ARI KARA JOSE

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Nome: KARA, Ari
Nome Completo: ARI KARA JOSE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KARA, ARI

KARA, Ari

*dep. fed. SP 1991-2003, 2005-2007

 

 

Ari Kara José nasceu em Neves Paulista (SP) no dia 26 de março de 1942, filho de José Kara José e de Julieta Curi Kara José.

Em 1969, bacharelou-se em direito pela Universidade de Taubaté (SP), tendo sido presidente do diretório acadêmico Professor Ulisses Guimarães durante seus estudos. Radicado em Taubaté por muitos anos, foi nesta cidade que iniciou suas atividades político-partidárias, filiando-se em 1968 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação que abrigava na época a oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Nessa legenda, foi eleito vereador em novembro de 1968, assumindo, em 1969, a presidência do diretório municipal do partido. Durante a legislatura 1969-1973, ocupou a vice-presidência da Câmara Municipal em 1970 e foi líder da bancada de seu partido em 1971.

Após a extinção do bipartidarismo, aprovada pelo Congresso Nacional em novembro de 1979, foi um dos fundadores e organizadores, em 1980, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que substituiu o MDB.

Tendo constituído sua base eleitoral na região do vale do Paraíba, elegeu-se deputado estadual por São Paulo na legenda do PMDB em novembro de 1982. Tomou posse em fevereiro seguinte e, entre 1983 e 1984, foi suplente das comissões de Constituição e Justiça e de Finanças e Orçamento e, entre 1985 e 1986, das comissões de Fiscalização e Controle, Transportes e Comunicações e de Cultura, Ciência e Tecnologia. Participou, como titular, da Comissão de Constituição e Justiça (1985-1986) e da Comissão de Segurança Pública (1985-1987). De 1983 a 1986, exerceu a vice-liderança do governo de André Franco Montoro na Assembleia Legislativa e, entre 1983 e 1984, foi vice-presidente da Comissão de Serviços e Obras Públicas.

Foi eleito deputado estadual constituinte em novembro de 1986, mais uma vez na legenda do PMDB, e tomou parte dos trabalhos iniciados em fevereiro do ano seguinte como membro efetivo das comissões de Finanças e Orçamento (1987-1988) e de Segurança Pública (1987-1988), e da Comissão Especial para Apuração de Exorbitâncias nos Vencimentos dos Servidores Estaduais (1987). Integrou, como suplente, entre 1987 e 1988, as comissões de Constituição e Justiça e de Economia e Planejamento. Ainda em 1988, licenciou-se do mandato e assumiu a Secretaria de Assuntos Fundiários do Estado de São Paulo, no governo Orestes Quércia (1987-1991).

Após sua curta passagem pelo governo de São Paulo, voltou a participar dos trabalhos da Assembleia Estadual Constituinte, em 1989, como titular das comissões do Poder Legislativo e de Defesa dos Interesses da Sociedade, do Estado e dos Cidadãos. Atuou também, nesse período, como suplente da Comissão de Sistematização. Ao final do mandato, em 1990, ocupou a vice-liderança da bancada peemedebista.

Foi eleito deputado federal por São Paulo na legenda do PMDB em outubro de 1990, tomando posse em fevereiro do ano seguinte. Na nova legislatura, foi um dos membros do PMDB nas comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (1991); Constituição e Justiça e de Redação (1993-1994), nas quais foi também suplente; Relações Exteriores (1992) e Agricultura e Política Rural (1993). Ainda em 1992, participou, como suplente, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para apurar denúncias de irregularidades na privatização da Viação Aérea São Paulo S.A. (VASP) pelo governo paulista.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado do cargo logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado na presidência o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, ausentou-se nas votações do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) — imposto de 0,25% sobre transações bancárias, criado como fonte complementar de recursos para a saúde — e do fim do voto obrigatório. Pronunciou-se a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas.

Reelegeu-se deputado federal pelo PMDB em outubro de 1994, obtendo a maioria dos votos de sua base eleitoral na região do vale do Paraíba. Na legislatura iniciada em fevereiro de 1995, foi um dos integrantes da bancada governista na Câmara dos Deputados, atuando como membro da Comissão de Constituição e Justiça. Assim, durante o processo de votação da reforma constitucional, acompanhou sempre a orientação da liderança de seu partido, manifestando-se a favor da abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, na distribuição do gás canalizado e na exploração do petróleo pela Petrobras. Foi também a favor da abertura da navegação de cabotagem à concorrência externa e ao fim de todas as diferenças jurídicas entre empresas nacionais e estrangeiras. Além disso, atuou como titular na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Defesa Nacional.

Destacou-se como um dos principais articuladores das instâncias de direção do PMDB, coordenando vários encontros estaduais e nacionais de prefeitos e vereadores em diversas cidades do vale do Paraíba e do litoral norte do estado de São Paulo, tendo sido, inclusive, coordenador-geral do congresso do partido realizado em Lorena (SP), no qual participou da elaboração de projetos destinados à alteração do estatuto do partido que foram posteriormente submetidos à apreciação do congresso geral realizado em Brasília (DF).

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Nesse mesmo ano foi relator do projeto do novo Código Brasileiro de Trânsito, cujo texto básico foi aprovado em junho na comissão especial e em setembro no plenário da Câmara. Em setembro de 1997 saiu do PMDB, ingressando no Partido Progressista Brasileiro (PPB), e em novembro pronunciou-se a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Em outubro de 1998 foi reeleito deputado federal na legenda do PPB. Em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Iniciou seu novo mandato em fevereiro de 1999. Em 2001 filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No pleito de 2002 concorreu à reeleição nessa legenda e obteve uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2003.

Foi efetivado deputado federal em 3 de janeiro de 2005. Em outubro de 2006 disputou novamente a deputado federal por São Paulo na legenda petebista, mas não obteve êxito. Deixou a Câmara em janeiro de 2007, ao final da legislatura.

Em agosto de 2009, foi eleito presidente do Esporte Clube Taubaté.

Desfiliou-se do PTB em maio de 2011, tendo migrado em seguida para o PMDB. Nesta passagem pelo partido,  não voltou a candidatar-se para cargos políticos eletivos, mas foi atuante na política partidária regional. Em 2012, seu mandato como presidente do Esporte Club Taubaté foi renovado.

Casou-se com Maria de Fátima Jorge Cater Kara José, com quem teve dois filhos, sendo um deles, Ari Kara José Filho, filiado também ao PMDB.

 

Luís Otávio de Sousa

 

 

FONTES: ALESP – Deputados Constituintes; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Jornal Estado de São Paulo (25/06/1997, 31/08/1997 e 28/11/1997); Jornal Folha de São Paulo (18/09/1994, 31/01/1995, 14/01/1996, 30/01/1997, 04/08/1997, 29/09/1997, 05/02/1998, 08/05/1998, 29/09/1998 e 06/11/1998); Jornal O Globo (29/01/1997); Revista Nosso Século; Revista Isto É/ Perfil Parlamentar (1991); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998); Portal da Fundação Sistema Estadual do Sistema de Dados. Disponível em: <http://www.seade.gov.br> Acesso em 2/08/2013; Portal Globo Esporte. Disponível em: <http://globoesporte.globo.com>. Acesso em 02/08/2001; Portal do Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Disponível em: <http://www.pmdbsp.org.br>. Acesso em 02/08/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 02/08/2013.

 

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