AZEVEDO, MANUEL VITOR DE

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: AZEVEDO, Manuel Vítor de
Nome Completo: AZEVEDO, MANUEL VITOR DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AZEVEDO, MANUEL VÍTOR DE

AZEVEDO, Manuel Vítor de

*const. 1946; dep. fed. SP 1946-1951.

 

Manuel Vítor de Azevedo nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 25 de maio de 1898, filho de Domingos de Azevedo e de Clotilde Gonçalves de Azevedo.

Estudou no Grupo Escolar do Carmo e no Ginásio Marista do Carmo. Radicando-se em São Paulo, onde completou o curso secundário, em 1914 tornou-se redator do Correio Paulistano e no ano seguinte ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, pela qual se formou em dezembro de 1920.

Diretor da revista A Vida Moderna a partir de 1922, em 1925 passou a dirigir também a revista Universal. Em 1927 ingressou nos quadros do funcionalismo do Banco do Brasil em São Paulo, onde faria carreira até 1960, e tornou-se colaborador no Correio da Noite. Em 1928 deixou o Correio Paulistano e em 1929 passou a escrever no Diário de São Paulo. Ainda nesse ano. tornou-se contador provisionado no Banco do Brasil.

Após a Revolução de 1930, fundou a revista Piratininga, que dirigiu a partir de 1931. Em 1933 tornou-se fiscal federal do ensino comercial e delegado regional do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), também em São Paulo. Inspetor federal do ensino secundário a partir de 1935, em 1937 tornou-se diretor da revista Dom Bosco. No ano seguinte, já durante o Estado Novo (1937-1945), participou da fundação da Faculdade de Estudos Econômicos do Liceu Coração de Jesus, onde passou a lecionar. Deixou a revista Dom Bosco em 1940 e no ano seguinte tornou-se professor do Externato São José.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), iniciou um movimento pela liberação dos bens dos cidadãos das nações do Eixo residentes no Brasil, que haviam sido confiscados pelo governo brasileiro e revertidos ao patrimônio nacional. Essa iniciativa provocou grandes controvérsias na ocasião, e mais tarde, em 1948, o presidente Eurico Dutra (1946-1951) sancionaria a lei liberando as contas bancárias dos súditos do Eixo, bem como atividades de aquisição e venda de bens.

Ainda em 1945, com a desagregação do Estado Novo (29/10/1945) e a redemocratização do país, Manuel Vítor de Azevedo participou da fundação do Partido Democrata Cristão (PDC), de âmbito nacional. No pleito de dezembro desse ano foi o único candidato de seu partido eleito deputado por São Paulo à Assembléia Nacional Constituinte. Empossado em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Nessa legislatura atuou como líder cristão e integrou a Comissão de Inquérito sobre os Atos Delituosos da Ditadura. Em outubro de 1950 elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa de São Paulo, na legenda do PDC, assumindo sua cadeira em fevereiro de 1951, após deixar a Câmara dos Deputados. Presidiu a Assembléia em 1954 e em janeiro do ano seguinte concluiu seu mandato.

Em outubro de 1962 candidatou-se novamente à Assembléia Legislativa de São Paulo, dessa vez na legenda do Partido de Representação Popular (PRP) e com o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef). Criada em 1962 em substituição à Liga Eleitoral Católica (LEC), a Alef era uma associação civil destinada a mobilizar o eleitorado católico e em apoio aos candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja, como a defesa da propriedade privada e da família, o combate ao divórcio e a crítica aos extremismos de esquerda e de direita. A atuação da entidade restringiu-se na ocasião às eleições legislativas federais e estaduais e às executivas de alguns estados. Realizado o pleito, Manuel Vítor de Azevedo obteve apenas uma suplência.

Professor da Faculdade de Direito de Osasco (SP) a partir de 1970, foi também radialista, tendo criado a “Hora da Ave Maria”. Integrou o Instituto Histórico de São Paulo, a Academia de Letras de São Paulo e o Instituto Histórico de Ouro Preto, do qual foi um dos fundadores. Fundou e dirigiu ainda a revista católica Lar — Revista da Família.

Faleceu na cidade de São Paulo no dia 25 de janeiro de 1988.

Foi casado em primeiras núpcias com Ema Crivelente de Azevedo, com quem teve seis filhos. Viúvo, casou-se em segundas núpcias com Rute Prezotto de Azevedo.

Publicou Os dramas da floresta virgem (romance, 1925), Os três tinteiros (crônicas, 1932), Assombração (contos, 1934), Seis horas, Ave Maria (1936), O colecionador de sensações (crônicas, 1938), Noções de direito civil e constitucional (1938), Noções de direito comercial (1938), Seleta cristã (antologia, 1940) e Salve Maria (1941).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; Congresso; DEP. PESQ. ESTADO DE SÃO PAULO; Diário do Congresso Nacional; Estado de S. Paulo (23/9/62); Grande encic. Delta; INF. FAM.; LEITE, A. História; LEITE, A. Páginas; SILVA, G. Constituinte; Súmulas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2 e 6); Who’s who in Brazil.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados