João Batista Oliveira de Araujo

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Nome: BABÁ
Nome Completo: João Batista Oliveira de Araujo

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BABÁ, João Batista

BABÁ

*dep. fed. PA 1999-2007

 

 João Batista Oliveira de Araujo nasceu em Faro (PA) em 31 de outubro de 1953, filho de Urbano Ferreira de Araújo e de Mercedes Oliveira de Araujo.

Graduou-se em engenharia mecânica na Universidade Federal do Pará (UFPA) em 1977. Durante a graduação foi oficial de justiça do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Em 1978 iniciou a pós-graduação em energia solar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), concluído em 1980. Ainda nesse ano, tornou-se professor da UFPA.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1981, quando se integrou à Convergência Socialista, organização política de orientação socialista, criada em 1978, e que seguiu atuando como corrente dentro do PT até 1994, quando daria origem ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). Militante de movimentos sociais e sindical, participou da executiva da Secretaria de Movimento Social do PT em Belém de 1981 a 1995 e a partir de 1996. Presidiu ainda a Associação dos Servidores da UFPA entre 1984 e 1989. E dirigiu a representação em Belém da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (FASUBRA), e a executiva estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de 1986 a 1989. Ainda nesse período integrou a executiva nacional da CUT.

Em novembro de 1988, foi eleito vereadores em Belém na legenda do PT. Empossado em 1989, renunciou ao mandato em 1990 para concorrer a deputado estadual, sempre pelo PT. Eleito, assumiu em 1991. Reelegeu-se em 1994, tomando posse do novo mandato em 1995. No ano seguinte representou a Assembleia Legislativa do Pará na Comissão dos Direitos Humanos.

Nas eleições de outubro de 1998, foi eleito deputado federal pelo Pará na legenda petista. Assumiu o mandato em fevereiro de 1999 e foi membro titular das Comissões de Amazônia e de Desenvolvimento Regional; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Direitos Humanos. Nessa legislatura integrou a bancada de oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003).

Em outubro de 2002, foi reeleito deputado federal pelo Pará na legenda petista. Essa eleição, marcou ainda a vitória de Luís Inácio Lula da Silva, também do PT, que foi eleito presidente da República. Ainda em 2002 foi um dos vice-líderes do PT na Câmara.

Babá tomou posse do mandato de deputado federal em fevereiro de 2003. Lula, que fora empossado no mês anterior, explicitara sua opção por manter praticamente intocada boa parte da política econômica do governo anterior (especialmente em termos macro-econômicos, com uma profunda ênfase no aspecto fiscal, materializada no aumento do superávit primário que os economistas petistas, quando na oposição, já consideravam excessivo) ocasionou importante insatisfação no interior do PT. Entre vários insatisfeitos, Babá foi uma das mais atuantes vozes a divergir do governo. As diferenças aumentaram com o encaminhamento pelo governo da proposta de reforma previdenciária, que modificava os mecanismos de aposentadoria dos servidores públicos. Babá não concordou com a proposta e absteve-se de votar no primeiro turno da reforma da Previdência. A desobediência à orientação partidária resultou em punição, com a suspensão por 60 dias, ficando afastado de todas as funções representativas do partido na Câmara.  Mesmo após essa advertência pelo partido, em agosto de 2003, por ocasião da votação em segundo turno, votou contra a proposta do governo. Essa atitude levou a direção do PT a pedir a expulsão de Babá, bem como a dos deputados Luciana Genro (RS), João Fontes (SE) e Walter Pinheiro (BA) e da senadora Heloísa Helena (AL) — chamados de radicais — que também haviam votado contra a reforma da Previdência. Em dezembro, o diretório nacional do PT aprovou a expulsão de Babá, e dos outros, por 55 votos a favor da expulsão e 27 contra.

Fora do PT, Helena, Genro e Babá deram início, em 2004, à construção do Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Ao lado de outros integrantes que abandonaram o partido na mesma ocasião, em junho foi um dos fundadores do Psol. Ainda em 2004, transferiu seu domicílio eleitoral para o Rio de Janeiro, no intuito de auxiliar a consolidação da nova legenda neste estado. Na Câmara manteve postura crítica quanto às propostas do governo Lula, posicionando-se contra o envio de tropas brasileiras ao Haiti e a reforma tributária.  De 2005 a 2006 foi vice-líder do Psol, assumindo nesse ano a liderança da agremiação na Casa.

Em outubro, candidatou-se a deputado federal pelo Rio de Janeiro na legenda do Psol e conquistou a primeira-suplência. O Psol elegeu Chico Alencar. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2007, ao final da legislatura.

Em 2008, candidatou-se ao cargo de vereador no Rio de Janeiro, mas não foi eleito.

Para o pleito seguinte, em 2010, chegou a lançar pré-candidatura à Presidência da República pelo PSOL, mas o representante escolhido pelo partido acabou sendo  o ex-deputado Plínio Arruda Sampaio.

Nas eleições municipais de 2012, tentou novamente uma vaga na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, mas não obteve êxito.

Casou-se com Ana Cláudia Nascimento dos Santos com quem teve uma filha.

 

FONTES: Portal do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Disponível em: <http://www.diap.org.br>. Acesso em 27/02/2009; Portal do Jornal Folha de S.Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 23/03/2009; Portal do Jornal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com>. Acesso em 27/02/2009 e 04/06/2013; Portal do Partido Socialismo e Liberdade. Disponível em: <http://www.psol50.org.br>. Acesso em 04/06/2013; Portal da Revista Veja. Disponível em:  <http://veja.abril.com.br>. Acesso em 23/03/2009.

 

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