ANTONIO VALMIR CAMPELO BEZERRA

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Nome: CAMPELO, Valmir
Nome Completo: ANTONIO VALMIR CAMPELO BEZERRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAMPELO, Valmir

CAMPELO, Valmir

* const. 1987-1988; dep. fed. DF 1987-1991; sen. DF 1991-1997.

 

Antônio Valmir Campelo Bezerra nasceu em Crateús (CE) no dia 22 de outubro de 1944, filho de João Amaro Bezerra e de Raimunda Campelo Bezerra.

Radicado em Brasília desde 1962, graduou-se em comunicação social com habilitação em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), completando sua formação com o curso de extensão universitária em administração pública e desenvolvimento urbano na Alemanha Ocidental.

Ingressou na vida pública como chefe de gabinete da Fundação do Serviço Social do Distrito Federal em 1971, passando, ainda nesse ano, a diretor administrativo da entidade. Exerceu este último cargo até 1973, mesmo ano em que tornou-se administrador regional de Brazlândia, cidade-satélite de Brasília, e presidente interino do conselho da Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan). Ainda em 1973, foi nomeado chefe de gabinete da Secretaria do Governo do Distrito Federal, permanecendo nessa função até o ano seguinte. Entre os anos de 1974 e 1981, esteve à frente da administração regional do Gama, cidade-satélite de Brasília.

Membro do conselho administrativo da Sociedade Habitacional de Interesse Social (SHIS) desde 1981 – em 1999, tal conselho era denominado Instituto de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Idhab) –, nesse mesmo ano tornou-se administrador regional de Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, exercendo o cargo até 1985.

No ano seguinte, integrou o conselho deliberativo da Fundação do Serviço Social do Distrito Federal e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Nessa legenda, foi eleito deputado federal constituinte em novembro de 1986, com o apoio do comércio e da classe média de Taguatinga. Assumiu a cadeira em fevereiro de 1987, quando começaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), tornando-se primeiro vice-presidente da Subcomissão dos Estados, da Comissão da Organização do Estado, e suplente da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos, da Comissão da Ordem Social, e da Comissão de Sistematização. Nessa legislatura tornou-se segundo vice-presidente da executiva regional do PFL.

Nas principais votações da Constituinte, pronunciou-se a favor da pena de morte, do mandado de segurança coletivo, da proteção ao emprego contra despedida sem justa causa, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da legalização do jogo do bicho. Votou contra a limitação do direito de propriedade privada, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa e a anistia aos micro e pequenos empresários. Absteve-se nas seguintes votações: rompimento de relações diplomáticas com países de orientação política racista, soberania popular, limite de 12% ao ano para os juros reais e desapropriação da propriedade privada. Após a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, passou a exercer apenas o mandato ordinário na Câmara.

No pleito de outubro de 1990, foi eleito senador pelo Distrito Federal na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com 292 mil votos e sem reduto eleitoral específico. Empossado em fevereiro de 1991, participou das comissões mistas (Câmara e Senado) de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, de Constituição, Justiça e Cidadania, e de Assuntos Econômicos, Educação e Fiscalização e Controle.

Entre os anos de 1993 e 1994, presidiu a Comissão de Educação e assumiu a liderança da bancada do PTB no Senado. Nas eleições de outubro de 1994, disputou o governo do Distrito Federal por coligação constituída pelo PTB, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), pelo PFL e pelo Partido Progressista (PP). Saiu vencedor no primeiro turno, mas no segundo turno, realizado em novembro, foi derrotado por Cristovam Buarque, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 1995, passou a integrar as comissões de Assuntos Econômicos e Assuntos Sociais e de Fiscalização e Controle. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso nesse ano, seguindo a orientação do seu partido, votou a favor da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado, da mudança no conceito de empresa nacional, da abolição do monopólio estatal das telecomunicações, da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que essas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação, do fim do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem e da quebra do monopólio da Petrobrás na exploração de petróleo.

Em 13 de novembro de 1997, retirou-se do Senado para assumir o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Sua vaga foi ocupada pelo suplente Leonel Paiva do PFL.

                Casou-se com Marizalva Ximenes Maia Bezerra, com quem teve três filhos.

 

Marcia Quarti

 

FONTES: Folha de São Paulo (30/1/97); Perfil parlamentar / Isto É (1991); SENADO. Dados biográficos (1995).

 

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