ARIO WÖLZ TEODORO

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Nome: TEODORO, Ário
Nome Completo: ARIO WÖLZ TEODORO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

TEODORO, Ário

* dep. fed. RJ 1963-1969 e 1971-1979.

 

Ário Wölz Teodoro nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 16 de novembro de 1924, filho de Mário Augusto Teodoro e de Elisa Wölz Teodoro.

Bacharel em ciências contábeis pelo Instituto Comercial do Rio de Janeiro, em 1952, e em economia pela Faculdade de Ciências Econômicas da cidade natal, em 1856, iniciou a carreira política elegendo-se prefeito de São João de Meriti (RJ) em 1959.

Presidente do diretório municipal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) desta cidade, em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal. Na Câmara foi vice-líder da bancada titular da Comissão de Finanças.

Em outubro de 1965 desempenhava as funções de vice-presidente do PTB a nível nacional quando em Ato Institucional nº 2 extinguiu os partidos políticos e decretou o bipartidarismo. Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar em vigor desde abril de 1964, tentou retornar à Câmara dos Deputados no pleito de novembro de 1966, mas só obteve uma suplência. Substituindo o deputado Edgar de Almaieda, exerceu o mandato entre abril de 1967 e janeiro de 1969. 

Em novembro de 1970 voltou a eleger-se deputado pelo estado do Rio de Janeiro, na legenda do MDB, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Vice-presidente da Comissão de Economia, em 1973 viajou a Roma como integrante da comissão encarregada de analisar o projeto de despoluição do mar Mediterrâneo.

Em novem-bro de 1974 reelegeu-se ainda na mesma legenda, tornando-se vice-líder da bancada, titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Transportes. Participou também de uma comissão de estudos que visitou Málaga, na Espanha, em 1977.

Escolhido pela convenção regional do MDB para concorrer ao Senado no pleito de novembro de 1978, acabou convencido pelo futuro governador do Rio de Janeiro, Antônio de Pádua Chagas Freitas, a retirar a sua candidatura, e participar como suplente na chapa do senador Nelson Carneiro, da corrente amaralista, que tentava a reeleição e foi afinal vitorioso. Deixando a Câmara em janeiro de 1979, Ário Teodoro foi nomeado em março para a presidência do Instituto de Previ-dência do Estado do Rio de Janeiro (Iperj).

Em novembro, com a extinção do bipartidarismo e a conseqüente reformula-ção partidária, filiou-se ao PTB, exercendo sucessivamente os cargos de secretário-geral e primeiro vice-presidente nacional do partido.

Deixou a presidência do Iperj em 1981, candidatando-se em novembro do ano seguinte a vice-governador do estado do Rio na legenda do PTB, em chapa encabeçada por Sandra Cavalcanti, sendo derrotados por Leonel Brizola, do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Do PTB saiu para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, e de 1985 a 1986 presidiu a Companhia Docas do Rio de Janeiro. Permaneceu suplente do senador Nelson Carneiro até janeiro de 1987, quando este encerrou o mandato.

Afastado da vida pública, Ário Teodoro dedicou-se a seu escritório em São João de Meriti, desenvolvendo atividades na área de planejamento econômico. Ainda filiado ao PMDB, fez parte da executiva regional no Rio de Janeiro e foi delegado às convenções nacionais do partido.

Casado com Ema Marques Teodoro, teve três filhos. Divorciado, contraiu segundas núpcias com Alda Pinto Teodoro, e teve mais um filho.

 

Fontes: CÂM.  DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975 e 1975-1979); INF. BIOG.; Néri, S. 16; Jornal do Brasil (6/8 e 27/9/78; 16/3/79; 24/6/81 e 28/7/82); Veja (17/9/75); Perfil (1972); TRIB.SUP.ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

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