BRAUN, HILARIO

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Nome: BRAUN, Hilário
Nome Completo: BRAUN, HILARIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BRAUN, Hilário

*militar; const. 1987-1988; dep. fed. RS 1987-1991, 1992-1993 e 1994-1995.

Hilário Braun nasceu em Três Passos (RS) no dia 8 de janeiro de 1950, filho de Alcides Braun e de Eva Braun.

Comerciante, fazendeiro e militar da reserva, estudou também administração e ciências contábeis na Faculdade Machado de Assis (RS), concluindo o curso em 1975.

Filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, após o fim do bipartidarismo (21/11/1979) e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Popular (PP), do qual chegou a ser secretário-geral. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ingressou neste último. Em 1980, foi eleito presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Passos.

No pleito de novembro de 1982, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Eleito com os votos das regiões do Alto Uruguai, Celeiro, Grande Santa Rosa e Vale do Caí, tomou posse em fevereiro de 1983. Foi presidente da comissão especial de estudos contra a instalação de 25 barragens na bacia do rio Uruguai e da comissão especial que estudou os projetos de colonização e reassentamento dos agricultores sem-terra no Rio Grande do Sul.

Em novembro de 1986 elegeu-se deputado federal constituinte na legenda do PMDB gaúcho. Comerciante do ramo de supermercados no Alto Uruguai e representante da chamada “região-celeiro”, maior produtora de grãos do Rio Grande do Sul, contou durante a campanha com o apoio da União Democrática Ruralista (UDR), entidade ligada aos grandes proprietários de terras do país. Empossado em fevereiro de 1987, integrou como membro titular a Subcomissão dos Estados, da Comissão de Organização do Estado, e foi suplente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social da Constituinte. Nas principais votações, pronunciou-se a favor do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto facultativo aos 16 anos, do presidencialismo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com os países de orientação racista, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a legalização do aborto, a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro e a desapropriação da propriedade produtiva.

Promulgada a nova Constituição em outubro de 1988, passou a exercer o mandato ordinário. No pleito de outubro de 1990 tentou a reeleição, ainda na legenda do PMDB, e obteve uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura, mas voltou a assumir o mandato de outubro de 1992 a dezembro de 1993, em função da nomeação do deputado Antônio Brito, também do PMDB, para o Ministério da Previdência Social do governo Itamar Franco (1992-1994). Durante esse período, foi membro titular da Comissão de Viação e Transportes da Câmara e ausentou-se da sessão que aprovou a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que serviu como fonte de financiamento para o plano de estabilização econômica do governo federal (Plano Real). Em maio de 1994 voltou à Câmara e foi efetivado no lugar de Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que teve o mandato cassado após a revelação de seu envolvimento em um esquema de corrupção formado no interior da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura, sem ter concorrido ao pleito de outubro anterior.

Afastado da vida política, passou a se dedicar à organização de uma cooperativa rural no estado do Pará e à administração da fazenda de sua família em Tocantins. Foi também diretor-presidente e sócio fundador da Empresa de Tecidos Braun.

Casou-se com Marlise Braun, com quem teve três filhos.

 

FONTES: Assemb. Nac. Const. Repertório (1987); CÂM. DEP. Deputados brasi- leiros. Repertório (1991-1995); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1991-1995); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Correio Braziliense (19/1/87); Correio do Povo (1/2/87); Folha de S. Paulo (19/1/87, 18/9/94).

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