BORGES, TOMAS POMPEU ACIOLI

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Nome: BORGES, Tomás Pompeu Acioli
Nome Completo: BORGES, TOMAS POMPEU ACIOLI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BORGES, TOMÁS POMPEU ACIÓLI

BORGES, Tomás Pompeu Acióli

*rev. 1935.

 

Tomás Pompeu Acióli Borges nasceu em Fortaleza no dia 17 de dezembro de 1908, filho de Raimundo Borges e de Bianca Acióli Borges. Seu pai foi militar, tendo alcançado a patente de general. Seu tio, Hildebrando Acióli, foi secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores de 1937 a 1939 e de 1946 a 1951. Seu cunhado, Juraci Magalhães, casado com sua irmã, participou da Revolução de 1930 e foi interventor e governador da Bahia de 1931 a 1937 e de 1959 a 1963, ministro da Justiça de 1965 a 1966 e ministro das Relações Exteriores de 1966 a 1967.

Após fazer o curso secundário no Colégio São Vicente de Paula, em Petrópolis (RJ), cursou a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, entre 1925 e 1929, formando-se em engenharia.

Em 1935 entrou para a Aliança Nacional Libertadora (ANL), movimento organizado no mês de março desse ano por representantes de diferentes correntes políticas e de diferentes setores sociais em torno de um programa que propunha a luta contra o fascismo, o imperialismo, o latifúndio e a miséria. Fechada pelo presidente Getúlio Vargas em 11 de julho do mesmo ano com base na Lei de Segurança Nacional, a ANL se manteve na clandestinidade e, sob crescente influência do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), promoveu um levante armado que irrompeu nos dias 23, 24 e 27 de novembro respectivamente em Natal, Recife e Rio de Janeiro. Sufocado o movimento, seguiu-se um período de sistemática repressão aos opositores do governo, concretizada através de medidas como a decretação do estado de sítio e do estado de guerra e a criação do Tribunal de Segurança Nacional (TSN).

Acusado de pertencer ao PCB e de participar na Revolta Comunista, Tomás Pompeu Acióli Borges foi preso em março de 1936, libertado em junho de 1937 e julgado pelo TSN em agosto desse ano. Segundo relatório do delegado Eurico Bellens Porto, realizara “trabalhos de ordem técnica” para o PCB, juntamente com Jules Vallée e Harry Berger, estes designados pela Internacional Comunista para chefiar o levante armado no Brasil ao lado de Luís Carlos Prestes. Essas acusações se baseavam numa carta enviada por Ivo Meireles a Prestes em 16 de fevereiro de 1936, mas Acióli Borges negou conhecer ambos, bem como ter recebido qualquer proposta ou pedido para realizar missões. Além desta carta, foram apreendidos diversos documentos com referências ao nome de “Pompeu”.

Absolvido pelo TSN por falta de provas, voltou a ser julgado pelo Superior (então Supremo) Tribunal Militar em janeiro de 1938, quando foi condenado a três anos e dez meses de prisão. Em fevereiro refugiou-se na embaixada do Peru e daí seguiu para a França, vivendo seis meses em Paris. Transferiu-se em seguida para Buenos Aires, onde permaneceu por quatro anos e seis meses até retornar ao Brasil, em 1943.

Em 1945 exerceu o cargo de chefe do Centro de Inquéritos e Análises da Fundação Getulio Vargas (FGV). De 1946 a 1948 foi chefe da Seção de Obras e Equipamentos do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS). Ainda em 1948 voltou a trabalhar na FGV como chefe do Centro de Estudos Sociais, cargo que desempenharia até 1958. Entre 1949 e 1950 foi chefe do Serviço de Administração do DNOCS, e de 1952 a 1953 redator-chefe da revista Conjuntura Econômica, publicada pela FGV. No período entre 1953 e 1955 assumiu a chefia do Centro-Rio do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Banco do Nordeste do Brasil e em 1956 tornou-se chefe do Setor de Estudos Econômicos do Conselho Coordenador de Abastecimento. No ano seguinte participou como delegado do Brasil da Conferência Mundial da Food and Agriculture Organization (FAO — Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), ocorrida em Roma.

Em 1958 foi habilitado como economista por tempo de serviço na área e passou a exercer as funções de chefe de equipe do Centro Latino-Americano de Pesquisas em Ciências Sociais. Em 1960 visitou Pequim a convite do governo chinês. De 1961 a 1962 foi diretor de programas do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Como diretor regional da FAO para a zona norte da América Latina, residiu no México de 1962 a 1964, ano em que assumiu a direção regional do mesmo organismo para a zona leste da América Latina. Permaneceu no cargo até 1969 e nesse período visitou vários países latino-americanos, participando das conferências mundiais da FAO realizadas em 1964, 1966, 1968 e 1970. Neste ano foi representante da FAO no Brasil. Exerceu depois disso o cargo de analista de informações socioeconômicas, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 18 de setembro de 1986.

Era casado com Maria Cruz Borges.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; PORTO, E. Insurreição.

 

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