BOUHID, VALDIR

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Nome: BOUHID, Valdir
Nome Completo: BOUHID, VALDIR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BOUHID, VALDIR

BOUHID, Valdir                               

*gov. PA 1950 e 1951; sen. PA 1955.

 

Valdir Bouhid nasceu em Estrela d’Alva (MG) no dia 26 de março de 1912, filho de Elias Bouhid e de Sofia Abalem Bouhid.

Fez o curso secundário no Colégio Franco e no Ginásio Leopoldinense, em Minas Gerais. Diplomou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal.

Dedicando-se à medicina, ocupou os seguintes cargos públicos: chefe do Laboratório de Pesquisas Clínicas do Ministério da Agricultura, em São Bento, na Baixada Fluminense (1935-1937); médico clínico integrante da Comissão do Ministério da Agricultura (1937-1938); membro da I Comissão de Malariologistas do Departamento Nacional de Saúde (1937-1938); chefe do Serviço Federal de Malária em Minas Gerais (1939-1940); inspetor federal da saúde do porto, no Maranhão (1941); chefe do Serviço Federal de Malária no Maranhão (1940-1941); membro da Comissão de Fiscalização de Entorpecentes no Maranhão (1941); delegado federal de saúde no Ceará (1941); chefe de distrito do Serviço Nacional de Malária no Distrito Federal (1942); diretor-geral do Departamento Estadual de Saúde da Paraíba (1943) e presidente da Comissão de Fiscalização de Entorpecentes do Ministério do Exterior na Paraíba (1943).

Em 1944 foi chamado por Joaquim de Magalhães Barata, interventor no Pará, para desempenhar as funções de diretor-geral do Departamento de Saúde daquele estado, cargo que exerceu até 1946. No ano seguinte, com a redemocratização do país, iniciou-se na política ingressando no Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda foi eleito deputado à Assembléia Constituinte paraense no pleito de janeiro desse ano. Empossado em março do mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta, passou a exercer o mandato ordinário. Na qualidade de primeiro vice-presidente na Assembléia assumiu interinamente o governo do estado em 30 de junho de 1950, em virtude da renúncia do major Luís Geolás de Moura Carvalho, que se desincompatibilizara do cargo para disputar uma cadeira no Senado. Permaneceu à frente do governo até 16 de julho, quando foi empossado Alberto Engelhard, governador eleito pela Assembléia Legislativa. Reassumiu o governo no dia 24 de janeiro de 1951, em face da renúncia do governador. Em 27 de janeiro, em virtude de um levante da Polícia Militar do estado, liderado pelo major Maurício Ferreira, e da tomada da cidade pelas forças federais, foi preso e intimado a deixar o governo. Assumiu então o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Arnaldo Lobo.

No pleito de outubro de 1954, Valdir Bouhid foi eleito suplente do senador Magalhães Barata na legenda do PSD. Como tal, exerceu o mandato entre junho e outubro de 1955, quando Magalhães Barata se afastou para concorrer ao governo do estado. Em dezembro de 1955, foi nomeado presidente da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) e, durante sua gestão, foi construída a estrada Belém-Brasília. Neste período, foi encarregado pelo presidente Juscelino Kubitschek da direção da Rodobrás. Encontrava-se na presidência da SPVEA quando em 2 de fevereiro de 1961 o presidente da República, Jânio Quadros, ordenou a constituição de uma comissão de sindicância para examinar sua gestão administrativa. Durante o período da sindicância, afastou-se do cargo. Em 17 de agosto do mesmo ano, foi remetido ao presidente Jânio Quadros o resultado do inquérito. Na exposição de motivos, foi apontado um desvio de 350 milhões de cruzeiros, na gestão de Valdir Bouhid e do coronel Nélio Cerqueira Gonçalves, presidente da Fundação Brasil-Central.

No pleito de outubro de 1962 Valdir Bouhid concorreu ao Senado na legenda do PSD, mas não conseguiu se eleger. Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), iniciou-se no país um período de governos militares, que duraria 21 anos, e um processo de punição aos adversários do novo regime. A edição do Ato Institucional nº 1 (9/4/1964) constituiu-se no primeiro elemento formalizador das transformações políticas introduzidas pelo movimento. No dia 13 de junho seguinte, Bouhid teve os seus direitos políticos suspensos por dez anos com base neste ato.

Afastado da política, voltou a exercer a medicina como clínico geral, ginecologista e geriatra no Rio de Janeiro. Mesmo após passado o período de punição, não voltou a exercer qualquer atividade política.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 8 de setembro de 1993.

Teve uma filha.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CORRESP. GOV. EST. PA; Encic. Mirador; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; Grande encic. Delta; INF. FAM.; ROQUE, C. Grande; SENADO. Relação; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3 e 6); VÍTOR, M. Cinco.

 

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