BARBOSA NETO (PR)

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Nome: BARBOSA NETO (PR)
Nome Completo: BARBOSA NETO (PR)

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NETO, BARBOSA

BARBOSA NETO

*dep. fed. PR 2007-2009.

 

                Homero Barbosa Neto nasceu em Santa Rita do Passa Quatro (SP) no dia 19 de setembro de 1966, filho de Jessé Lima Barbosa e de Maria Teresa de Moura Barbosa.

                De origem humilde, trabalhou como engraxate na infância e cursou o ensino fundamental e médio em colégio público. Em 1985 ingressou no curso de comunicação social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que concluiu como primeiro colocado da turma de jornalismo em 1989. Cursou ciências sociais na mesma universidade, porém abandonou o curso em 1992.

                Iniciou suas atividades profissionais ainda estudante, como comunicador e radialista. Em 1985 foi estagiário das emissoras de rádio AM-Norte e Alvorada e, no ano seguinte, foi repórter da Rádio Londrina. Também trabalhou na Rádio Tabajara Londrina em 1988 e foi correspondente do jornal O Estado do Paraná em 1990. Em 1991, começou a trabalhar na televisão como repórter da TV Tropical de Londrina.

                Ingressou na política em 1990, ao se filiar ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em 1995 foi assessor da Câmara dos Deputados em Londrina e iniciou um programa próprio na TV Tropical, que apresentou até 1998. Em 1997 deixou o PDT, transferindo-se para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), no qual permaneceu até 1998. Após sair do PPB, filiou-se por um curto período, até 1999, ao Partido da Mobilização Nacional (PMN). Nesse ano retornou ao PDT e assumiu a presidência da executiva municipal do partido em Londrina. Ainda em 1999 começou a apresentar um programa na TV Mix.

No pleito de outubro de 2000, concorreu à prefeitura de Londrina na legenda do PDT, mas foi derrotado no segundo turno por Nedson Micheleti, do Partido dos Trabalhadores (PT). De 2000 a 2002, apresentou um programa de variedades na TV Cidade, afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) no Paraná, com transmissão para todo o estado. Disputou a segunda eleição em outubro de 2002 e, graças ao apelo popular que conseguiu na TV, elegeu-se deputado estadual na legenda do PDT, com 122.112 votos.

                Tomou posse em janeiro de 2003 e nesse mesmo ano passou a comandar um programa de televisão em rede nacional pela Central Nacional de Televisão (CNT), que durou até 2004. Na Assembleia Legislativa, destacou-se por sua postura independente em relação ao governo de Roberto Requião, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e foi membro das comissões de Constituição e Justiça, de Segurança Pública, de Orçamento, de Educação, Cultura e Esportes, de Direitos Humanos e de Defesa do Consumidor. Foi ainda líder do PDT entre 2004 e 2006 e segundo vice-presidente do partido em 2005. Nas eleições de outubro de 2004 candidatou-se à prefeitura de Londrina, mas obteve apenas 29.313 votos, o que o deixou na quarta colocação. Em 2005, iniciou um programa radiofônico na Rádio Brasil Sul.

                Em outubro de 2006, candidatou-se a deputado federal na legenda do PDT, elegendo-se com 132.674 votos. Empossado em fevereiro do ano seguinte, foi membro titular das comissões de Defesa do Consumidor, e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e suplente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. De agosto de 2007 a abril de 2008, foi vice-líder na Câmara da coligação entre o PDT e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o PMN, o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) e o Partido Republicano Brasileiro (PRB). Integrou também a Frente Parlamentar contra o Pedágio. Votou contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), contrariando a orientação de seu partido, e manifestou-se a favor da proposta das principais centrais sindicais do país, de redução para 40 horas da jornada de trabalho semanal.

                Nas eleições de outubro de 2008 disputou mais uma vez a prefeitura de Londrina na legenda do PDT. Obteve a terceira colocação no primeiro turno, com 62.020 votos, ficando atrás de Antônio Belinati, do Partido Progressista (PP), e de Luís Carlos Hauly, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com uma desvantagem em relação ao segundo colocado de apenas 1.871 votos. No segundo turno das eleições, Antônio Belinati foi eleito com 51,73% dos votos. Entretanto, poucos dias após a apuração das urnas, teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por irregularidades financeiras durante sua gestão na prefeitura apuradas pelo Tribunal de Contas. Depois da cassação da candidatura de Belinati, o TSE determinou a realização de um “terceiro turno” entre o segundo e o terceiro colocados, no dia 29 de março de 2009. Nesse pleito suplementar, Barbosa Neto elegeu-se prefeito de Londrina com 135.507 votos, ou 54,12% dos votos válidos, mantendo uma diferença de cerca de 20 mil votos para Hauly. A eleição foi bastante tumultuada e envolveu as principais lideranças políticas do estado. Embora eleito, declarou repetidas vezes durante a campanha eleitoral que a melhor solução teria sido dar posse ao candidato preferido pela população, Antônio Belinati. Assumiu o cargo em 1º de maio de 2009, um dia após renunciar ao mandato de deputado federal. Em seu lugar assumiu o suplente Wilson Picler, também do PDT.

                Casou-se com Ana Laura Lino, com quem teve dois filhos.

               

FONTES: Diário de Maringá (22/1/09); Estado de S. Paulo (29/3/09); Folha de Londrina (5/5/09); Globo (29/3 e 30/3/09); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www2.camara.gov.br>. Acesso em : 11 out. 2009; Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>; Portal FIEP. Vigilantes da Democracia. Disponível em : <http://www.vigilantesdademocracia.com.br>. Acesso em : 11 out. 2009.

 

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