AURELIO ROSLINDO CAMPOS

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Nome: CAMPOS, Aurélio
Nome Completo: AURELIO ROSLINDO CAMPOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAMPOS, AURÉLIO

CAMPOS, Aurélio

*jornalista; dep. fed. SP 1975-1979.

 

Aurélio Roslindo Campos nasceu em Santos (SP) no dia 10 de agosto de 1914, filho de Valdomiro Sousa Campos e de Perila Roslindo Campos.

Ingressou nos Diários Associados em 1933 como auxiliar do departamento de publicidade, trabalhando em seguida no departamento do interior, do qual se transferiu para a redação do Diário de São Paulo, na mesma empresa jornalística. Em 1937 deixou os Diários Associados e iniciou sua atuação como radialista na Rádio São Paulo. No ano seguinte bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e, em 1942, deixando a Rádio São Paulo, retornou aos Diários Associados, onde trabalhou como locutor, programador, intérprete e animador da Rádio e da Televisão Tupi e da Rádio Difusora. Em fins de 1944 foi convidado pelo governo norte-americano para dirigir os programas em português da National Broadcasting Company e da Columbia Broadcasting System, em Nova Iorque. Permaneceu nos Estados Unidos durante seis meses e, de volta ao Brasil em 1945, assumiu a direção artística das rádios Tupi e Tamoio, no Rio de Janeiro. Em maio de 1956 fundou a Aurélio Campos Publicidade.

Iniciou sua carreira política em novembro de 1966, elegendo-se deputado estadual em São Paulo na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Ao longo da legislatura iniciada em fevereiro de 1967, foi assessor de imprensa do então prefeito de São Paulo, José Vicente de Faria Lima, e membro da Comissão de Turismo da Assembléia, na qual exerceu a vice-liderança de seu partido em 1968 e 1969 e a liderança a partir de 1970. Reeleito em novembro desse ano, foi presidente da Comissão de Cultura, Esporte e Turismo, vice-presidente da Comissão de Redação e membro da Comissão de Justiça. Em novembro de 1974 candidatou-se a deputado federal por seu estado, sempre na legenda do MDB e conseguiu se eleger. Em janeiro de 1975 concluiu seu mandato de deputado estadual e no mês seguinte ocupou uma cadeira na Câmara, aí integrando, como membro efetivo, a Comissão de Comunicações e, como suplente, a Comissão de Trabalho e Legislação Social.

Em maio de 1977, criticou alguns companheiros de partido, empenhados, segundo afirmou à imprensa, em “enfraquecer o presidente da República, general Ernesto Geisel, tisnar sua autoridade com afrontosos ataques à sua pessoa”. Recomendou uma atitude oposicionista conciliatória diante da crise econômica, política e social que se instalara, considerando ainda que o apoio e o incentivo ao movimento popular emergente poderia contribuir para a solidificação do ciclo do arbítrio, para o qual “a única saída é esperar pacientemente que ele se perca na selva de suas contradições”.

Em julho de 1978, quando exercia a vice-liderança do MDB na Câmara Federal, pronunciou-se contra a Frente Nacional pela Redemocratização, constituída com o objetivo de reforçar a candidatura lançada pelo seu partido, do general Euler Bentes à sucessão de Geisel na presidência da República.

Em novembro de 1978 candidatou-se à reeleição, mas obteve apenas uma suplência. Já moralmente desvinculado do MDB, em janeiro de 1979, ao fim da legislatura, requereu oficialmente seu desligamento imediato do partido.

Faleceu em São Paulo no dia 4 de fevereiro de 1981.

Foi casado com Daisy Martins Campos, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (8 e 9); DEP. PESQ. ESTADO DE SÃO PAULO; Estado de S. Paulo (24/11/78); Jornal do Brasil (18/5/77; 14/7/78 e 2/2/79); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8 e 9); Veja (11/2/81).

 

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