ARAS, ROQUE

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Nome: ARAS, Roque
Nome Completo: ARAS, ROQUE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ARAS, Roque

*dep. fed. BA 1979-1983.

Roque Aras nasceu em Monte Santo (BA) no dia 26 de abril de 1932, filho de José Soares Ferreira Aras e de Norma Ferreira Aras.

Em 1957 ingressou no curso de ciências jurídicas e sociais da Faculdade Católica de Salvador, formando-se em 1962.

Juiz do trabalho entre 1963 e 1965, iniciou sua trajetória política em Feira de Santana (BA), onde foi vereador de 1970 a 1974 na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em novembro de 1974 elegeu-se deputado estadual na legenda do MDB, assumindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de seu estado em fevereiro de 1975. Nesse mandato, foi membro das comissões de Educação e Saúde e de Justiça e, de 1975 a 1978, presidiu o diretório regional do MDB na Bahia.

Em novembro de 1978, foi eleito deputado federal na legenda do MDB. Em dezembro seguinte, indicou o ex-deputado federal e ex-consultor-geral da República, Valdir Pires, para seu lugar na direção do partido na Bahia. Justificou a indicação afirmando que Pires reunia as condições necessárias à reestruturação do MDB, que se dividia então entre grupos adesistas e radicais. Todavia, Valdir Pires resolveu não assumir o cargo naquela ocasião.

Empossado na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1979, com a extinção do bipartidarismo em novembro daquele ano e a consequente reformulação partidária, passou a integrar a facção liderada pelo ex-governador gaúcho Leonel Brizola que pretendia reestruturar o antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em junho de 1980, com a perda da sigla do PTB para Ivete Vargas, Aras e outros deputados baianos transferiram-se para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), embora a facção brizolista no estado tenha preferido apoiar a nova sigla criada por Brizola, o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Em dezembro de 1980, integrou uma delegação de 19 deputados federais, escolhida e chefiada pelo presidente da Câmara, Flávio Marcílio, do Partido Democrático Social (PDS) do Ceará, que visitou a União Soviética em retribuição à visita feita ao Brasil por parlamentares daquele país. Essa visita refletiu uma tendência tanto do centro quanto da esquerda e da direita de aumentar o intercâmbio entre os dois países com vistas a um diálogo permanente. Declarando ter grande curiosidade a respeito das condições de vida no mundo socialista, Aras afirmou que seu objetivo nessa viagem era comprovar se na União Soviética havia de fato liberdade e justiça social. No regresso, esteve entre os deputados que destacaram entre suas impressões a respeito da vida no país as “conquistas sociais nos campos básicos”. Nessa legislatura, foi membro das comissões de Constituição e Justiça e de Relações Exteriores.

Candidatou-se novamente à Câmara pela Bahia, na legenda do PMDB, no pleito de novembro de 1982, mas não foi eleito. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, no fim da legislatura. Em seguida, passou a se dedicar à advocacia.

Em março de 1986, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda na qual não conseguiu se eleger em duas tentativas: em novembro de 1986, quando se candidatou a uma vaga no Senado, e em outubro de 1988, quando foi candidato a prefeito de Feira de Santana.

Procurador da Prefeitura de Feira de Santana entre 1990 e 1994, foi aprovado em concurso público realizado em 1996 para a Advocacia-Geral da União, cargo que passou a exercer desde então.

Casou-se com Zenaide de Freitas Aras, com quem teve quatro filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); Folha de S. Paulo (13/9/1982); Jornal do Brasil (13/6, 29/11, 21/12/1980).

 

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