulino, prefeita de Guarabira entre 2004 e 2007, com quem teve três filhos. Um deles, Ranieri Paulino, elegeu-se deputado estadual pelo PMDB, em outubro de 2006.

Alan Carneiro

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (14/1/96, 30/1/97, 8/5, 29/9 e 6/11/98); Globo (29/1/97). INTERNET. Portal Correio disponível em www.portalcorreio.com.br/; Portal O Norte disponível em www.onorte.com.br/.

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