ARTUR MELO DE LIMA CAVALCANTI

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Nome: CAVALCANTI, Artur de Lima
Nome Completo: ARTUR MELO DE LIMA CAVALCANTI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAVALCANTI, ARTUR DE LIMA

CAVALCANTI, Artur de Lima

*dep. fed. PE 1963-1964, 1989-1991.

 

Artur Melo de Lima Cavalcanti nasceu em Recife no dia 27 de setembro de 1930, filho de Rui de Lima Cavalcanti e de Teresa de Melo de Lima Cavalcanti. Seu tio Carlos de Lima Cavalcanti foi revolucionário em 1930, interventor federal em Pernambuco de 1930 a 1935, governador do estado de 1935 a 1937, constituinte em 1946 e deputado federal por Pernambuco de 1946 a 1954 e de 1956 a 1959.

Em outubro de 1958, elegeu-se vice-prefeito de Recife, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em chapa encabeçada por Miguel Arrais.

Politicamente ligado ao governador de Pernambuco, Miguel Arrais (1962-1964), Lima Cavalcanti elegeu-se deputado federal por esse estado na legenda do PTB no pleito de outubro de 1962, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Com a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos pelo Ato Institucional nº 1 (AI-1), editado no dia 9 de abril do mesmo ano, pelo presidente Humberto Castelo Branco. Ainda em abril passou a trabalhar nas empresas da sua família, em Recife.

Iniciado o processo de abertura política, foi beneficiado pela Lei da Anistia decretada pelo presidente João Figueiredo em agosto de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), do qual, todavia, acabou sendo expulso em janeiro de 1981, segundo João Nascimento — presidente do diretório do partido em Pernambuco —, “por apresentar posturas personalistas e desrespeitar decisões partidárias”, ao defender a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, ponto não constante no programa partidário, e ao não participar das reuniões do PT. Em sua defesa, o ex-deputado afirmou na época que sua expulsão fora um “ato ridículo e fascista que demonstrava a estreiteza e o oportunismo de grupelhos sectários que se entrechocam em sectarismos semânticos e que nada têm a ver com o PT”. Responsabilizou o presidente nacional do PT, Luís Inácio da Silva, o Lula, pela instauração do inquérito que resultou na sua expulsão, por tê-lo encarregado, juntamente com Manuel da Conceição, de interiorizar o partido, independentemente de sua direção regional. Segundo ele, fora punido por defender a unidade das oposições, a convocação de uma Constituinte e a importância do processo eleitoral.

Logo após sua saída do PT, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), na legenda do qual se elegeu deputado à Assembléia Legislativa pernambucana no pleito de novembro de 1982, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em novembro de 1986, disputou uma vaga de deputado federal constituinte, ainda pelo PMDB, obtendo apenas uma suplência. Deixou a Assembléia em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

Ainda em 1987, já filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), tornou-se diretor-presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco, exercendo o cargo até o ano seguinte. Em janeiro de 1989, assumiu o mandato de deputado federal, ocupando a vaga de Luís Freire, que naquele mês fora empossado na prefeitura de Olinda (PE). Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura, não tendo concorrido à reeleição no pleito de outubro de 1990.

Desligando-se do PDT e permanecendo sem partido, foi presidente da Fundação pelo Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife entre 1991 e 1992, na gestão do governador Joaquim Francisco (1991-1995).

Faleceu em Recife no dia 14 de junho de 1994.

Era casado com Vilma de Lima Cavalcanti, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Deputados; Globo (27 e 30/1/81); INF. Artur Melo de Lima Cavalcanti Filho; IPC. Relação de parlamentares (1/1/92 a 18/8/98); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6).

 

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