BERNARDI, CELSO

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Nome: BERNARDI, Celso
Nome Completo: BERNARDI, CELSO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BERNARDI, Celso

*dep. fed. RS 1991-1995.

Celso Bernardi nasceu em Augusto Pestana (RS) no dia 25 de abril de 1943, filho de Félix Bernardi e de Tercília Cereser Bernardi.

Tendo ingressado na Faculdade de Direito de Santo Ângelo (RS) em 1965, participou do centro acadêmico e bacharelou-se em 1969. De 1974 a 1978 foi procurador jurídico da Prefeitura de Santo Ângelo e secretário-geral do município. De 1979 a 1986 respondeu pelas secretarias municipais de Educação e de Justiça, e de 1981 e 1988 foi secretário executivo da Associação Comercial e Industrial de Santo Ângelo, da Associação dos Municípios e Missões e da Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul, além de advogado do Instituto de Previdência do estado, e membro do Conselho Estadual de Educação.

No pleito de outubro de 1986, foi eleito deputado estadual na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Empossado em fevereiro seguinte, foi indicado presidente da Comissão de Educação e Cultura, membro titular da Comissão de Serviço Público e relator da comissão especial sobre a participação do estado no ensino superior. Em 1989 e 1990 foi líder da bancada do PDS na Assembleia Legislativa.

Em outubro de 1990, elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do PDS. Deixando a Assembleia em janeiro de 1991, ao término da legislatura, assumiu em fevereiro sua cadeira na Câmara dos Deputados. Tornou-se membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto e suplente da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior, além de vice-líder de seu partido. Na sessão de 29 de setembro de 1992, votou favoravelmente à abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo então efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Em abril de 1993 ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão entre o PDS e o Partido Democrata Cristão (PDC), tornando-se presidente do diretório estadual. Candidato ao governo do Rio Grande do Sul em outubro de 1994 na legenda do PPR, não chegou ao segundo turno, vencido pelo candidato Antônio Brito, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura.

Em agosto de 1995, quando da união do PPR com o Partido Progressista (PP) para formar o Partido Progressista Brasileiro (PPB), passou a integrar o novo partido. No mesmo ano, passou a lecionar direito constitucional na Universidade Luterana do Brasil. Aposentado em junho de 1998, deu sequência ao exercício da docência, paralelamente às atividades partidárias.

No pleito de 2002, foi candidato do PPB ao governo do Rio Grande do Sul, mas o eleito foi Germano Rigotto, do PMDB. No governo de Yeda Crusius (2007- ) foi secretário de Relações Institucionais do estado até setembro de 2009.

Casou-se com Marlene Bernardi, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (30/9/92); INF. BIOG.

 

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