BADRA, ANIZ

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Nome: BADRA, Aniz
Nome Completo: BADRA, ANIZ

Tipo: BIOGRAFICO


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BADRA, ANIZ

BADRA, Aniz

*dep. fed. SP 1935-1937, 1959, 1960, 1961-1971.

 

Aniz Badra nasceu em Santa Cruz das Palmeiras (SP) no dia 2 de janeiro de 1908, filho de Miguel Badra e de Regina Badra.

Em 1934, representando os empregados da lavoura e pecuária, foi eleito deputado federal classista por São Paulo para a primeira legislatura ordinária após a promulgação da Constituição de 1934. Exerceu o mandato de maio de 1935 a novembro de 1937, quando o golpe do Estado Novo determinou o fechamento de todos os órgãos legislativos do país e a extinção dos partidos políticos.

Bacharelou-se em ciências jurídicas pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1945.

Eleito vereador em Marília (SP) em 1947, assumiu no ano seguinte a presidência da Câmara Municipal, função que exerceria por dez anos. Em 1953 foi eleito presidente da Associação Paulista de Municípios, participando durante sua gestão, que também se estenderia por dez anos, de três congressos internacionais de municípios: o Ibero-americano realizado em Madri em 1957 e os interamericanos de 1960 e de 1962, respectivamente em San Diego e Louisville, nos Estados Unidos.

Nas eleições de outubro de 1958 tentou obter uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas obteve apenas a primeira suplência na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Ocupou uma cadeira de setembro a dezembro de 1959, de maio a julho de 1960 e a partir de fevereiro de 1961. Permanecendo na Câmara durante mais da metade da legislatura, destacou-se como um dos líderes do municipalismo. Apoiou, da tribuna, o monopólio estatal do petróleo, dos minérios atômicos, da eletricidade e das telecomunicações, considerou inoportuna a iniciativa do presidente Jânio Quadros (janeiro a agosto de 1961) de reatar relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas desde 1947, mas obteve do mesmo a instalação da Casa dos Municípios em Brasília.

Já no governo do presidente João Goulart (1961-1964), trabalhou ativamente para a aprovação da Emenda Constitucional nº 5, de novembro de 1961, que ampliou a participação dos municípios na renda tributária nacional. Apoiou também a reforma eleitoral com a implantação da cédula única, assim como as reformas administrativa (com a criação de um órgão de planejamento nacional), bancária e tributária. Foi ainda partidário de uma reforma agrária através da aplicação progressiva do imposto territorial sobre os latifúndios. Assumiu a vice-liderança do PDC em outubro de 1961 e integrou a Ação Democrática Parlamentar (ADP), bloco interpartidário surgido no primeiro semestre desse ano com o objetivo de combater a penetração comunista na sociedade brasileira. Formada basicamente por parlamentares da União Democrática Nacional (UDN) e, em segundo plano, do Partido Social Democrático (PSD), a ADP faria cerrada oposição ao governo Goulart.

Em outubro de 1962 concorreu novamente a uma cadeira de deputado federal contando com o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef), associação civil de âmbito nacional criada nesse mesmo ano em substituição à Liga Eleitoral Católica (LEC) e cujo objetivo era mobilizar o eleitorado católico a favor dos candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja. Eleito por São Paulo na legenda do PDC em coligação com o Partido Rural Trabalhista (PRT) e a UDN, iniciou novo mandato em fevereiro de 1963. Foi escolhido, em maio desse ano, terceiro-secretário da Câmara dos Deputados, função que exerceria também no ano seguinte.

Com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, em cuja legenda renovou o mandato em novembro de 1966. Vice-líder da Arena a partir de maio de 1968, tentou nova reeleição no pleito de novembro de 1970, conseguindo apenas a décima suplência. Permaneceu na Câmara até o final da legislatura, em janeiro de 1971.

Foi ainda funcionário público estadual em São Paulo, professor, advogado e proprietário rural.

Faleceu em São Paulo no dia 14 de julho de 1991.

Era casado com Marina da Costa Badra, com quem teve dois filhos, entre eles, Consuelo Badra, que se destacou como colunista social em Brasília.

 

FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971); CÂM. DEP. Relação nominal; DEP. PESQ. ESTADO DE SÃO PAULO; Diário do Congresso Nacional; Estado de S. Paulo (23/9/62); LEITE, A. História; Rev. Ciência Pol. (1966).

 

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