BERNARDO BELO PIMENTEL BARBOSA

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Nome: BELO, Bernardo
Nome Completo: BERNARDO BELO PIMENTEL BARBOSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BELO, BERNARDO

BELO, Bernardo

*dep. fed. RJ 1964-1967.

 

Bernardo Belo Pimentel Barbosa nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 20 de agosto de 1894, filho de João Crisóstomo Pimentel Barbosa e de Ana do Vale A. Pimentel Barbosa.

Fez o curso primário na cidade do Rio de Janeiro e o secundário no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ). Ingressando aos 17 anos no funcionalismo público, trabalhou até 1914 como oficial administrativo no Banco do Brasil, contador na Caixa Econômica do Rio de Janeiro e tabelião do 1º Ofício em Três Rios (RJ). Em 1919, bacharelou-se pela Faculdade Livre de Direito de Belo Horizonte, passando a exercer a profissão de advogado a partir do ano seguinte. Tornou-se, então, diretor das empresas Bicalho Goulart Ltda., Fluminense de Turismo e Hotéis e do Diário da Manhã, de Niterói.

Iniciou sua vida política em 1923, elegendo-se vereador em Carmo (RJ). Eleito deputado estadual em 1924, reelegeu-se sucessivamente até 1930. Nesse período, titulou-se novamente em 1929, agora pela Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro. Em maio de 1933 elegeu-se suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Rio de Janeiro. Eleito em outubro de 1934 deputado à Assembléia Constituinte do estado do Rio, exerceu o mandato estadual de 1935 até novembro de 1937, quando, com a implantação do Estado Novo, foram suprimidos os órgãos legislativos do país.

Após a redemocratização do país, no pleito de dezembro de 1945, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados, pela legenda do Partido Social Democrático (PSD), não logrando êxito. Em 1947, foi novamente eleito deputado estadual na legenda do PSD, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. No pleito de outubro de 1950, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados, na legenda do PSD, mais uma vez não logrando êxito. Reeleito deputado estadual em 1954, permaneceu na Assembléia Legislativa fluminense por mais uma legislatura. De 1959 a 1961, durante o governo de Roberto Silveira, foi secretário de Obras Públicas do estado do Rio de Janeiro. No pleito de outubro de 1962, concorreu à Câmara Federal pelo Partido Social Progressista (PSP), mas obteve apenas a primeira suplência. Nomeado diretor-superintendente do Banco do Estado do Rio de Janeiro, ocupou o cargo até 11 de abril de 1964, quando foi chamado para assumir o mandato de deputado federal em virtude da cassação dos direitos políticos de alguns representantes fluminenses, decorrente do movimento político-militar que dez dias antes depusera o presidente João Goulart. Em julho de 1965, tornou-se vice-líder do PSP.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Conforme declarações prestadas ao Correio Braziliense em agosto de 1964, era favorável a uma ampla reforma constitucional com direito de voto para os analfabetos e soldados e a transferência para a reserva dos militares eleitos para cargos civis. Defendia também a reforma agrária cooperativista, com integral assistência do Estado, a desapropriação dos latifúndios improdutivos por um sistema misto de indenização, a criação do Banco Central Emissor, a criação do Ministério do Planejamento Nacional e o monopólio estatal dos minérios atômicos, da eletricidade, das telecomunicações e do petróleo, incluindo a distribuição e o refino.

Exerceu o mandato até janeiro de 1967.

Faleceu no Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 1974.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Relação nominal; CAMPOS, Q. Fichário; CONSULT. MAGALHÃES, B.

 

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