ARMANDO AVELLANAR LAYDNER

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Nome: LAYDNER, Armando
Nome Completo: ARMANDO AVELLANAR LAYDNER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LAYDNER, ARMANDO

LAYDNER, Armando

*const. 1934.

Armando Avellanar Laydner nasceu em Santa Maria (RS) no dia 17 de outubro de 1907, filho do engenheiro ferroviário Júlio Laydner e de Ema Avellanar Laydner.

Estudou em São Paulo, no Ginásio São Bento e no Ginásio do Estado, até 1920. Ainda aos 13 anos, começou a trabalhar como operário na Estrada de Ferro Sorocabana, e em 1921 ajudou a fundar uma associação de trabalhadores da ferrovia. Ativo a partir de então no movimento dos trabalhadores em transportes do estado de São Paulo, em 1931 colaborou para a fundação do Sindicato dos Ferroviários da Estrada de Ferro Sorocabana. Alinhava-se nessa época entre os defensores das reformas introduzidas pela Revolução de 1930.

Em 1933, participou da greve dos empregados da Sorocabana que culminou com a vitória dos trabalhadores e, em abril do mesmo ano, da greve geral dos operários da Leopoldina Railway Company. No mês de julho, o sindicato a que pertencia enviou-o, como delegado-eleitor, à convenção dos sindicatos que, reunida no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, elegeu-o deputado classista à Assembléia Nacional Constituinte, como representante profissional dos empregados. Ainda em julho de 1933, organizou e presidiu em São Paulo o I Congresso dos Ferroviários.

Apresentado no livro Constituintes brasileiros de 1934 como sendo de tendência política “acentuadamente marxista”, Laydner assumiu o mandato em 15 de novembro de 1933. Ativo na Constituinte, fez pronunciamentos contra o “espírito reacionário” da Assembléia e a favor do direito de greve e do direito de voto para as mulheres e os maiores de 18 anos. Apresentou uma série de emendas, entre as quais as que asseguravam reivindicações trabalhistas como a liberdade sindical e a concessão de férias, assistência médica e seguros para os operários e a que previa a anulação do casamento e o divórcio. Participou também da comissão nomeada pelo ministro do Trabalho para preparar um anteprojeto de reforma da Lei de Aposentadoria e Pensões. Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, teve o mandato prorrogado até maio de 1935. Pouco antes, em 21 de abril, participou como orador da reunião então promovida pela Aliança Nacional Libertadora (ANL).

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Encic. Mirador; SILVA, H. 1935.

 

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