BRASIL, NESTOR PENHA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BRASIL, Nestor Penha
Nome Completo: BRASIL, NESTOR PENHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRASIL, NESTOR PENHA

BRASIL, Nestor Penha

*militar; rev. 1932; comte. III Ex. 1961-1962; ch. Depto. Prod. e Obras Ex. 1962-1963.

 

Nestor Penha Brasil nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 13 de maio de 1900, filho de Zaqueu Penha Brasil e de Maria Catarina de Faria Penha Brasil.

Sentou praça em fevereiro de 1917, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio, de onde saiu aspirante-a-oficial da arma de artilharia em dezembro de 1919. Em fevereiro do ano seguinte passou a servir no 1º Grupo de Artilharia a Cavalo, sediado em Itaqui (RS), e ainda em abril de 1920 foi promovido a segundo-tenente. Transferido para o 4º Regimento de Artilharia Montada, localizado em Itu (SP), em março de 1921, em maio seguinte recebeu a patente de primeiro-tenente. Permaneceu em Itu até janeiro de 1922 e entre junho do ano seguinte e março de 1925 serviu na Vila Militar, no Rio.

Depois de fazer o curso da Escola de Aperfeiçamento de Oficiais entre março e dezembro de 1925, foi designado para participar das operações de repressão à Coluna Prestes, movimento rebelde formado em abril desse ano e liderado por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa. Tomou parte na perseguição movida pelas tropas legais à coluna, tendo passado os três primeiros meses de 1926 no Nordeste do país. Retornando ao Rio, no final de março de 1926 iniciou o curso da Escola de Estado-Maior e em outubro do ano seguinte passou a capitão. Concluindo o curso da Escola de Estado-Maior em novembro de 1928, em janeiro do ano seguinte foi designado professor-estagiário e auxiliar de ensino da mesma escola. Posicionou-se contra a Revolução de 1930, movimento que resultou na deposição do presidente Washington Luís (24/10/1930) e na posse de Getúlio Vargas na chefia do Governo Provisório (3/11/1930).

Deixando a Escola de Estado-Maior em abril de 1932, em julho seguinte desertou do Exército para apoiar a Revolução Constitucionalista de São Paulo, movimento armado de oposição a Getúlio e que lutava pela reconstitucionalização do país. Com a derrota dos paulistas em início de outubro de 1932, foi punido pelas autoridades militares, sendo reformado administrativamente em agosto de 1933. Retornando ao serviço ativo em janeiro de 1934, serviu em Juiz de Fora (MG), na 4ª Região Militar, no quartel-general da 4ª Divisão de Infantaria (4ª DI), entre junho e setembro desse ano. Adjunto do estado-maior da inspetoria do 2º Grupo de Regiões Militares, sediado em Porto Alegre, de setembro de 1934 a maio de 1935, exerceu cumulativamente entre janeiro e maio de 1935 — a chefia da 4ª Divisão do Departamento Militar e o cargo de instrutor de artilharia antiaérea.

Em julho de 1935 tornou-se oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, general João Gomes Ribeiro Filho, e em setembro desse mesmo ano foi promovido a major. Deixou o Ministério da Guerra em outubro de 1936, seguindo para Paris, onde cursou a Escola Superior de Guerra. Retornando ao Brasil em novembro de 1938, voltou a integrar os quadros da Escola de Estado-Maior em dezembro de 1939, como instrutor do curso de artilharia. Deixou essa função em dezembro de 1941 e nesse mesmo mês recebeu a patente de tenente-coronel.

Durante o ano de 1942 exerceu diversos cargos na Escola de Estado-Maior: subdiretor de ensino no mês de janeiro, instrutor-chefe de tática geral e estado-maior entre janeiro e junho e instrutor-chefe do segundo ano da escola de julho a novembro. Entre dezembro de 1942 e junho de 1943 comandou o 7º Grupo de Artilharia, sediado em Olinda (PE). Com a constituição da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) em agosto de 1943, o governo brasileiro definiu sua participação na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao lado dos países aliados. Penha Brasil integrou o terceiro grupo de Artilharia Divisionária da 1ª DIE, conhecida como Força Expedicionária Brasileira (FEB). Durante essa fase de estruturação, a exemplo de vários oficiais brasileiros, foi enviado aos Estados Unidos para fazer cursos em bases militares norte-americanas, retornando ao Brasil no final de outubro. Ainda em 1943, criou e organizou o Núcleo de Formação e Treinamento de Pára-Quedistas do Exército.

Entre janeiro e junho de 1944 foi chefe da 3ª Seção do Estado-Maior da Artilharia Divisionária da FEB. Designado em julho seguinte para a chefia do Estado-Maior daquela unidade, em 22 de setembro embarcou para a Itália, integrando o 2º Escalão, comandado pelo general Osvaldo Cordeiro de Farias. Em novembro de 1944, já no teatro de operações, voltou a chefiar a 3ª Seção do Estado-Maior, função que desempenhou até abril de 1945. Neste último mês, foi designado subchefe do Estado-Maior, cargo que exerceu até seu retorno ao Brasil, em junho de 1945. Nesse mesmo mês, foi promovido a coronel e entre setembro e novembro seguintes esteve na Europa, a convite do governo norte-americano.

Comandante do Núcleo de Formação e Treinamento de Pára-Quedistas do Exército entre março de 1946 e dezembro de 1948, no mês seguinte assumiu o comando da Escola de Pára-Quedistas. Ainda em janeiro de 1949, concluiu o curso de pára-quedismo, obtendo o registro de pára-quedista militar. Permaneceu à frente da escola até agosto de 1952, mês em que foi promovido a general-de-brigada. Em abril de 1953, tornou-se comandante do Núcleo da Divisão Aeroterrestre e entre julho e dezembro do ano seguinte exerceu cumulativamente o comando da Guarnição da Vila Militar. Deixou o Núcleo da Divisão Aeroterrestre em fevereiro de 1955 e nesse mesmo mês iniciou o curso superior de guerra da Escola Superior de Guerra (ESG), que concluiu em novembro de 1955. Neste último mês assumiu o comando da Artilharia Divisionária da 2ª DI, sediada em São Paulo, e, em julho de 1956, tornou-se comandante dessa mesma DI. Em abril de 1958 foi promovido a general-de-divisão e em janeiro do ano seguinte foi transferido para o Rio de Janeiro, tornando-se diretor da Artilharia de Costa e Artilharia Antiaérea. Permaneceu nesse cargo até outubro de 1961, quando assumiu o comando do III Exército, sediado em Porto Alegre, substituindo o general José Machado Lopes. Em junho de 1962 passou o comando ao general Jair Dantas Ribeiro e no mês seguinte tornou-se chefe do Departamento de Produção e Obras do Exército, no lugar do general Otacílio Terra Ururaí. Ainda em agosto de 1962 foi promovido a general-de-exército e, em janeiro do ano seguinte deixou o departamento passando a presidir a Comissão Militar Mista Brasil-Estados Unidos.

Durante sua carreira militar fez ainda o curso de observação e artilharia para oficiais superiores nos Estados Unidos, chegando a mestre de salto pára-quedista, título alcançado em Fort Still, em Oklahoma.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 21 de maio de 1964, sendo promovido post mortem ao posto de marechal, em 22 de junho do mesmo ano.

Escreveu vários livros técnicos sobre tática de artilharia, tática geral e organização de grandes unidades.

 

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Jornal do Comércio, Rio (22/5/64); Rev. Inst. Hist. Geog. Bras.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados