BRANDAO, WELLINGTON

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Nome: BRANDÃO, Wellington
Nome Completo: BRANDAO, WELLINGTON

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRANDÃO, WELLINGTON

BRANDÃO, Wellington

*const. 1946; dep. fed. MG 1946-1951.

 

Wellington Brandão nasceu em Visconde do Rio Branco (MG) no dia 6 de agosto de 1895, filho de Olinto Brandão e de Januária de Castro Brandão. Seu primo, Pedro Maciel Vidigal, foi deputado federal por Minas Gerais entre 1959 e 1971.

Cursou o secundário no Ginásio São José, em Ubá (MG), concluindo-o no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1917, regressando em seguida Belo Horizonte, onde se projetou como poeta, cronista e ensaísta político. Ainda jovem, aderiu ao movimento simbolista, integrando depois o grupo modernista mineiro.

Em 1919, trabalhou como promotor de justiça na comarca de Cássia (MG), transferindo-se depois para a comarca de Passos (MG), onde exerceu a advocacia por vários anos. Em 1937, foi eleito para a Academia Mineira de Letras (AML), sucedendo a Belmiro Braga.

Em 1945, com a desagregação do Estado Novo e o início do processo de redemocratização do país, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático (PSD), por cuja legenda se elegeu deputado por Minas Gerais à Assembléia Nacional Constituinte no pleito de dezembro do mesmo ano. Com a promulgação da Carta em 18 de setembro de 1946, passou a exerceu o mandato ordinário na Câmara. Candidato à reeleição pelo PSD em outubro de 1950 — ano em que também atuou como consultor jurídico do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais S.A. —, não obteve sucesso. Com isso, deixou a Câmara em janeiro 1951. Durante a legislatura, integrara as comissões de Legislação Social e Especial de Pecuária da Câmara Federal.

Transferindo-se para a União Democrática Nacional (UDN), candidatou-se mais uma vez a deputado federal em outubro de 1954, conquistando apenas uma suplência. Em 1956, durante o governo de José Francisco Bias Fortes (1956-1961), assumiu o cargo de procurador-geral do estado de Minas Gerais, função que exerceu até abril de 1961, quando ingressou no Tribunal de Justiça.

Wellington Brandão faleceu em Passos no dia 3 de maio de 1965.

Era casado com Maria Moreira Brandão.

Tendo assinado vários artigos políticos sob o pseudônimo de Fidélis Florêncio, publicou O tratador de pássaros (poesia, 1935), Finale (poemas, 1942), Quarta República (ensaio, 1951), Caminhos de Minas (ensaio, 1958), Deslumbramento de um triste, Seara da emoção (poesia), Homem inquieto (poesia), Bonecos de pano (poesia), Penhor rural (direito), Poemas políticos e O espírito e a fúria.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; MOREIRA, J. Dic.; OLIVEIRA, M. História; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1).

 

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