BEM E CANTO, BALTAZAR DE

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Nome: BEM E CANTO, Baltazar de
Nome Completo: BEM E CANTO, BALTAZAR DE

Tipo: BIOGRAFICO


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BEM E CANTO, BALTAZAR DE

BEM E CANTO, Baltazar de

*dep. fed. RS 1983-1987.

Baltazar de Bem e Canto nasceu em Cachoeira do Sul (RS) no dia 18 de julho de 1931, filho de Índio de Bem e de Josefina Lima de Bem.

Realizou os estudos secundários em Juiz de Fora (MG). Retornando ao Rio Grande do Sul, em 1959 graduou-se em ciências jurídicas e sociais pela atual Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Fazendeiro, em 1972 tornou-se membro do Conselho de Administração da Cooperativa Pastoril de Rio Pardo (RS), função que exerceu até 1975, quando passou a ocupar a presidência do Instituto Rio-Grandense de Arroz. No ano seguinte, viajou a Roma como representante brasileiro ao 19º Congresso do Grupo Intergovernamental do Arroz. Entre 1978 e 1979, foi membro do Conselho de Administração da Companhia Rio-Grandense de Adubos. Neste último ano, deixou a presidência do Instituto Rio-Grandense de Arroz e tornou-se secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul no governo de José Augusto Amaral de Sousa (1979-1983). Em 1981 viajou a Israel, a convite do governo desse país, para conhecer os sistemas de irrigação, drenagem de terras, métodos de agricultura e pecuária israelenses.

No ano seguinte, desincompatibilizou-se do cargo de secretário e candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Eleito, foi empossado no cargo em fevereiro de 1983, tornando-se membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara.

Na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984, votou contra a aprovação da emenda Dante de Oliveira que, se confirmada pelo plenário, restabeleceria as eleições diretas para presidente da República em novembro seguinte. Com a não-aprovação da proposta, a sucessão de Figueiredo ficou para ser decidida por um Colégio Eleitoral, solução que vinha sendo adotada desde a instauração do regime militar, em março de 1964. Em agosto de 1984, a convenção nacional do PDS aprovou a candidatura do ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, que derrotou, na ocasião, a pré-candidatura do ministro do Interior, o coronel Mário Andreazza. No mesmo período, a oposição reunida na Aliança Democrática — coligação do PMDB com a dissidência do PDS batizada de Frente Liberal — lançou o nome do ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney.

Bem e Canto votou em Maluf no Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves à presidência da República. Acometido por uma diverticulite, Tancredo, no entanto, não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985, sendo substituído por José Sarney.

Bem e Canto deixou a Câmara em janeiro de 1987, ao terminar a legislatura, sem ter disputado um novo mandato em novembro do ano anterior. Com isso, afastou-se da vida pública, voltando a dedicar-se à agropecuária na região de Rio Pardo.

Em abril de 1993, ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC) e, em agosto de 1995, com a união do PPR ao Partido Progressista (PP), formando o Partido Progressista Brasileiro (PPB), filiou-se a este partido, tornando-se membro de seu diretório regional.

Casou-se com Leane Maria Albuquerque de Bem e Canto, com quem teve duas filhas.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (26/4/84); INF. BIOG.

 

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