BRANDAO FILHO, JULIO BUENO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BRANDÃO FILHO, Júlio Bueno
Nome Completo: BRANDAO FILHO, JULIO BUENO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRANDÃO FILHO, JÚLIO BUENO

BRANDÃO FILHO, Júlio Bueno

*dep. fed. MG 1915-1917, 1924-1930; const. 1934; dep. fed. MG 1935-1937.

 

Júlio Bueno Brandão Filho nasceu em Ouro Fino (MG) no dia 5 de abril de 1883, filho de Júlio Bueno Brandão — senador da República de 1898 a 1901 e presidente de Minas Gerais de 1910 a 1914 — e de Hilda Miranda Bueno Brandão. Seu irmão Francisco Bueno Brandão, suplente de deputado federal por Minas Gerais em 1947, assumiu o mandato em 1950, permanecendo na Câmara até 1951.

Fez seus estudos primários e secundários nos colégios São Luís, de Itu (SP), Mineiro, de Ouro Preto (MG), e no Ginásio Mineiro de Belo Horizonte. Ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, transferindo-se no último ano para a Faculdade de Direito França Carvalho, do Rio de Janeiro, pela qual se bacharelou em 1907.

Retornando a Minas, logo ingressou nos quadros do Partido Republicano Mineiro (PRM), seguindo a tradição familiar. Em 1909, foi nomeado oficial de gabinete da presidência do estado, exercida então por Venceslau Brás. No ano seguinte, com a posse de seu pai na presidência de Minas Gerais, passou a ocupar o cargo de secretário da presidência. Ainda em 1910, foi nomeado procurador fiscal do Tesouro Nacional em Minas Gerais, cargo em que permaneceu até 1914.

Em 1911, junto com Mário Alves e Joaquim Azevedo, fundou o jornal A Capital em Belo Horizonte. Quatro anos mais tarde, foi eleito deputado federal por seu estado pela legenda do PRM. Ao fim do mandato (1917), passou a ocupar o cargo de auditor do Tribunal de Contas de Minas Gerais, que exerceu durante muitos anos.

Em 1924, foi novamente eleito para a Câmara dos Deputados e, ao final da legislatura, teve seu mandato renovado até 1930. Em 1929, durante a campanha para as eleições presidenciais de 1930, foi um dos políticos que compôs a comissão executiva da Aliança Liberal que, em manifesto do dia 15 de agosto, lançou a chapa Getúlio Vargas-João Pessoa à sucessão federal.

Em 15 de outubro de 1929, participou da reunião da comissão executiva do PRM para a escolha do sucessor de Antônio Carlos na presidência do estado. Ao fim de seis dias de discussão, a comissão decidiu, no dia 21, indicar para a presidência e a vice-presidência do estado os nomes de Olegário Maciel, então presidente do Senado estadual, e de Pedro Marques, então presidente da Câmara estadual.

Em março de 1930, novamente eleito deputado federal pelo PRM, foi um dos 14 deputados “depurados” pela 5ª Comissão de Reconhecimento, incumbida de dar parecer sobre as eleições em Minas Gerais. Com a eliminação desses 14 representantes, viam-se favorecidos os deputados da Concentração Conservadora, que reunia os políticos mineiros comprometidos com o situacionismo federal.

No processo de articulação da Revolução de 1930, participou da reunião da comissão executiva do PRM que, em 27 de maio de 1930, ratificou os compromissos formais que Antônio Carlos havia assumido em nome do partido para com o movimento revolucionário.

Em 1932 foi nomeado prefeito de Ouro Fino por Olegário Maciel, deixando o cargo em 1933 por ter sido eleito, agora pela legenda do Partido Progressista de Minas Gerais, para a Assembléia Nacional Constituinte. Em 14 de outubro de 1934, foi eleito deputado federal pelo mesmo partido, exercendo seu mandato até 10 de novembro de 1937, quando a instauração do Estado Novo suspendeu as câmaras legislativas do país.

Com o reinício das articulações políticas na fase final do Estado Novo, integrou a partir de 1943 a Resistência Democrática, que aglutinava a oposição à ditadura, tendo sido um dos signatários do Manifesto dos mineiros (24/10/1943), redigido por membros desta associação.

Em Ouro Fino, nos anos em que esteve afastado da política federal, além de exercer a advocacia, dirigiu também a Gazeta de Ouro Fino, o mais antigo jornal de Minas Gerais. Foi membro da Ordem dos Advogados do Brasil.

Júlio Bueno Brandão Filho faleceu no dia 3 de maio de 1954.

Era casado com Maria Henriqueta Gomes Bueno Brandão, filha de Jaime Gomes, deputado federal por Minas Gerais na República Velha. Também atuaram na política seu sobrinho Francisco Silviano de Almeida Brandão, ex-presidente de Minas Gerais, seus concunhados Juscelino Kubitschek de Oliveira, presidente da República (1956-1961), e Gabriel de Resende Passos, ex-deputado federal constituinte, e seus primos Francisco Lafaiete Silviano Brandão, ex-deputado estadual de Minas Gerais, e Benjamim Franklin Silviano Brandão, ex-prefeito de Belo Horizonte.

Helena Faria

 

 

FONTES: ABRANCHES, J. Governos; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação nominal; Câm. dep. seus componentes; CONSULT. MAGALHÃES, B; Diário do Congresso Nacional; FONTOURA, J. Memórias; GODINHO, V. Constituintes; HIPÓLITO, L. Manifesto; HORTA, C. Famílias; INST. NAC. LIVRO. Índice; MORAIS, A. Minas; NOGUEIRA FILHO, P. Ideais; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); VELHO SOBRINHO, J. Dic.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados