BRIGGS, ELLIS O.

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Nome: BRIGGS, Ellis O.
Nome Completo: BRIGGS, ELLIS O.

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRIGGS, ELLIS O

BRIGGS, Ellis O.

*diplomata norte-americano; emb. EUA no Brasil 1956-1959.

 

Ellis O. Briggs nasceu em Watertown, Massachusetts, EUA, no dia 1º de dezembro de 1899, filho de James Briggs e de Lucy Hill Briggs.

Concluiu os estudos superiores na Universidade de Dartmouth em 1921 e, entre 1923 e 1925, publicou artigos em diversas revistas norte-americanas. Ingressou na carreira diplomática neste último ano, sendo designado para o posto de vice-cônsul em Lima, no Peru. Serviu depois na Libéria, em Cuba e no Chile, atuando como conselheiro nestes dois últimos países. Em 1944, esteve à frente da embaixada norte-americana na República Dominicana e, em 1945, foi ministro conselheiro em Chungking, na China.

Promovido a embaixador em 1945, nesse mesmo ano foi nomeado diretor do Escritório para Assuntos das Repúblicas Americanas, cargo em que se manteve até 1947. Nomeado embaixador na Tchecoslováquia em 1948, deixou esse posto para chefiar a embaixada norte-americana em Seul a partir de 1952, em plena Guerra da Coréia (1950-1953). Em 1955, ano em que se doutorou em direito, foi designado para o posto de embaixador norte-americano no Peru e, um ano depois, no Brasil.

Em 1956, com a emergência da guerra fria no cenário mundial e a crescente preocupação dos Estados Unidos com o poderio bélico soviético, o governo de Washington incumbiu o embaixador Briggs de entrar em contato com as autoridades brasileiras para examinar a possibilidade de que se viesse a instalar em Pernambuco uma estação norte-americana de rastreamento de mísseis teleguiados. O presidente da República, Juscelino Kubitschek (1956-1961), submeteu o projeto a seus ministros militares, que vetaram o local escolhido, sugerindo a ilha de Fernando de Noronha, além de exigir especificações quanto à natureza e ao uso dos equipamentos, bem como um esquema demonstrativo dos trabalhos a serem realizados.

Em vista dessas exigências, o presidente norte-ameriano Dwight Eisenhower enviou, por intermédio de Briggs, uma carta a Kubitschek solicitando maior condescendência da parte do governo brasileiro, uma vez que as operações em pauta eram de caráter sigiloso. Após uma série de discussões, foi possível obter a presença de oficiais brasileiros em todos os setores da base, embora as autoridades militares não tivessem acesso a alguns dos segredos estratégicos. No dia 17 de dezembro de 1956, os dois países firmaram um acordo com base nos termos e nas resoluções do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, de 1947, e do Acordo de Assistência Militar, de 1952: pela concessão, o Brasil receberia cerca de cem milhões de dólares em armamentos — boa parte dos quais já obsoleta — para reaparelhar suas forças armadas. Em 21 de janeiro de 1957, efetuou-se o ajuste final entre Brasil e Estados Unidos relativamente à base de rastreamento de teleguiados em Fernando de Noronha. O acordo, que suscitou acesos protestos no país, não chegou, contudo, a ser posto em prática.

O embaixador Briggs permaneceu no Brasil por mais dois anos, sendo transferido em 1959 para a Grécia e, daí, em 1961, para a Espanha, onde encerrou sua carreira diplomática no ano seguinte. Foi ainda professor-visitante do Instituto de Relações Internacionais da Universidade da Carolina do Sul em 1966.

Faleceu em Gainsville, na Flórida, EUA, no dia 22 de fevereiro de 1976.

Era casado com Lucy Barnard Briggs, com quem teve dois filhos.

Escreveu e publicou Shots heard round the world (1957), Farewell to foggy bottom (1964) e Anatomy of diplomacy (1968).

 

 

FONTES: BANDEIRA, L. Presença; Jornal do Brasil (23/2/76); KUBITSCHEK, J. Meu (3); Who’s who in America (37); Who’s who in America with.

 

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