BASTOS, ARNALDO OLINTO

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Nome: BASTOS, Arnaldo Olinto
Nome Completo: BASTOS, ARNALDO OLINTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BASTOS, ARNALDO OLINTO

BASTOS, Arnaldo Olinto

*dep. fed. PE 1918-1920; const. 1934; dep. fed. PE 1935-1937.

 

Arnaldo Olinto Bastos nasceu em Recife no dia 25 de maio de 1874, filho de Joaquim Olinto Bastos e de Maria Filomena Moreira Bastos.

Cursou o Ginásio Pernambucano, ingressando mais tarde na Faculdade de Direito de Recife, pela qual se bacharelou em 1896.

Diretor-gerente da Companhia de Seguros Fênix Pernambucana e diretor-presidente do Banco de Crédito Real do seu estado, chegou a presidente da Associação Comercial de Recife.

Em 1911, participou da campanha em favor da eleição do general Emídio Dantas Barreto à presidência de Pernambuco. Eleito deputado estadual em 1915, cumpriu o mandato até 1917, tendo sido nesse período líder do governo de Manuel Borba (1915-1919) na Câmara estadual. Eleito deputado federal por Pernambuco em 1918, exerceu o mandato de maio de 1918 a dezembro de 1920.

Em 1922, opôs-se à intervenção do governo federal na sucessão pernambucana, através da mobilização de tropas no estado. Sob a liderança de Manuel Borba, lutou contra a iniciativa do presidente da República, Epitácio Pessoa, a qual beneficiava a candidatura de Carlos de Lima Castro em prejuízo de José Henrique Carneiro da Cunha. Nesse mesmo ano, na seqüência dos acontecimentos, participou da campanha oposicionista da Reação Republicana na disputa presidencial, apoiando as candidaturas derrotadas de Nilo Peçanha e J. J. Seabra à presidência e à vice-presidência da República.

Aderiu à campanha da Aliança Liberal em 1929, trabalhando pela chapa Getúlio Vargas-João Pessoa. Após a Revolução de 1930, na época da reorganização partidária para a disputa das eleições de maio de 1933 para a Assembléia Nacional Constituinte, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático de Pernambuco, tendo sido o primeiro presidente da nova agremiação.

Eleito deputado à Constituinte, assumiu seu mandato em 15 de novembro de 1933, participando dos trabalhos de elaboração da nova Carta constitucional. Reeleito em outubro de 1934, dessa vez para a legislatura ordinária que se seguiu ao fim da Constituinte, permaneceu na Câmara até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu as câmaras legislativas do país.

Arnaldo Olinto Bastos dedicou-se ainda a obras assistenciais, tendo sido um dos fundadores do Asilo Bom Pastor e da Maternidade de Recife.

Morreu em Recife no dia 23 de fevereiro de 1944.

Foi casado com Celina Silva Bastos, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim  Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; Câm. Dep. seus componentes; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; Jornal do Comércio, Rio (24/2/44).

 

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