BERZOINI, Ricardo

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Nome: BERZOINI, Ricardo
Nome Completo: BERZOINI, Ricardo

Tipo: BIOGRAFICO


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BERZOINI, Ricardo

BERZOINI, Ricardo

* dep. fed. SP 1999-2003; min. Prev. 2003-2004; min. Trab. 2004-2005; dep. fed. SP 2005-

 

Ricardo José Ribeiro Berzoini nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 10 de fevereiro de 1960, filho de Roberto Berzoini e de Teresinha Geralda Ribeiro Berzoini.

Em 1978 ingressou no Banco do Brasil através de concurso público e entrou para a Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) de São Bernardo do Campo (SP), que frequentou por dois anos. Em 1980 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), e em 1985 tornou-se delegado do Sindicato dos Bancários de São Paulo. A partir de 1988 ascendeu na burocracia sindical até conquistar, em 1992, a presidência da Confederação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Entre 1994 e 2000, presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Em 1995 criou e presidiu o Projeto Travessia, cujo objetivo era atender a centenas de crianças que viviam em situação de risco nas ruas de São Paulo. Entre 1995 e 1997, foi também membro do diretório nacional do PT. Como líder sindical, em 1996-1998 fundou e foi diretor financeiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), com a finalidade de facultar casa própria aos bancários cooperados.

Elegeu-se pela primeira vez deputado federal por São Paulo em 1998, com 63.313 votos. Tomou posse na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999, e no ano seguinte assumiu a presidência do PT na cidade de São Paulo, além de ter sido o coordenador político da campanha eleitoral de Marta Suplicy, candidata vitoriosa do PT à prefeitura. De 2002 a 2003, foi vice-líder do PT na Câmara. Ainda em 2002, uma pesquisa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) sobre os cem parlamentares mais influentes do Poder Legislativo caracterizou-o como liderança criativa no comando sindical e exímio articulador nos debates parlamentares ao negociar a regulamentação dos projetos sobre da Previdência complementar. No mesmo ano, foi avaliado pelo jornal Folha de S. Paulo como “muito atuante”.  Em outubro reelegeu-se deputado federal por São Paulo com 132.131 votos, mais que o dobro da votação anterior.

 

Ministro da Previdência e ministro do Trabalho

 Em 1º de janeiro de 2003 licenciou-se da Câmara para assumir o Ministério da Previdência e Assistência Social do primeiro governo de Luís Inácio Lula da Silva. No mês seguinte licenciou-se do ministério para tomar posse na Câmara e logo depois voltar ao governo. Como ministro da Previdência, assumiu a difícil tarefa de implantar uma reforma previdenciária, bastante combatida por vários setores do próprio movimento sindical.  A justificativa da reforma e as principais mudanças propostas, segundo uma cartilha explicativa, resumiam-se: 1) à necessidade de uma reforma constitucional na Previdência do funcionalismo público, com o objetivo de gerar mais equidade e sustentabilidade; 2) a mudanças gerenciais no regime geral de Previdência social, melhorando sua qualidade de gestão, seu fluxo de financiamento e grau de cobertura social; 3) ao fortalecimento institucional da Previdência complementar, com a estabilização e o aperfeiçoamento de sua estrutura de supervisão, e a expansão de cobertura do sistema.

Em sua gestão na pasta da Previdência Social, os órgãos de imprensa, assim como os setores da oposição, concentraram a atenção principalmente em duas medidas: a instituição da contribuição dos servidores inativos e a obrigatoriedade do recadastramento de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com mais de 90 anos de idade nos postos do INSS, o que gerou inúmeros protestos.

Em janeiro de 2004, o governo Lula realizou uma reforma ministerial que o transferiu do Ministério da Previdência e Assistência Social para o Ministério do Trabalho e Emprego. No primeiro, foi substituído por Amir Lando, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e no segundo, assumiu o lugar de Jaques Wagner, do PT. No discurso de posse, apontou como principal desafio a geração de empregos e a implantação das reformas sindical e trabalhista. Não teve, contudo, tempo hábil para realizar as reformas anunciadas. Em meio ao escândalo do “mensalão” e à crise no PT, em julho de 2005 deixou o Ministério do Trabalho e Emprego para Luís Marinho e assumiu a secretaria-geral do partido no lugar de Sílvio Pereira, um dos acusados de envolvimento em um suposto esquema de pagamento de mensalidades a deputados em troca de apoio aos projetos de interesse do governo denunciado por Roberto Jefferson, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Reassumiu, também, o mandato na Câmara dos Deputados.

Ainda em 2005 candidatou-se a presidente nacional do PT. Representando a vertente denominada Construindo um Novo Brasil, sucessora do antigo Campo Majoritário, ligado ao presidente Lula, enfrentou o grupo formado pelas correntes Lutas e Massas, Novo Rumo e Movimento PT, liderado pelo então deputado Raul Pont. Vencedor da disputa, assumiu a presidência do partido no mês de setembro.

Em 2006, Berzoini compôs a coordenação da campanha de Lula, que buscava a reeleição. Teve seu nome citado no episódio da compra, pelo PT, de dossiês contra os candidatos do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) a governador do estado de São Paulo, José Serra, e a presidente da República, Geraldo Alckmin. Até que os fatos fossem esclarecidos, deixou a coordenação da campanha de Lula, e em outubro afastou-se da presidência do partido. Em seu lugar assumiu o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Segundo o próprio Berzoini, o afastamento espontâneo foi um “movimento tático” para não prejudicar a reeleição de Lula, mas em nenhum momento declarou-se culpado das acusações. Como o relatório da Polícia Federal sobre a origem do dinheiro para a compra dos dossiês não o citou como responsável, em janeiro de 2007, depois de quase três meses de afastamento, reassumiu a presidência do partido.

Nesse ínterim, nas eleições de 2006, reelegeu-se para o terceiro mandato de deputado federal por São Paulo, com 112.006 votos. Tomou posse na Câmara em fevereiro de 2007. No final do ano, notícias sobre seu interesse em manter-se presidente do PT através de uma nova eleição resultaram no manifesto de 38 intelectuais vinculados ao partido que teciam severas críticas à direção vigente. “O PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos”, frisava o documento assinado por Marilena Chauí, Maria Vitória Benevides, Paul Singer e Maria da Conceição Tavares, entre outros, e publicado na Folha de S. Paulo em 21 de novembro de 2007. Mesmo sem o apoio dos intelectuais, Berzoini venceu o deputado Jilmar Tatto com mais de 60% dos votos e voltou à presidência do PT no biênio 2008-2009.

Casado, teve três filhos.

 

Miliandre Garcia

 

 

FONTES: Cartilha explicativa sobre os benefícios da Previdência Social; FSP (13/02, 07/05, 05/06, 07/10, 08/11 e 18/11/2006; 03/01,15/01, 21/11 e 16/12/2007; 18/12/2008; 08/06/2009); Os “cabeças” do Congresso Nacional; Portal Câmara dos Deputados; Portal Ministério da Previdência Social; Portal Ricardo Berzoini; e Partido dos Trabalhadores.

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