ARNALDO JOSE LUIS CALDERARI

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CALDERARI, Arnaldo
Nome Completo: ARNALDO JOSE LUIS CALDERARI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CALDERARI, ARNALDO

CALDERARI, Arnaldo

*militar; ch. Depto. Mat. Bél. Ex. 1977-1978.

 

Arnaldo José Luís Calderari nasceu em Irati (PR) no dia 21 de setembro de 1913, filho do comerciante Francisco Xavier Calderari, imigrante italiano, e de Amélia Ciola Calderari.

Iniciou o curso secundário na Escola Pública do Paraná, em Curitiba, concluindo-o no Colégio Militar de Fortaleza. Mudando-se depois para o Rio de Janeiro, sentou praça na Escola Militar do Realengo em abril de 1931, da qual saiu aspirante-a-oficial da arma de cavalaria em dezembro de 1934. Foi promovido a segundo-tenente em setembro do ano seguinte, a primeiro-tenente em março de 1937 e a capitão em junho de 1943. De janeiro a junho de 1944, fez estágio no Exército dos Estados Unidos, na Armored School, em Forte Knox, e, em novembro seguinte, já de volta ao Brasil, tornou-se instrutor da Escola de Motomecanização, função que desempenhou até fevereiro de 1951.

Foi promovido a major em julho deste último ano e a tenente-coronel em agosto de 1956, assumindo, em julho de 1958, o cargo de oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott. Obtendo a patente de coronel em agosto de 1962, no ano seguinte assumiu o comando do 1º Batalhão de Carros de Combate. Com a eclosão do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), sua tropa ficou encarregada do fechamento das rádios cariocas Mayrink Veiga e Nacional, emissoras que haviam divulgado manifestos em oposição aos militares.

Em março de 1966, tornou-se chefe de gabinete do ministro da Guerra, general Artur da Costa e Silva, permanecendo à frente do cargo também durante a gestão do marechal Ademar de Queirós. Com o fim do governo do general Humberto Castelo Branco (1964-1967), assumiu a subchefia do Gabinete Militar da Presidência da República, chefiado pelo general Jaime Portela de Melo.

Promovido a general-de-brigada em julho de 1967, dois meses depois foi nomeado comandante do Grupamento de Unidades-Escola na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Em 1969, chefiou o gabinete do ministro do Exército, general Aurélio de Lira Tavares. Com o início do governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), assumiu, em novembro de 1969, a chefia do gabinete do general Antônio Carlos Murici, chefe do Estado-Maior do Exército. Deixou este cargo em janeiro de 1971 para ingressar na Escola Superior de Guerra. Concluído o curso, voltou a comandar o Grupamento de Unidades-Escola, no Rio de Janeiro, função que exerceu entre janeiro de 1972 e março de 1973. Promovido a general-de-divisão ainda neste último mês, foi nomeado para comandar a 4ª Região Militar e a IV Divisão de Infantaria, em Juiz de Fora (MG). Saindo em maio de 1974, foi em seguida empossado na Secretaria Geral do Exército, em substituição ao general Alacir Frederico Werner.

Em abril de 1977, depois de ser promovido a general-de-exército, foi nomeado pelo presidente da República, Ernesto Geisel (1974-1979), para chefiar o Departamento de Material Bélico do Exército, em substituição ao general Euler Bentes Monteiro. Em março do ano seguinte, deixou a chefia do Departamento para assumir a presidência da Indústria de Material Bélico (Imbel), empresa encarregada do parque fabril das forças armadas. Sua posse coincidiu com o lançamento de um programa de dinamização da empresa que, além de suprir o mercado interno de equipamentos bélicos necessários ao Exército, tentaria conquistar um lugar importante entre os exportadores de armamentos. Com sua nomeação para a Imbel, ficou agregado, o que possibilitou a concessão da quarta estrela ao general João Batista Figueiredo, chefe do Serviço Nacional de Informações, viabilizando, assim, a candidatura deste à presidência da República.

Calderari passou à reserva em agosto de 1979, por ter completado 12 anos de generalato, permanecendo, no entanto, à frente da Imbel. Segundo o Jornal do Brasil, o trabalho que desenvolvera na empresa havia transformado o setor de armamentos num dos mais importantes para a economia do país. Em maio de 1981, foi eleito presidente do Conselho de Administração da Companhia de Comércio Exterior, da qual a Imbel fazia parte como acionista minoritária. Em outubro de 1982, entretanto, foi convocado a comparecer ao Ministério do Exército, onde recebeu ordens para se demitir e passar a presidência da empresa ao engenheiro José Luís Whitaker Ribeiro, presidente da Engenheiros Especializados S.A. (Engesa), indicado pelo ministro do Exército, general Válter Pires. Como se recusasse a cumprir a determinação, acabou exonerado do cargo. Questionando a indicação de Ribeiro, em maio de 1985, acusou seu sucessor de usar a presidência da Imbel em benefício da Engesa.

Calderari faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de julho de 1997.

Era casado com Amélia Rodrigues Calderari, com quem teve uma filha.

 

FONTES: Correio Brasiliense (1/8/77); CURRIC. BIOG.; IstoÉ (6/4/77); Jornal do Brasil (14 e 15/5/74; 1, 2 e 5/4 e 21/12/77; 22/1, 1 e 16/3/78; 4/8/79; 29/10/82; 30/5/85; 25/7/97); MIN. EX. Almanaque (1976); Veja (6/4/77; 1/3/78; 27/10/82; 5/6/85).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados