BUAIZ, LUIS

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Nome: BUAIZ, Luís
Nome Completo: BUAIZ, LUIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BUAIZ, Luís

*dep. fed. ES 1995-1999.

Luís Buaiz nasceu em Vitória no dia 29 de agosto de 1921, filho de Alexandre Buaiz e de Maria Saliba Buaiz.

Cursou medicina na Faculdade de Ciências Médicas do Estado do Rio de Janeiro entre 1941 e 1946. Em 1951, tornou-se superintendente regional do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS) em Vitória, função que exerceria até 1970. Em 1958, passou a ocupar o cargo de presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado do Espírito Santo, no qual permaneceria até 1973.

Filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) entre 1954 e 1965, ao longo de todo o período foi membro de seu diretório regional no Espírito Santo. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instalação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido criado para apoiar o regime militar, e tornou-se membro do diretório municipal de Vitória. Em 1978, assumiu o cargo de procurador do Grupo Buaiz S.A., com sede em Vitória, no qual permaneceria até 1988. Com a extinção do bipartidarismo e a consequente reorganização partidária, ingressou em 1980 no Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vitória em 1983, deixou o PDS dois anos depois, filiando-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Foi também presidente do diretório municipal do partido em Vitória até 1988 e presidente do diretório regional de 1990 a 1993. Nesse último ano, deixou o cargo de provedor da Santa Casa.

Ainda em 1993 tornou-se secretário estadual de Saúde no governo de Albuíno Azeredo (1991-1995), cargo no qual permaneceu até 1994. No segundo semestre desse ano deixou o PFL e ingressou, pouco antes das eleições de outubro, no Partido Democrático Trabalhista (PDT), vindo a participar de seu diretório regional. Tendo como base eleitoral os municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, elegeu-se deputado federal pelo Espírito Santo na nova legenda.

Assumindo o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1995, no mesmo mês deixou o PDT e filiou-se ao Partido Liberal (PL), tornando-se vice-líder do bloco PL–Partido da Social Democrático (PSD)–Partido Social Cristão (PSC) e passando a integrar a Comissão de Seguridade Social e Família, na qual permaneceria até 1998. Nas votações das emendas constitucionais encaminhadas ao Congresso pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 1995, acompanhou a orientação da base parlamentar governista, votando a favor da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado; da mudança no conceito de empresa nacional; da quebra do monopólio estatal das telecomunicações; da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores aos quais tinham sido originariamente destinadas; da quebra do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem; e da quebra do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo. Em junho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde. No mesmo ano voltou a exercer a vice-liderança do bloco PL–PSD–SC na Câmara e tornou-se também vice-líder do bloco Partido Progressista Brasileiro (PPB)–PL.

Primeiro vice-líder do PL, em fevereiro de 1997 votou a favor da emenda que permitia a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro seguinte pronunciou-se contra a quebra da estabilidade do servidor público, item da proposta de reforma administrativa encaminhada pelo governo federal. Em novembro de 1998 votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e o estabelecimento de uma idade mínima e de um tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria dos trabalhadores do setor privado, itens da proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo governo federal. Em outubro de 1998 candidatou-se à reeleição na legenda do PL, mas não foi eleito. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Casado com Gláucia Menecutt de Oliveira, teve dois filhos. Um deles, Alexandre Buaiz, foi vereador em Vitória pelo PTB de 1989 a 1996.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (14/1/96, 29/9/98).

 

 

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