BIASI, RALPH

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Nome: BIASI, Ralph
Nome Completo: BIASI, RALPH

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BIASI, Ralph

BIASI, Ralph

* dep. fed. SP 1979-1987, 1989-1991; min. Cienc. e Tecnol. 1988-1989.

 

                Ralph Biasi nasceu em Americana (SP) no dia 11 de outubro de 1947, filho de Mauri Biasi e de Violeta Araújo Biasi.

                Graduado em engenharia civil pela Universidade de São Paulo (USP), em 1970 tornou-se diretor da empresa Rawa Engenharia, em São Carlos (SP), permanecendo no cargo por dois anos. Em 1972 foi delegado de Americana à convenção regional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em novembro de 1972, foi eleito prefeito de sua cidade natal nessa legenda, exercendo o mandato de fevereiro de 1973 a janeiro de 1977. Ainda nesse ano, assumiu o cargo de diretor das empresas Unicasa Construtora Ltda. e Comercial e Construtora Eical Ltda., ambas em Americana. Tornou-se também diretor de planejamento físico-territorial do escritório de planejamento integral de Osasco (SP), autarquia da prefeitura desta cidade, permanecendo no cargo até 1978.

                No pleito de novembro de 1978 foi eleito deputado federal. Assumiu o mandato em fevereiro de 1979, participando dos trabalhos legislativos como coordenador da bancada do MDB e membro titular da Comissão do Interior. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB. Foi presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio (1980), membro titular da mesma comissão, suplente da Comissão de Minas e Energia e vice-líder do PMDB na Câmara. Entre 1980 e 1982 realizou uma série de viagens ao exterior, para estudos e como representante parlamentar.

                Em novembro de 1982 concorreu com êxito à reeleição, sempre na legenda do PMDB. Tomou posse em fevereiro do ano seguinte, participando da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e presidindo a Comissão de Finanças.

Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento de eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos necessários à aprovação – faltando 22 para que pudesse ser encaminhada à apreciação pelo Senado –, Ralph Biasi votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, com o apoio da Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985, sendo substuído pelo vice-presidente José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Em novembro de 1986, Ralph Biasi foi eleito deputado federal constituinte pelo PMDB. Participou dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), inaugurados em 1º de fevereiro de 1987, como membro titular da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições e suplente da Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo. Apresentou projeto de interesse dos trabalhadores sobre o reajuste integral dos salários e votou contra os decretos-lei de arrocho salarial e a favor do projeto que proibia a demissão imotivada do trabalhador.

No início de 1987, seu nome começou a ser cotado para assumir o Ministério da Indústria e Comércio no lugar de José Hugo Castelo Branco (1986-1988), que havia pedido demissão para assumir a direção de uma grande estatal. Desde então, sua nomeação passou a ser articulada pelo presidente Sarney e pelo governador de São Paulo, Orestes Quércia (1987-1991), a quem Biasi era muito ligado. Em maio do mesmo ano, não conseguindo o cargo no ministério, licenciou-se de seu mandato como constituinte para assumir, em junho, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo Quércia, sendo substituído por Antônio Tito Costa.  No período em que ficou à frente da pasta, apresentou como principal projeto a construção de uma universidade para trabalhadores na zona leste da capital paulista, que daria ênfase ao ensino técnico, buscando promover o trabalho integrado entre a universidade e a indústria.

Em agosto de 1988, novamente indicado por Orestes Quércia, assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia, no lugar de Luís André Rico Vicente, que ocupara a pasta em caráter interino. No exercício do cargo, cortou 10% do orçamento total da pasta para 1989 e defendeu a assinatura de um decreto que esvaziava as atribuições do Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o que gerou grande polêmica na comunidade científica. Em dezembro de 1988 o decreto foi revogado. Permaneceu no cargo até janeiro de 1989, quando o ministério foi extinto e suas atribuições incorporadas ao antigo Ministério da Indústria e Comércio, que passou a se chamar Ministério do Desenvolvimento Industrial, Ciência e Tecnologia.

Completou seu mandato na Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, não tendo concorrido à reeleição em outubro de 1990. Em outubro de 1994 não conseguiu eleger-se deputado federal por São Paulo na legenda do PMDB.

Foi ainda vice-presidente do MDB de Americana e do Instituto de Estudos Políticos e Sociais Oscar Pedroso Horta.

 

Mariana Ferreira

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de São Paulo (26/3, 2/6 e 5/7/87, 11, 12/8, 29/10, 4, 8/11 e 3/12/88); Folha de São Paulo (19/2, 3/5 e 13/5/87); Globo (26/4/84, 16/1/85, 17/8/88); Jornal do Brasil (11/8/88).

 

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