BRENO DALIA DA SILVEIRA

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Nome: SILVEIRA, Breno da
Nome Completo: BRENO DALIA DA SILVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVEIRA, BRENO DA

SILVEIRA, Breno da

*dep. fed. DF 1951-1960; dep. fed. GB 1960-1969.

 

Breno Dália da Silveira nasceu em Mamanguape (PB) no dia 28 de novembro de 1913, filho do comerciante Bruno Veloso da Silveira e de Joana Dália da Silveira.

Fez seus primeiros estudos no Colégio Nóbrega, em Recife, e cursou as faculdades de medicina de Recife, da Bahia e de Niterói (RJ), pela qual se formou em 1936 com a especialização em pediatria. Retornando a Pernambuco em 1938, chefiou o serviço de pediatria da Maternidade de Recife e foi assistente da cadeira de medicina legal na Faculdade de Medicina.

Em 1940 transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde tornou-se proprietário de uma clínica de pediatria. Na época foi também pediatra do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB). Iniciou sua vida política elegendo-se em janeiro de 1947 vereador no Rio de Janeiro, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), contando com o apoio da base sindical na qual exercia a medicina. De 1949 a 1950 foi vice-presidente do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN), associação fundada em abril de 1948, no Rio de Janeiro, com o objetivo de promover uma “larga campanha de esclarecimento da opinião pública, através de artigos, conferências, debates, comícios, caravanas e demais meios constitucionais e democráticos, visando à congregação dos brasileiros que pugnavam pela tese nacionalista de exploração das jazidas petrolíferas pelo monopólio estatal”.

Exerceu o mandato de vereador até 1950 e, em outubro desse ano, elegeu-se deputado federal pelo Distrito Federal na legenda da UDN, assumindo o mandato em fevereiro de 1951. Durante essa legislatura deixou a UDN e ingressou no Partido Socialista Brasileiro (PSB), do qual foi vice-líder a partir de maio de 1953. Reeleito em outubro de 1954, ainda na legenda do PSB, aderiu à Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), formada por deputados do PSB, da UDN, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e do Partido Social Democrático (PSD). A FPN dispunha-se a viabilizar uma plataforma nacionalista contrária à intervenção do capital estrangeiro na economia nacional especialmente no setor energético, e à remessa de lucros para o exterior.

Em outubro de 1958 foi reeleito na legenda da Aliança Democrática Nacionalista, que congregou o PSB, o PSD, o Partido Libertador (PL), o Partido Rural Trabalhista (PRT), o Partido Republicano (PR) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Exerceu a vice-liderança do PSB a partir de maio de 1959 e foi escolhido terceiro-secretário da Câmara em junho de 1961. No mês seguinte reassumiu a vice-liderança do PSB, passando a segundo-secretário em novembro. No pleito de outubro de 1962 reelegeu-se, já pelo novo estado da Guanabara, na legenda da Aliança Socialista Trabalhista, formada pelo PTB e pelo PSB. Líder da minoria na Câmara após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, passou a vice-líder em junho do mesmo ano.

Após a edição do Ato Institucional nº 2 (AI-2) de 27 de outubro de 1965, que extinguiu os partidos políticos existentes e implantou o bipartidarismo no país, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação oposicionista. Reeleito nessa legenda em 1966, permaneceu na Câmara até fevereiro de 1969, quando teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos por força do AI-5, editado em 13 de dezembro de 1968. Durante seus mandatos na Câmara, foi presidente da Comissão de Justiça, membro da Comissão do Distrito Federal e suplente das comissões de Finanças, de Relações Exteriores e de Saúde. Participou também da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Indústria de Tratores e de Minérios e da CPI sobre a Sociedade de Abastecimento de Brasília, da qual foi relator. Elaborou o projeto que declarou de interesse nacional e militar a Liga de Amadores Brasileiros de Rádio-Emissão (LABRE) e do que concedeu estabilidade aos servidores da Petrobrás, com dois e cinco anos de exercício. Em 28 de agosto de 1979, foi beneficiado pela Lei da Anistia, sancionada pelo presidente João Figueiredo (1979-1985). Sofrendo graves problemas de saúde nesta época, estava completamente afastado da vida político-partidária.

Retornou para Recife em 1972, passando a dedicar-se ao mercado imobiliário. Antes de se aposentar, participou ainda de projetos de medicina social em Itamaracá (PE).

Faleceu em Recife no dia 25 de setembro de 2000.

Casou-se com Cira Ribeiro da Silveira, com quem teve oito filhos.

 

FONTE: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Anais (1960 e 1961-2); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CARVALHO, E. Petróleo; CISNEIROS, A. Parlamentares; Estado de S. Paulo (5/10/62); INF. Cydno da Silveira; Jornal do Brasil (4/11/66); NÉRI, S. 16; Rev. Ciência Pol. (1966); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4, 5 e 6).

 

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