CABRAL, ANTONIO ALVES

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Nome: CABRAL, Antônio Alves
Nome Completo: CABRAL, ANTONIO ALVES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CABRAL, ANTÔNIO ALVES

CABRAL, Antônio Alves

*militar; comte. I ZA 1955.

 

Antônio Alves Cabral nasceu em Divinópolis (MG) no dia 12 de junho de 1905, filho de Francisco Alves Cabral e de Rosa Fonseca Cabral.

Iniciou os estudos na ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, cursando o secundário no Colégio Militar de Barbacena (MG), pelo qual se diplomou em 1922. Sentou praça em fevereiro de 1923, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, da qual saiu aspirante-a-oficial da arma de artilharia em dezembro de 1925. Promovido a segundo-tenente em janeiro de 1926, de 1927 ao ano seguinte realizou o curso de piloto metralhador e observador na Escola de Aviação Militar, também na capital federal.

Promovido a primeiro-tenente em janeiro de 1928, de 1929 a 1932 atuou como instrutor de informações, tiro e bombardeio na Escola de Aviação. Em agosto de 1930 integrou o primeiro grupo de oficiais que passou da arma de artilharia para a arma de aviação, criada por decreto de novembro de 1927. Promovido a capitão em fevereiro de 1933, participou da primeira Comissão Militar de Aviação que esteve nos Estados Unidos nesse mesmo ano sob a chefia do coronel Plínio Raulino de Oliveira. Ainda em 1933 e durante todo o ano seguinte, foi instrutor da Escola de Aviação Militar.

Em julho de 1934 viajou à Itália como membro de uma comissão militar para estagiar durante três meses nos estabelecimentos do Ministério do Ar e da Força Aérea Italiana. Acompanharam-no o capitão-de-mar-e-guerra Antônio Augusto Schort, da aviação naval, e o capitão José Vicente Faria Lima. Ao regressarem, começaram a debater as vantagens apresentadas pela unificação da aviação militar, naval e comercial dentro de um ministério, idéia sobre a qual a imprensa na mesma época começou a manifestar-se favoravelmente. Em fevereiro de 1935, pronunciou no Clube Militar uma conferência considerada a mais importante da campanha pela criação de um “ministério do ar” no Brasil. Versando sobre o estágio que fizera na Força Aérea Italiana, a palestra intitulava-se “Política aérea brasileira” e preconizava a criação de um ministério do ar. Assistida por altas autoridades, a exposição repercutiu fundo nos meios militares e civis. Em abril desse mesmo ano, Alves Cabral, apoiado por outros oficiais, deu início à campanha pela criação do Ministério da Aeronáutica.

Cursou a Escola de Estado-Maior do Exército de 1935 a 1937, exercendo desse ano até 1941 funções de comando em unidades da aviação militar. Foi promovido a major em maio de 1938 e desempenhou, de agosto a novembro de 1940, a função de comandante do 3º Regimento de Aviação Militar, em Canoas (RS). Transferido para o Ministério da Aeronáutica quando de sua criação, em janeiro de 1941, foi promovido em dezembro desse mesmo ano a tenente-coronel-aviador, servindo como instrutor até 1943, ano em que chefiou a Divisão de Organização do Estado-Maior da Aeronáutica. Ainda em 1943 fez outro curso na Escola de Estado-Maior do Exército, onde foi instrutor de tática aérea de 1943 a 1946. Nesse mesmo período atuou também como instrutor do curso de estado-maior da Aeronáutica.

Fez os cursos de estado-maior e de instrutor em Fort Leavenworth e de aplicação tática em Orlando, nos EUA, durante os anos de 1945 e 1946, sendo promovido em fevereiro desse ano a coronel-aviador. Ainda em 1945 passou, em agosto, a integrar o Conselho Nacional do Petróleo (CNP) na condição de representante do Ministério da Aeronáutica, função que exerceria até abril de 1951. Ainda nesse período respondeu, em 1949, pela chefia do estado-maior da III Zona Aérea (ZA), no Rio de Janeiro. Promovido a brigadeiro em novembro de 1954, foi designado no ano seguinte comandante da I ZA, em Belém.

No dia 11 de fevereiro de 1956 eclodiu o levante militar de Jacareacanga (PA), rebelião chefiada pelo major-aviador Haroldo Veloso e pelo capitão-aviador José Chaves Lameirão, envolvendo ainda uns poucos militares da Aeronáutica que se apossaram daquela localidade em oposição ao presidente Juscelino Kubitschek e à corrente militar que patrocinara o movimento de 11 de novembro de 1955. O brigadeiro Alves Cabral assumiu o comando da expedição militar encarregada de reprimir os revoltosos. O grupo saiu de Belém no dia 21 de fevereiro, utilizando três navios e contando com o apoio de aviões anfíbios, que transportavam pára-quedistas. A expedição atingiu seu objetivo dois dias depois e Alves Cabral regressou então a Belém, de onde continuou a dirigir as operações até o final da rebelião, definitivamente sufocada em 29 de fevereiro.

Uma vez reprimida a revolta, Alves Cabral condenou a atitude do então presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) ao conceder anistia ampla e irrestrita a todos os implicados no movimento. Pouco depois foi convidado por Juscelino para um encontro, no Rio de Janeiro, onde lhe foram explicadas as razões da medida adotada. Designado diretor-geral de pessoal da Aeronáutica em 1957, em dezembro do ano seguinte foi promovido a major-brigadeiro. Em 1962, quando comandava a Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, exerceu interinamente a chefia do Estado-Maior da Aeronáutica, ocupando em 1963 o cargo de inspetor-geral da Aeronáutica.

Fez, também, o curso da Escola Superior de Guerra (ESG).

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 30 de março de 1978.

Era casado com Alaíde Briton da Graça Cabral, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CARNEIRO, G. História; COUTINHO, A. Brasil; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Brasil (4/4/78); KUBITSCHEK, J. Meu; MIN. AER. Almanaque (1963); SOUSA, J. Verdade; WANDERLEY, N. História.

 

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