BERALDO ALVES BOAVENTURA NETO

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Nome: BOAVENTURA, Beraldo
Nome Completo: BERALDO ALVES BOAVENTURA NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BOAVENTURA, Beraldo

*dep. fed. BA 1991-1995.

Beraldo Alves Boaventura Neto nasceu em Salvador no dia 22 de janeiro de 1946, filho de Almachio Alves Boaventura e Zélia Farini Boaventura. Seu pai foi vereador e prefeito de Feira de Santana (BA).

Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), então na ilegalidade, e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, foi secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana entre 1970 e 1972. Em 1977 ingressou na Universidade Federal da Bahia e aí concluiu o curso de jornalismo em 1980. Em 1982 tornou-se diretor do departamento jurídico do Sindicato dos Bancários da Bahia. Entre 1984 e 1987, foi presidente do mesmo sindicato e integrante do Comando Nacional dos Bancários. Em 1989, foi membro da Executiva Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

Em outubro de 1990, elegeu-se deputado federal pela Bahia na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Empossado em janeiro de 1991, foi designado membro titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. Participou também da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre a reforma administrativa e o fechamento de agências e postos de serviços do Banco do Brasil. Acompanhando a maioria absoluta dos deputados, em 29 de setembro de 1992 votou favoravelmente à abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, citado por crime de responsabilidade no relatório final da CPI que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes da conclusão de seu julgamento pelo Senado Federal. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que vinha ocupando o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Já no governo Itamar Franco, votou a favor da criação do imposto de 0,25% sobre transações bancárias (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE), e contra o fim do voto obrigatório. Candidato à reeleição em outubro de 1994, agora na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), não foi bem-sucedido. Ao término da legislatura, em janeiro de 1995, deixou a Câmara dos Deputados.

Casou-se com Lenilde Silva Oliveira, também bancária e sindicalista, com quem teve quatro filhos. Seu sogro, Jorge Alves, foi prefeito de Seabra (BA).

 

FONTES: CÂM DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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