BELO, RUI PRESSER

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Nome: BELO, Rui Presser
Nome Completo: BELO, RUI PRESSER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BELO, RUI PRESSER

BELO, Rui Presser

*militar; rev. 1938.

 

Rui Presser Belo nasceu em São Leopoldo (RS) no dia 11 de setembro de 1909, filho de Gabriel Belo e de Vanda Presser Belo. Seu irmão, Ari Presser Belo, também seguiu a carreira militar, chegando a chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (Emaer) entre 1971 e 1973.

Ingressou na Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em abril de 1927, saindo aspirante-a-oficial da arma de aviação em novembro de 1930. Promovido a segundo-tenente em junho de 1931, em maio do ano seguinte filiou-se ao Clube 3 de Outubro, organização que congregava as correntes tenentistas partidárias do aprofundamento das reformas instituídas pela Revolução de 1930.

Primeiro-tenente em abril de 1933, integrou o primeiro grupo de oficiais que foram servir no 5º Regimento de Aviação, sediado em Curitiba, por ocasião de sua fundação em 1934. Mais tarde, em julho de 1936, assumiu o comando do núcleo do 7º Regimento de Aviação, sediado em Belém. Em agosto de 1937, já com a patente de capitão, pilotou o avião que fez a primeira viagem da linha do Correio Aéreo Militar, ligando Belém a Santo Antônio do Oiapoque.

Adepto do integralismo, pouco antes, em julho de 1937, fora designado para integrar a Câmara dos Quatrocentos, órgão consultivo da Ação Integralista Brasileira (AIB). Em maio de 1938, promoveu uma reunião da qual participaram o coronel Eduardo Gomes e o general João Cândido Pereira de Castro Júnior. O objetivo do encontro era convencer Eduardo Gomes, oficial de grande prestígio e liderança entre os militares, a participar de um movimento armado contra o governo de Getúlio Vargas, que estava sendo preparado pelos integralistas e contava com o apoio de oposicionistas liberais. O general Castro Júnior era o chefe militar da revolta. Eduardo Gomes recusou o convite.

Na madrugada do dia 11 de maio, irrompeu no Rio de Janeiro o levante integralista, que consistiu nos assaltos ao palácio Guanabara (residência oficial do chefe do governo), ao prédio do Ministério da Marinha e a residências de diversas autoridades. A revolta foi um completo fracasso, e, no início da manhã, a situação já estava sob total controle das forças leais a Getúlio Vargas. Preso ainda em maio, juntamente com o general Castro Júnior e Bertoldo Klinger, em agosto seguinte Rui Presser Belo escreveu, da prisão, uma carta endereçada a A. Ferreira, pedindo auxílio para libertar o dirigente integralista Belmiro Valverde. No mês de setembro, julgado pelo Tribunal de Segurança Nacional, foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão. A pena foi cumprida na ilha de Fernando de Noronha.

Em liberdade, passou a trabalhar na aviação comercial até ser beneficiado pela anistia assinada por Vargas em abril de 1945. Incorporado ao Ministério da Aeronáutica, que havia sido criado em janeiro de 1941, deixou definitivamente a carreira militar em 1947, no posto de coronel. Retornou então à aviação civil.

Faleceu no Rio de Janeiro em 24 de dezembro de 1972.

Foi casado duas vezes. Do seu primeiro matrimônio, com Leonor de Freitas Belo, teve três filhos. Com sua segunda mulher, Maria de Nazaré Travassos, teve uma filha.

 

 

FONTES: ARQ. CLUBE 3 DE OUTUBRO; MELO, O. Marcha; MIN. GUERRA. Almanaque (1934); SILVA, H. 1938; WANDERLEY, N. História.

 

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