BENJAMIM EURICO CRUZ

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Nome: CRUZ, Benjamim
Nome Completo: BENJAMIM EURICO CRUZ

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CRUZ, BENJAMIM

CRUZ, Benjamim

*min. Trab. 1962-1963.

 

Benjamim Eurico Cruz nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 2 de maio de 1915, filho de Eurico Torres Cruz, juiz de direito, e de Marta Cavalcanti Cruz. Seu avô paterno, Joaquim Antônio da Cruz, foi senador de 1890 a 1899 e deputado federal de 1906 a 1912. Seu avô materno, Domingos Olímpio Braga Cavalcanti, foi advogado, jornalista e escritor consagrado pelo romance Luzia-homem (1903).

Realizou os estudos primários no Colégio Batista e os secundários no Colégio Mallet Soares, ambos do Rio de Janeiro, bacharelando-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil.

Em 1940, foi nomeado promotor público, cargo que recusou, e, no ano seguinte, tornou-se procurador-adjunto da Justiça do Trabalho de São Paulo. Transferido para o Rio de Janeiro em 1942, foi nomeado procurador regional da Justiça do Trabalho na 1ª Região e, em 1955, cursou a Escola Superior de Guerra. Em 1959, lecionou nos cursos mantidos pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e pelo Ministério do Trabalho. Nomeado em 1961 procurador de primeira categoria da Justiça do Trabalho, foi diretor do Departamento de Organização e Assistência Sindical (DOAS) e membro conselheiro do plenário da Comissão de Imposto Sindical, tornando-se seu presidente em 1962. Exerceu também as funções de diretor-geral do Departamento Nacional do Trabalho (DNT) e, ainda em 1962, foi presidente da Comissão Permanente de Direito Social e da Comissão de Enquadramento Sindical.

Em dezembro de 1962, substituindo João Pinheiro Neto, Benjamim Cruz foi nomeado ministro do Trabalho e Previdência Social do governo de João Goulart, cargo pelo qual respondeu até janeiro de 1963, quando cedeu o lugar a Almino Afonso. Ainda neste último ano, tornou-se assessor trabalhista do Ministério de Viação e Obras Públicas.

Foi ainda assessor trabalhista da IBM do Brasil, assessor do diretor do Departamento de Portos e Vias Navegáveis, conselheiro representante do Ministério do Trabalho junto a esse mesmo órgão, assessor do Ministério de Transportes e diretor da Divisão de Organização Sindical.

Em 1975 aposentou-se como procurador de primeira categoria no Ministério Público da União, junto à Justiça do Trabalho, no Rio de Janeiro.

Em fins da década de 1970, foi contratado pela Itaipu Binacional como assessor trabalhista, para compatibilizar as muitas diferenças em direitos trabalhistas dos dois países envolvidos na construção da hidrelétrica, Brasil e Paraguai. Exerceu este trabalho em Foz do Iguaçu (PR) até maio de 1980. Retornando ao Rio de Janeiro, advogou num escritório até 1986.

Faleceu no Rio de Janeiro em 1º de julho de 1992.

Foi casado com Alda Mallet Soares, com quem teve um filho, e com Estela Maria Luísa Lockie Silveira Cruz, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CORRESP. MIN. TRAB.; Encic. Mirador; INF. FAM.; Súmulas; Who’s who in Brazil.

 

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