AZAMBUJA, MARCOS CASTRIOTO DE

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Nome: AZAMBUJA, Marcos Castrioto de
Nome Completo: AZAMBUJA, MARCOS CASTRIOTO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AZAMBUJA , Marcos Castrioto de

AZAMBUJA , Marcos Castrioto de

*diplomata; emb. Bras. Argentina 1992-1997; emb. Bras. França 1997-

 

Marcos Castrioto de Azambuja nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 9 de fevereiro de 1935, filho de Dario Cavalcanti de Azambuja e Dirce Castrioto de Azambuja.

Diplomata de carreira, ingressou no Instituto Rio Branco (IRBr) em 1956, alcançando em fevereiro de 1958 o posto inicial da carreira, terceiro secretário. No ano seguinte, até 1963, trabalhou na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, EUA, onde participou da XV e XVII, sessões da Assembléia Geral da instituição. Ainda neste organismo, foi representante no Comitê Científico sobre Efeitos de Radiações Atômicas, em 1961.

Em setembro do mesmo ano foi promovido a segundo secretário, transferindo-se, em 1963, para o México, onde permaneceu por três anos e atuou, inclusive, como membro da Comissão Preparatória para Desnuclearização da América Latina, em 1965. Em junho do ano seguinte alcançou o posto de primeiro secretário e retornou ao Brasil. Foi, entre 1967 e 1969, assistente do Secretário-Geral para Organismos Internacionais e membro da XXI e XXII Assembléia Geral da ONU (1966 e 1967). Lotado no Brasil,  participou de diversas conferências e seminários, como a Conferência dos Países Militarmente Não-Nucleares, em Genebra, Suíça e no Seminário da ONU sobre Direitos Humanos, em Nicósia, Chipre.

Em 1969 foi transferido para Londres, onde trabalhou por três anos. Após este período, seguiu para Buenos Aires, onde permaneceu até 1973, alcançando aí, o posto de conselheiro. Nesta função, atuou, como delegado na Conferência Plenipotenciária Sul-Americana sobre Entorpecentes, em 1972. Entre 1974 e 1983, participou de várias conferências em instituições militares, como a  Escola Superior de Guerra (ESG) e em escolas superiores das três armas, além da Escola Nacional de Informação. Foi observador na Conferência de Chanceleres dos Países Não-Alinhados, em Lima, Peru, e chefe da Conferência Regioinal Latino-Americana Preparatória de Habitat, na Conferência da ONU sobre Estabelecimentos Humanos, em Caracas, Venezuela, em 1975. No ano seguinte, foi membro da XXXII Seção da Comissão de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça, e observador na Conferência de Cúpula dos Países Não-Alinhados, em Colombo, Sri Lanka. Em abril de 1977 foi  promovido a ministro de segunda classe, e, em abril do ano seguinte, a ministro de primeira classe.

No final da década de 1970, o governo do general João Batista Figueiredo desenvolvia uma política de maior aproximação do Brasil com os países do chamado Terceiro Mundo. Neste contexto, em 1979, participou da I Reunião da Comissão Mista Brasil-Iraque, em Bagdá, da I Reunião da Comissão Mista Brasil-Arábia Saudita, em Jedá, e foi observador na Conferência da Cúpula dos Países Não-Alinhados, em Cuba. Em 1980, participou da I Reunião da Comissão Mista Brasil-República Popular da China e foi delegado da I Reunião da Comissão Mista Brasil-Nigéria, na capital deste último, Lagos. Neste mesma cidade, em 1981, foi membro da I Reunião da Comissão Mista de Coordenação Brasil-Nigéria. Participou ainda das atividades relacionadas ao XIII Aniversário da Revolução de 17 de Julho, que ocorrera na capital do Iraque, Bagdá, e como chefe da III Reunião da Comissão Mista Brasil-Líbia, em Trípoli. Em 1982 foi delegado na III Reunião da Comissão Mista Permanente Brasil-Moçambique para a Cooperação Econômica, Técnica e Científica, em Maputo, capital deste último.

Em 1983, chefiou a II Reunião de Trabalho Brasil-Estados Unidos da América sobre Cooperação Espacial, em Washington, e a II Reunião Consultiva do Tratado da Antártica, em Camberra, Austrália. Chefe da representação brasileira para assuntos de desarmamento, com sede em Genebra, Suíça, entre 1987 e 1990, em 1992 foi nomeado embaixador em Buenos Aires, Argentina, sucedendo a Francisco Thompson Flores. Ocupou o cargo até setembro de 1997, sendo substituído por Felipe de Seixas Correia. Assumiu em seguida a embaixada do Brasil na França em substituição a Carlos Alberto Leite Barbosa.  

                Secretário da Comissão Nacional para Assuntos Antárticos (CONTAR), integrou também, entre outras atividades, a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (COBAE), o Conselho da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e o Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN).

                Foi casado com Malu Pedrosa Azambuja, com quem teve dois                filhos. Casou-se pela segunda vez com Ana Maria Ribas Azambuja e pela terceira vez com Liliane Azambuja.

 

FONTES: Folha de São Paulo (8/7 e 9/9/97); INF. DIRCE CASTRIOTO AZAMBUJA; MIN. REL. EXT. Anuário (1992); MIN. REL. EXT. Internet.

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