Átila Monteiro Aché

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: ACHÉ, Átila
Nome Completo: Átila Monteiro Aché

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ACHÉ, Átila

*militar; comte.-em-ch. Esquadra 1951-1953; ch. EMA 1953-1954.

 

Átila Monteiro Aché nasceu no Rio de Janeiro em 11 de julho de 1888, filho do marechal Napoleão Filipe Aché e de Constança Monteiro Aché. Seu irmão, Otávio Monteiro Aché, seguiu também a carreira militar, ingressando no Exército, onde chegou a general e foi diretor de Pessoal do Exército de 1949 a 1952.

Fez seus primeiros estudos no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Guarda-marinha em 1906, cursou a Escola Naval e se formou em 1909, chegando ao posto de segundo-tenente em 1910. Promovido a primeiro-tenente em 1914, fez o curso de aperfeiçoamento na Escola de Submarinos e chegou a comandar o submarino F-1, depois de ter sido seu imediato.

Promovido a capitão-tenente em 1921, foi instrutor da escola de Submarinos, imediato dos contratorpedeiros Alagoas e Mato Grosso, ajudante da Escola de Grumetes e, a partir de 1931, comandante do submarino Humaitá.

Identificado com as posições tenentistas, esteve vinculado ao Clube 3 de Outubro, organização criada em 1931, congregando os partidários da manutenção e do aprofundamento das reformas decorrentes da Revolução de 1930.

Em 1932, atingiu o posto de capitão-de-corveta, e no ano seguinte deixou o comando do submarino Humaitá. Designado para servir no estado-maior do comandante-em-chefe da Esquadra, em 1935 fez o curso da Escola de Guerra Naval. Em seguida, foi instrutor dessa escola de 1936 a junho de 1937, quando foi promovido a capitão-de-fragata.

Nomeado vice-presidente do Conselho de Imigração e Colonização — cuja presidência ocupou interinamente diversas vezes —, em 1939 assumiu o comando do cruzador Rio Grande do Sul. Entre 1940 e 1941 ocupou a subchefia do gabinete do ministro da Marinha e, em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, assumiu o comando da flotilha de submarinos da Marinha.

Promovido a capitão-de-mar-e-guerra em 1942, permaneceu no comando da força de submarinos até o fim da guerra, em 1945. Em novembro desse ano, foi promovido a contra-almirante e assumiu a diretoria geral de Pessoal da Marinha. No exercício deste cargo, criou o Serviço Social da Armada. Em seguida, foi adido naval nos Estados Unidos e diretor da Escola de Guerra Naval. No pós-guerra, participou ainda da Comissão Brasil-Estados Unidos e da Liga Interamericana de Defesa das Américas.

Em 1949, foi promovido a vice-almirante e, em 1951, graduado no posto de almirante-de-esquadra. Efetivado no posto no ano seguinte, foi comandante-em-chefe da Esquadra de 1951 a 1953 e chefe do Estado-Maior da Armada de 1953 a 1954, ano em que atingiu o ápice da hierarquia na Marinha: almirante de cinco estrelas.

Especialista em política internacional, o almirante Aché foi conferencista permanente na Escola Superior de Guerra, onde discorria sobre a marinha de guerra moderna e a marinha mercante.

Faleceu em 2 de janeiro de 1978, no Rio de Janeiro.

Era casado com Dagmar Franco Aché e seus dois filhos homens, Átila Franco Aché e Sidnei Franco Aché, também ingressaram na Marinha, chegando ambos ao posto de almirante.

 

FONTES: ARQ. CLUBE 3 DE OUTUBRO; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CORRESP. SERV. DOC. GER. MAR.; COUTINHO, A. Brasil; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Brasil (4/1/78); MIN. MAR. Almanaque (1934); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; Súmulas.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados