BENNESBY, MOISES

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Nome: BENNESBY, Moisés
Nome Completo: BENNESBY, MOISES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BENNESBY, MOISÉS

BENNESBY, Moisés

*dep. fed. RO 1988-1989, 1996-1999.

Moisés Bennesby nasceu em Manaus em 7 de janeiro de 1935, filho de Saul Bennesby e de Estrela Salgado Bennesby.

Filiado ao Partido Social Progressista (PSP), em 1950 tornou-se segundo-secretário da agremiação, cargo que exerceria até 1958. Em 1954 iniciou o curso de contabilidade por correspondência no Instituto Universal Brasileiro, concluindo-o quatro anos depois. Radicando-se em Rondônia, em 1960 tornou-se diretor da Associação Comercial de Guajará-Mirim, permanecendo nesse cargo até o ano seguinte. Em 1962 assumiu a presidência da Associação dos Seringalistas de Guajará-Mirim e, no ano seguinte, também a de Rondônia.

Em 1965 foi para o Rio de Janeiro, onde fez o curso intensivo de marketing e de administração de empresas na Fundação Getulio Vargas (FGV), concluindo-os em 1966. Em 1972 fez o curso de administração de mercado externo, também na FGV. De volta a Rondônia, em 1973 tornou-se presidente da Associação dos Usineiros de Borracha Vegetal do Brasil, cargo que exerceria até 1985. Em 1974 filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, permanecendo na agremiação até 1979. Com o fim do bipartidarismo em novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se, em 1980, ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação continuadora da Arena, permanecendo no partido até 1983, quando ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1985 tornou-se diretor-conselheiro da Federação Comercial de Rondônia, cargo que exerceria por dois anos.

Em novembro de 1986, concorreu à Câmara dos Deputados, na legenda do PMDB, conseguindo a segunda suplência. Em 1987 assumiu a Secretaria para Assuntos Internacionais do Estado de Rondônia, no governo Jerônimo Santana (1987-1991), permanecendo na pasta até o ano seguinte. No exercício desse cargo fez uma viagem à Bolívia.

Ainda em 1988 saiu do PMDB e filiou-se ao Partido Liberal (PL), tornando-se presidente regional do partido em Rondônia, cargo que exerceria até 1996. Em 6 de outubro desse ano assumiu o mandato na Câmara dos Deputados, permanecendo até 3 de fevereiro de 1989.

Em outubro de 1990 e de 1994 candidatou-se à Câmara dos Deputados, na primeira vez pela legenda do Partido da Mobilização Nacional (PMN) e na segunda pelo PL, obtendo em ambas as ocasiões a primeira suplência. Em 13 de dezembro de 1996 tomou posse e foi efetivado no mandato, no lugar de Carlos Camurça, eleito vice-prefeito de Porto Velho.

Ainda nesse ano saiu do PL, permanecendo sem partido. Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Ingressando no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ainda em fevereiro, em maio de 1997 foi autor de um requerimento de convocação do ministro da Agricultura, Arlindo Porto, para prestar esclarecimentos ao plenário da Câmara sobre irregularidades relacionadas às emendas de parlamentares ao Orçamento da União. As emendas previam que, por intermédio de convênios com municípios, o Ministério da Agricultura levaria eletricidade a áreas rurais. Também enviou ao presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (1995-) um pedido para abertura de inquérito administrativo para apurar o envolvimento do ministro Arlindo Porto nessas possíveis irregularidades.

Em novembro de 1997 pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Nesse ano participou dos trabalhos legislativos como titular das comissões de Constituição e Justiça e da Amazônia e Desenvolvimento Regional.

Em 1998 foi titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio. Em outubro desse ano, candidatou-se à reeleição na legenda do PSDB, não sendo bem-sucedido. Em novembro de 1998 faltou às votações do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, no fim da legislatura.

Também foi filiado à União Democrática Nacional (UDN) e exerceu as atividades de diretor-presidente do Grupo Bennesby & Cia., reunindo empresas de vários ramos de atividade em Rondônia e no Acre, presidente do Lions Clube de Guajará-Mirim e de Rondônia, vice-presidente regional do Lions Clube, abrangendo as regiões Norte e Nordeste, presidente da divisão da região de Rondônia e Acre, do Esporte Clube de Fronteira e do Guajará Atlético Clube e presidente do Abrigo Lar dos Velhos Vicentini.

Casou-se com Olinda Badra Bennesby, com quem teve cinco filhos.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1991-1995, 1995-1999); Estado de S. Paulo (20/11/96, 3/1 e 28/11/97); Folha de S. Paulo (27/2/97, 29/9 e 6/11/98); Globo (29/1/97, 10/10/98); Jornal do Brasil (15/5/97); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998).

 

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