Augusto Afonso Botelho Neto

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Nome: BOTELHO, Augusto (filho)
Nome Completo: Augusto Afonso Botelho Neto

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BOTELHO, Augusto

*sen. RR 2003-2011

 

Augusto Afonso Botelho Neto nasceu na cidade de Vitória no dia 24 de dezembro de 1947, filho de Silvio Lofêgo Botelho e de Flora Pereira Botelho. Seu pai foi secretário-geral do território de Roraima e deputado federal.

Formou-se em 1972 pela Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Estabeleceu-se em Boa Vista , onde trabalhou como médico. Em 1999, foi nomeado secretário estadual de Saúde pelo governador Neudo Campos (1995-2003).

Nas eleições de 2002, foi eleito senador pelo estado de Roraima na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Foi o segundo candidato mais votado, com 77.635 votos. Ao iniciar suas atividades parlamentares, em fevereiro de 2003, tornou-se titular das Comissões de Educação, Cultura e Deporto, de Assuntos Sociais, e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática. Além disso, participou como titular da Comissão Mista de Orçamento. 

Nas eleições de 2006, concorreu a governador de Roraima, mas não foi eleito, ficando em terceiro lugar. O vencedor foi Otomar Pinto, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). 

No mesmo ano, apresentou o projeto de lei que criava a Zona Franca de Boa Vista. O projeto levantou amplo debate sobre o modelo de desenvolvimento econômico regional e foi apoiado por representantes parlamentares dos estados do norte do país. No Senado, obteve parecer favorável da Comissão de Assuntos Econômicos e foi encaminhado para a Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). Em dezembro de 2006, deixou o PDT e filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Foi também membro titular da Comissão Externa criada em maio de 2009 pela Câmara dos Deputados para acompanhamento da desocupação da Reserva Raposa Serra do Sol (CEXSERRA), situada a noroeste do estado de Roraima, nas fronteiras com a Venezuela e a Guiana. O processo de retirada dos produtores de arroz, que ocupavam a região desde os anos 70, teve início em 2005, com a homologação da criação da reserva pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011). A partir de então, conflitos entre índios e não-índios tornaram-se freqüentes. Na época, Botelho apresentou ação popular contra a demarcação contínua de terras ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após julgamento, em março de 2009, ficou decidido que a reserva seria mantida com seus limites intactos e que os não-índios deveriam ser retirados e indenizados.

Em junho de 2009, o jornal O Estado de São Paulo divulgou matéria sobre atos administrativos sigilosos, que teriam beneficiado parlamentares com nomeações e benefícios. As denúncias se somaram à crise institucional instalada com a escolha do senador José Sarney, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB/AP) para a presidência da Casa, em disputa com o candidato Tião Viana (PT/AC), que terminou por dividir a base do governo. A comissão de sindicância interna aberta para apurar o caso identificou cerca de 663 atos não-publicados e o envolvimento de 37 senadores e 24 ex-parlamentares. Botelho foi mencionado como um dos senadores que teriam se beneficiado com a edição de atos secretos. Na ocasião, chegou a defender o afastamento do senador Sarney e anunciar em plenário o envio de requerimento à Mesa Diretora para que todos os atos secretos fossem divulgados. Em outubro, o Senado publicou relatório de uma comissão paralela, composta por funcionários a pedido do senador Sarney, isentando a Mesa e os senadores de qualquer responsabilidade. Foram considerados responsáveis o ex-diretor-geral, Agaciel Maia, e o ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, que, por suas funções, deveriam se ocupar da publicação dos atos administrativos.

Em 2010, pouco antes das eleições, desfiliou-se do PT, tendo concluído seu mandato como senador sem partido. Em Fevereiro de 2011, deixou o Senado e também a atividade política.

Augusto Botelho casou-se com a médica Vitória Maria Leão de Aquino Botelho, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 10/10/2009; Portal do jornal do Estado de São Paulo. Disponível em: <http:// www.estadao.com.br>. Acesso em 10/10/2009; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com>. Acesso em 10/10/2009; Portal do Senado Federal. Disponível em: <http://www.senado.gov.br>. Acesso em 13/09/2009; Portal Transparência Brasil – Excelências. Disponível em: <http://www.excelencias.org.br>. Acesso em 29/09/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: < http://www.tse.jus.br> acesso em 09/10/2013; Portal da WIKIPÉDIA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Augusto_Botelho>. Acesso em 30/09/2009.

 

 

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