ARTUR FERREIRA DOS SANTOS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: SANTOS, Artur dos
Nome Completo: ARTUR FERREIRA DOS SANTOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SANTOS, ARTUR DOS

SANTOS, Artur dos

*dep. fed. PR 1935-1937; sen. PR 1947-1951; dep. fed. PR 1951-1955.

 

Artur Ferreira dos Santos nasceu em Curitiba no dia 7 de fevereiro de 1894, filho de Claudino Rogoberto Ferreira dos Santos e de Elvira Branco Ferreira dos Santos.

Fez os estudos primários e secundários no Ginásio Paranaense e formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1919, especializando-se em direito civil e comercial.

Foi promotor público de 1920 a 1922, curador de menores de Curitiba de 1925 a 1927 e chefe de polícia do Paraná de 1927 a 1929. Ainda durante a República Velha participou da organização do Partido Republicano do Paraná, agremiação que foi rearticulada após a Revolução de 1930 para apresentar candidatos às eleições para a Assembléia Nacional Constituinte realizadas em 1933. Em outubro de 1934 elegeu-se deputado federal pelo Paraná, na legenda do seu partido, assumindo o mandato em maio de 1935. Permaneceu na Câmara até o dia 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país.

Com a desagregação do Estado Novo e a organização dos novos partidos políticos, participou em abril de 1945 da primeira reunião do diretório nacional da União Democrática Nacional (UDN), sendo nomeado para a comissão de estudos sociais e econômicos um dos grupos encarregados de elaborar o primeiro projeto dos estatutos do partido. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), atuou como consultor jurídico da Comissão de Reparação de Guerra. No pleito de dezembro de 1945 elegeu-se primeiro suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte, na legenda da UDN, não chegando entretanto a exercer o mandato. Após a promulgação da nova Carta, em 18 de setembro de 1946, elegeu-se no pleito de janeiro de 1947 terceiro senador pelo Paraná, na legenda da Aliança Liberal, coligação formada pela UDN, o Partido Social Democrático (PSD), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido de Representação Popular (PRP). Assumindo o mandato em março de 1947, votou contra o projeto apresentado em outubro pelo senador Ivo d’Aquino, dispondo sobre a cassação dos mandatos dos deputados comunistas e sobre o cancelamento do registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB). O projeto, contudo, foi aprovado. Foi membro da Comissão Especial de Leis Complementares da Constituição e das comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça do Senado.

Em outubro de 1950 elegeu-se deputado federal pelo Paraná, na legenda das Oposições Coligadas, coligação integrada pela UDN, o Partido Republicano (PR), o Partido Social Trabalhista (PST) e o PRP. Assumiu o mandato em fevereiro de 1951, após ter deixado o Senado em janeiro anterior, sendo eleito presidente da UDN em maio de 1953. No período em que presidiu a UDN, o partido liderou acirrada campanha contra o presidente Getúlio Vargas (1951-1954), que se suicidaria em 24 de agosto de 1954. Candidato a uma vaga no Senado pela UDN em outubro seguinte, não conseguiu eleger-se. Deixou a Câmara Federal ao final do seu mandato, em fevereiro de 1955, e a presidência da UDN em abril seguinte, sendo substituído por Mílton Campos. Neste último mês tornou-se diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil, em substituição a Adolfo de Oliveira Franco, eleito governador do Paraná. De outubro a novembro de 1955 assumiu interinamente a presidência do Banco do Brasil, em substituição a Alcides da Costa Vidigal, voltando ao antigo cargo com a posse do novo presidente do banco, Augusto Caldeira Brant. Em março de 1956 assumiu a direção da Carteira de Crédito Geral do Banco do Brasil, função que exerceu até 1968.

Foi presidente da seção paranaense do Instituto dos Advogados Brasileiros e da Ordem dos Advogados do Brasil e sócio da Academia Paranaense de Letras, da Sociedade Brasileira de Direito Internacional e do Centro de Letras do Paraná. Atuou também como delegado plenipotenciário brasileiro à IX Conferência Pan-Americana de Bogotá, na Colômbia, e como delegado do Brasil ao I Congresso da União Latina.

Lecionou direito constitucional na Faculdade de Direito do Paraná e foi catedrático de história das ciências econômicas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Paraná.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 12 de novembro de 1972.

Foi casado com Joana Gerda Kopp dos Santos, com quem teve dois filhos, um dos quais, Artur Claudino dos Santos, foi deputado federal pelo Paraná de 1971 a 1975.

Publicou Regulamento geral da Polícia Civil do Paraná e A vida de meu pai.

 

 

FONTES: BENEVIDES, M. UDN; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; CONSULT. MAGALHÃES, B.; COSTA, M. Cronologia; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional (29/5/48); DULLES, J. Getúlio; FONTENLA, V. História; GALVÃO, F. Fechamento; Grande encic. Delta; MACHADO, F. Últimos; MIN. GUERRA. Subsídios; NABUCO, C. Vida; NICOLAS, M. Cem; Personalidades; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1 e 2).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados