ARMANDO AMORIM FERREIRA VIDIGAL

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Nome: VIDIGAL, Armando Amorim
Nome Completo: ARMANDO AMORIM FERREIRA VIDIGAL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIDIGAL, ARMANDO AMORIM

VIDIGAL, Armando Amorim

*militar; comte. III DN 1983-1985.

Armando Amorim Ferreira Vidigal nasceu em Manaus no dia 14 de fevereiro de 1928, filho de José Barbosa Ferreira Vidigal e de Maria de Nazaré Amorim Ferreira Vidigal.

Ingressou na Escola Naval como aspirante em março de 1946 e foi declarado guarda-marinha em dezembro de 1951. Foi promovido a segundo-tenente em abril de 1953, e a primeiro-tenente em junho do ano seguinte. Em maio de 1956 foi indicado para fazer o curso de máquinas para oficiais, e em junho recebeu a promoção a capitão-tenente. Em outubro do ano seguinte, concluiu o curso. De outubro a novembro de 1957, exerceu as funções de encarregado da 2ª Divisão de Gabinete em Minas Gerais e, a partir de janeiro de 1958, as funções de ajudante da seção da Diretoria de Serviços. Em março foi designado encarregado das seções M e R do navio Custódio de Melo. Em maio assumiu cumulativamente a chefia do Departamento de Máquinas.

Em novembro de 1959, foi designado para a banca examinadora das provas de seleção, escrita e oral, para admissão ao quadro de oficiais auxiliares da Marinha. Em abril de 1960, apresentou-se à flotilha do contratorpedeiro Ajuricaba, na função de chefe de máquinas. Em junho de 1961, foi designado instrutor dos adjuntos da seção de trocas de carros. Em outubro desse ano foi promovido a capitão-de-corveta e em dezembro fez o curso de socorro e salvamento.

Em abril de 1962 foi dispensado dessas funções e permaneceu adido até setembro, quando foi indicado para o curso de máquinas para oficiais. De dezembro desse ano a fevereiro de 1963 esteve no comando do navio Anchieta e em abril concluiu o curso de máquinas. Em agosto de 1964 foi indicado para a chefia do Departamento de Máquinas do contratorpedeiro Paraná. Em novembro seguinte assumiu cumulativamente as funções de oficial de máquinas.

Em fevereiro de 1965, foi nomeado comandante da corveta Forte Coimbra. Em março do ano seguinte, tornou-se oficial de máquinas do comando-em-chefe da Esquadra de Pessoal, permanecendo nesse cargo por apenas um mês, quando então passou à Diretoria de Engenharia Naval. Em agosto de 1966 foi promovido a capitão-de-fragata e, em novembro, passou a exercer as funções de oficial de Logistíca do Estado-Maior da Esquadra, cumulativamente com suas antigas funções. Em outubro foi nomeado oficial-de-gabinete do ministro da Marinha, almirante Zilmar Araripe Macedo. Em fevereiro do ano seguinte foi designado para representar o ministro da Marinha junto à Comissão para Estudo do Programa de Construção Naval.

Em março de 1968, matriculou-se no curso de comando e estado-maior da Escola de Guerra Naval, concluído em julho. Em setembro foi designado para integrar a Organização Marítima Consultiva em Londres, Inglaterra. Em dezembro de 1969, foi exonerado desse cargo e nomeado comandante do navio Ipiranga. Foi promovido em outubro de 1970 a capitão-de-mar-e-guerra.

Em novembro foi nomeado comandante da base naval de Aratu, na Bahia. Em agosto de 1972, foi designado para fazer, na então República Federal da Alemanha, o estágio preparatório para instrutores de manutenção dos novos navios varredores. Em janeiro do ano seguinte, foi dispensado da base naval de Aratu, por ter sido indicado para o curso da Escola Superior de Guerra, que concluiu em dezembro. Em janeiro de 1974, foi designado oficial-de-gabinete do ministro da Marinha, almirante Adalberto de Barros Nunes. Em abril foi transferido das funções de oficial para as de subchefe do mesmo gabinete.

Promovido a contra-almirante em julho de 1977, foi nomeado no mês seguinte para comandar a Força de Apoio Logístico. Assumiu ainda nesse mês a chefia do Estado-Maior da Esquadra, função que exerceu cumulativamente. Em abril de 1979, foi nomeado membro efetivo da Comissão de Promoções de Oficiais da Marinha. Em fevereiro de 1980, foi nomeado diretor do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha. Permaneceu na diretoria desse centro até abril de 1982, quando foi indicado para assumir a diretoria da Escola de Guerra Naval.

Deixou a Comissão Permanente de Promoções de Oficiais em abril de 1982 e em novembro foi promovido a vice-almirante. Em novembro do ano seguinte recebeu a nomeação para o cargo de comandante do III Distrito Naval, sediado em Natal, em substituição ao vice-almirante Dimas Lopes Coutinho. Ocupou o cargo até o mês de abril de 1985, tendo sido transferido para a reserva remunerada em julho do mesmo ano.

Desde então, até 1988, foi diretor dos estaleiros Só e Ebin, respectivamente localizados em Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em seguida, presidiu, por um período aproximado de três anos, a FI Indústria e Comércio, empresa dedicada à produção de munição de artilharia, sediada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Posteriormente passou a prestar assessoria à empresa de navegação Rio-Marine e ao Sindicato das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), no qual tornou-se responsável pelos assuntos internacionais.

Foi também membro do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de São Paulo e do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos, bem como professor do Centro de Estudos de Política e Estratégia da Escola de Guerra Naval. Atuou como conferencista no Brasil e em outros países.

Publicou diversos livros, entre os quais A evolução do pensamento estratégico naval brasileiro (1985), Conflito no Atlântico Sul (1985), Amazônia Azul: o mar que nos pertence (2006) e Guerra no mar (2009).

Casou-se com Dulce de Melo Vidigal, com quem teve um casal de filhos.

 

FONTES: INF. BIOG.; SERV. DOC. GER. MARINHA; MRE. Internet.Portal do Ministério das Relações Exteriores.

Ministério das Relações Exteriores. Currículo de Participantes. Disponível em : <

(http://www2.mre. gov.br/ipri/CCuurriculo.html)>. A Acesso em :  12/10/ out. 2009.

 

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