BROCA FILHO, ANDRE

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Nome: BROCA FILHO, André
Nome Completo: BROCA FILHO, ANDRE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BROCA FILHO, ANDRÉ

BROCA FILHO, André

*dep. fed. SP 1955-1959, 1960, 1961, 1962 e 1963-1971.

 

André Broca Filho nasceu em Guaratinguetá (SP) no dia 11 de abril de 1912, filho de André Broca e de Benedita Marieta Brito Broca.

Fez o curso primário na Escola Carmem Bueno e o secundário no Ginásio Nogueira da Gama, ambos em sua cidade natal. Em 1946 bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro.

Ingressou na vida política em 1947, elegendo-se prefeito de Guaratinguetá na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Deixou o cargo para candidatar-se a deputado estadual ainda na legenda do PSP, em outubro de 1950. Eleito, assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa paulista em fevereiro de 1951. No ano seguinte foi acusado pelo vereador Modesto Guglielmi de ter ligações com donos de hotéis que praticavam o lenocínio no bairro do Brás, em São Paulo. Ao longo da legislatura presidiu as comissões de Finanças e de Educação e integrou uma missão parlamentar enviada à Itália para tratar das questões relativas à imigração italiana para o estado de São Paulo. Durante esse período foi também secretário-geral do PSP paulista.

Eleito deputado federal por São Paulo, em outubro de 1954, sempre na legenda pessepista, encerrou seu mandato estadual em janeiro de 1955, tomando posse na Câmara dos Deputados no mês seguinte. Segundo-secretário da mesa da Câmara nos anos de 1957 e 1958, foi vice-presidente das comissões de Finanças e de Orçamento e relator dos projetos de reforma da política aduaneira, do imposto de consumo e da fixação dos quadros do Ministério da Aeronáutica. Ainda nessa legislatura participou da reunião do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), órgão das Nações Unidas, sobre a Lei de Tarifa Alfandegária, e integrou a delegação brasileira que iniciou as negociações para o estabelecimento de relações comerciais com a Tchecoslováquia.

Candidato à reeleição em outubro de 1958, obteve apenas uma suplência, deixando a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura. Convocado porém como suplente, ocupou uma cadeira entre agosto e setembro de 1959, de março a novembro de 1960, de junho a dezembro de 1961 e finalmente de fevereiro a setembro de 1962. Também nessa época tornou-se presidente em 1959 da Companhia Metropolitana dos Transportes Coletivos (CMTC) de São Paulo. No exercício do cargo, foi acusado de ter recebido uma comissão de 10% no empréstimo de trezentos milhões de cruzeiros antigos que o Banco do Brasil fizera à CMTC. Segundo as denúncias, o dinheiro seria usado para recuperar as finanças de uma fábrica de amido em Pindamonhangaba (SP), da qual era sócio.

Conduzido à presidência do Conselho Nacional de Desportos (CND) em 1962, no pleito de outubro desse ano elegeu-se deputado federal por São Paulo, ainda na legenda do PSP. Empossado em fevereiro de 1963, iniciou nesse mesmo ano seus trabalhos como presidente da Comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido do governo, a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Interrompeu o mandato em março de 1966 para ocupar o cargo de secretário de Agricultura do governo de São Paulo, em substituição a Arnaldo Cerdeira. Permaneceu na secretaria até 5 de junho seguinte, quando o governador Ademar de Barros — a quem era estreitamente ligado — teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos. Broca retornou à Câmara ainda em junho de 1966 e no pleito de novembro desse ano reelegeu-se deputado federal por São Paulo, já na legenda da Arena. Na nova legislatura manteve-se na presidência da Comissão de Segurança Nacional até 1968. Em janeiro de 1971, com o término da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados. Durante sua vida parlamentar, foi o autor do projeto de lei sobre a fixação e normas de criação da indústria automobilística brasileira e contribuiu em alguns capítulos da reforma do Código Penal.

Foi ainda funcionário do Banco Comercial do Estado de São Paulo, escrivão e coletor federal. Proprietário de terras em São Paulo e empresário, atuou também no comércio e na indústria têxtil.

Faleceu no dia 28 de junho de 1995.

Era casado com Ivone Castro Viana Broca, com quem teve uma filha.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1963-1967, 1967-1971); CÂM. DEP. Relação dos dep.; DEP. PESQ. ESTADO DE SÃO PAULO; Eleitos; Estado de S. Paulo (23/3/66); IPC. Relação de parlamentares (1/1/92-18/8/98); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6 e 8).

 

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