ARARIBOIA, ARMANDO DE SOUSA E MELO

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Nome: ARARIBÓIA, Armando de Sousa e Melo
Nome Completo: ARARIBOIA, ARMANDO DE SOUSA E MELO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ARARIBÓIA, ARMANDO DE SOUSA E MELO

ARARIBÓIA, Armando de Sousa e Melo

*militar; comte. IV ZA 1945-1948; comte. III ZA 1948-1949; comte. IV ZA 1950-1955; ch. Emaer 1955-1956 e 1957-1958; comte. IV ZA 1958-1961; ch. Emaer 1961-1962.

 

Armando de Sousa e Melo Araribóia nasceu em Santa Catarina no dia 24 de abril de 1898

Sentou praça em junho de 1915 na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, saindo aspirante-a-oficial da arma de artilharia em dezembro de 1919. Promovido a segundo-tenente em abril de 1920, em maio do ano seguinte chegou ao posto de primeiro-tenente, tendo integrado ainda nesse ano a segunda turma de observadores aéreos.

Recebendo a patente de capitão em janeiro de 1926, participou em novembro do ano seguinte do primeiro grupo de oficiais de artilharia transferidos para a arma de aviação recém-criada no Exército. Em abril de 1930 chegou a major e, em agosto de 1934, a tenente-coronel. Em abril do ano seguinte fez parte do grupo de aviadores militares e navais que iniciou a campanha pela criação de um ministério da Aeronáutica, distribuindo circulares e consultando todos os pilotos-aviadores sobre os pontos básicos do futuro órgão. Em julho de 1939 assumiu o comando da Escola de Aviação Militar no Rio de Janeiro, sendo transferido em janeiro de 1941 para o recém-criado Ministério da Aeronáutica. Em março desse mesmo ano passou a comandar a Escola de Aeronáutica, sediada no Campo dos Afonsos, na mesma cidade, tendo sido o primeiro comandante dessa escola, substituta da Escola de Aviação Militar do Exército. Participou ainda da comissão encarregada de elaborar o primeiro plano de uniformes para a Força Aérea Brasileira (FAB), aprovado em maio de 1941.

Deixando o comando da Escola de Aeronáutica em junho desse mesmo ano, foi designado adido aeronáutico junto à embaixada brasileira em Washington. Em dezembro seguinte foi promovido a coronel-aviador, passando a substituir interinamente o representante brasileiro na Junta Interamericana de Defesa.

Deixando a embaixada brasileira nos Estados Unidos em novembro de 1943, retornou ao Brasil, indo chefiar a Diretoria de Pessoal do Ministério da Aeronáutica, na qual permaneceu de abril a agosto de 1945. Nesse mesmo ano passou a exercer o comando da IV Zona Aérea (IV ZA), sediada em São Paulo, recebendo aí, em outubro de 1945, a patente de brigadeiro-do-ar. Em março de 1948 afastou-se desse comando para assumir o da III Zona Aérea (III ZA); no Rio de Janeiro, em substituição ao brigadeiro-do-ar Samuel Ribeiro Gomes Pereira. Em junho do ano seguinte passou esse comando ao brigadeiro-do-ar Luís Leal Neto dos Reis e retornou em outubro de 1950 à chefia da IV ZA, permanecendo nessa função até fevereiro de 1955.

Logo após, o movimento militar de 11 de novembro de 1955, liderado pelo general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra demissionário, e que visava, segundo seus promotores, barrar uma conspiração em preparo dentro do governo para impedir a posse de Juscelino Kubitschek, eleito presidente da República em outubro desse mesmo ano, assumiu a chefia do Estado-Maior da Aeronáutica (Emaer), substituindo o tenente-brigadeiro Gervásio Duncan de Lima Rodrigues. Exerceu esse cargo até março de 1956, quando foi substituído pelo major-brigadeiro Ajalmar Vieira Mascarenhas, logo após a revolta de Jacareacanga, deflagrada em fevereiro desse mesmo ano sob a chefia do major-aviador Haroldo Veloso e do capitão-aviador José Chaves Lameirão e envolvendo alguns poucos militares da Aeronáutica.

Em fevereiro de 1957 voltou a chefiar o Emaer, substituindo Ajalmar Vieira Mascarenhas, aí permanecendo até junho do ano seguinte, quando o substituiu o major-brigadeiro Ismar Pfaltzgraff Brasil. Em julho de 1958 voltou ao comando da IV ZA.

Promovido a major-brigadeiro em agosto de 1960, passou no mês seguinte a tenente-brigadeiro. Em 1961 deixou o comando da IV ZA, passando-o ao brigadeiro Fábio Wanderley e, em setembro desse ano, assumiu mais uma vez a chefia do Emaer, substituindo Ismar Brasil. Em julho do ano seguinte passou esse comando ao tenente-brigadeiro Ajalmar Mascarenhas.

Ao longo de sua carreira militar fez os cursos de aviação militar, categorias A e B, de aperfeiçoamento de oficiais superiores, de aviação naval, além do curso de comando e estado-maior, realizados no Brasil e em Fort Leavenworth, nos Estados Unidos.

Faleceu na cidade de São Paulo no dia 3 de fevereiro de 1975.

 

FONTES: CORRESP. CENTRO DOC. HIST. AER.; Efemérides Paulistas; Jornal do Brasil (2/3/75); MIN. AER. Almanaque (1963); WANDERLEY, N. História.

 

 

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