BUENO, LUCILIO ANTONIO DA CUNHA

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Nome: BUENO, Lucílio Antônio da Cunha
Nome Completo: BUENO, LUCILIO ANTONIO DA CUNHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BUENO, LUCÍLIO ANTÔNIO DA CUNHA

BUENO, Lucílio Antônio da Cunha

*diplomata; emb. Bras. Paraguai 1931-1933; emb. Bras. Uruguai 1933-1937.

 

Lucílio Antônio da Cunha Bueno nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 29 de julho de 1886, filho de Benedito Antônio da Cunha Bueno.

Depois de concluir o curso médio no Colégio Pedro II, ingressou na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais, pela qual se bacharelou. Em maio de 1905 ingressou no Ministério das Relações Exteriores, exercendo as funções de amanuense. Entre fevereiro e junho do ano seguinte foi auxiliar do Tribunal Arbitral Brasileiro-Peruano.

Três anos depois iniciou sua carreira diplomática, alcançado o posto de terceiro-oficial em setembro de 1909 e de segundo-secretário em novembro seguinte. Seu primeiro cargo no exterior foi de encarregado de negócios do Brasil em Caracas, na Venezuela, função que desempenhou entre julho de 1910 e outubro de 1913. Durante esse período foi designado delegado plenipotenciário para efetuar a troca de ratificações da convenção de arbitramento entre o Brasil e a Venezuela, entre fevereiro e agosto de 1911. Durante o ano de 1912 foi o responsável pelas negociações, conclusões e assinatura do protocolo de demarcação de limites entre os dois países.

Ainda como segundo-secretário, serviu em Berlim, Alemanha, de janeiro de 1914 a dezembro de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em junho de 1916 foi transferido para Buenos Aires e em janeiro de 1918 tornou-se primeiro-secretário. Deixando a Argentina em fevereiro deste último ano, no mês seguinte foi para Montevidéu, onde serviu até março de 1919. Retornando ao Brasil, passou a trabalhar no gabinete do ministro das Relações Exteriores, Domício da Gama. Aí permaneceu de maio a julho de 1919 e de dezembro desse ano a junho de 1920. Durante o ano de 1921 foi introdutor diplomático à missão especial francesa presidida pelo general Mangin e à missão especial chefiada pelo ministro das Relações Exteriores do Chile, Jorge Mate. Entre maio de 1921 e março de 1922, voltou a servir no Ministério das Relações Exteriores, trabalhando no Gabinete do então ministro José Manuel Azevedo Marques.

Retornando ao serviço no exterior, esteve em Copenhague, na Dinamarca, como encarregado de negócios, de abril a julho de 1922. Neste último mês passou a ministro-residente, permanecendo na capital dinamarquesa no exercício das novas funções até maio de 1929. Em setembro deste último ano seguiu para La Paz, na Bolívia, como ministro plenipotenciário, exercendo o cargo até outubro de 1930. Em seguida foi designado embaixador no Paraguai, substituindo o encarregado de negócios Artur dos Guimarães Bastos a partir de junho de 1931. Em julho do ano seguinte compareceu à posse do novo presidente do Paraguai, Eusebio Ayala. Deixou Assunção em junho de 1933, sendo substituído por Gustavo de Viana Kelsch.

Designado embaixador do Brasil no Uruguai, assumiu o cargo em agosto de 1933, sucedendo a Artur Guimarães de Araújo Jorge. Em novembro do mesmo ano atuou como plenipotenciário do Brasil em troca das ratificações do Tratado de Comércio e Navegação com o Uruguai e no mês seguinte foi delegado do Brasil à VII Conferência Internacional Americana, realizada em Montevidéu. Deixou o cargo em dezembro de 1937, sendo substituído por João Batista Luzardo, e em março do ano seguinte assumiu a embaixada brasileira em Lima, no Peru, sucedendo a Edgar Rangel do Monte.

Faleceu em Lima, no dia 11 de março de 1938. Foi substituído na chefia da representação brasileira no Peru por Luís Avelino Gurgel do Amaral.

Além de diplomata, foi também escritor, tendo publicado seu primeiro livro, Palium, um volume de poesias, em 1902. Suas outras obras foram Terras alheias (crônicas sobre Portugal, Espanha e Itália, 1912), Vasco da Gama e a epopéia das Índias (ensaio histórico, 1925), En el solar de Artigas (conferências pronunciadas no Uruguai, 1937), Elogio da vida do coronel Benedito Antônio da Cunha Bueno, Terra do silêncio (poesia) e Ouro, incenso e mirra, as duas últimas editadas postumamente.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; Grande encic. Delta; Grande encic. portuguesa; GUIMARÃES, A. Dic; MENESES, R. Dic.; MIN. REL. EXT. Almanaque (1938).

 

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