CAIADO, MARIO DE ALENCASTRO

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Nome: CAIADO, Mário de Alencastro
Nome Completo: CAIADO, MARIO DE ALENCASTRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAIADO, MÁRIO DE ALENCASTRO

CAIADO, Mário de Alencastro

*magistrado; rev. 1930; junta gov. GO 1930; const. 1934; sen. GO 1935-1937.

 

Mário de Alencastro Caiado nasceu em Vila Boa de Goiás, atual Goiás (GO), no dia 16 de dezembro de 1876, filho de Luís Antônio Caiado, de tradicional família goiana, e de Maria de Alencastro Caiado.

Estudou no Liceu Goiano e no Seminário Episcopal, em Santa Cruz de Goiás (GO). De 1898 a 1904 — já então estudante de direito —, foi oficial-de-gabinete dos presidentes estaduais general Urbano Gouveia e José Xavier de Almeida, passando neste último ano a escriturário do Tesouro Nacional. Em 1905 bacharelou-se pela Faculdade de Direito de seu estado e, em 1907, deixando o Tesouro Nacional, tornou-se um dos fundadores do Partido Republicano (PR) de Goiás e de seu órgão de divulgação, o jornal A Voz do Povo. Nomeado em 1908 juiz de direito da comarca de Pouso Alto, atual Piracanjuba (GO), transferiu-se posteriormente para a 1ª Vara da capital goiana, tornando-se chefe de polícia do estado durante os governos de Urbano Gouveia (1911-1912), de Salatiel de Lima (1914-1915) e do desembargador João Alves de Castro (1918-1919). Em 1927, ao lado do juiz da 2ª Vara de Goiás, Jarbas de Castro, e de quatro dos cinco desembargadores que compunham o tribunal, lutou contra o governo estadual, que pretendia limitar a autonomia do Poder Judiciário.

Em 1929, diante da proximidade do pleito presidencial previsto para o ano seguinte, aproximou-se da Aliança Liberal, passando a representá-la em Goiás a convite de Antônio Carlos de Andrada, um dos líderes nacionais do movimento. Por essa época, organizou caravanas, percorrendo os municípios do estado e promovendo comícios em que pedia apoio à candidatura de Getúlio Vargas. O jornal A Voz do Povo desempenhou relevante papel na campanha aliancista em Goiás, o que levou Caiado a sofrer perseguições do governo federal que culminaram em processo com base na Lei de Imprensa.

Vitoriosa a Revolução de 1930, Caiado integrou com Francisco Emilio Póvoa e Pedro Ludovico Teixeira a junta que esteve à frente do governo goiano entre 27 de outubro e 23 de novembro, quando Pedro Ludovico foi nomeado interventor. Foi secretário do Interior e secretário-geral do estado, exercendo interinamente, de março a abril de 1932, as funções de interventor por ocasião da viagem de Pedro Ludovico ao Rio de Janeiro.

Em maio de 1933 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Partido Social Republicano (PSR) de Goiás, assumindo sua cadeira em novembro seguinte. Participou dos trabalhos constituintes como líder da bancada goiana e, com a promulgação da nova Carta (16/7/1934), teve o mandato estendido até maio de 1935. Com o apoio de seu partido, em agosto desse mesmo ano foi eleito indiretamente senador pela Assembléia Constituinte de Goiás. Em maio de 1937, na preparação das eleições previstas para o ano seguinte, representou o PSR na convenção, realizada no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, para o lançamento da candidatura de José Américo de Almeida à presidência da República, oficiosamente apoiada por Vargas. Em novembro seguinte, porém, o golpe do Estado Novo, que suprimiu todos os órgãos legislativos do país e cancelou as eleições, pôs fim às suas atividades políticas.

Caiado militou na imprensa e participou da fundação de diversas agremiações, entre as quais o Clube Literário Xavier de Almeida.

Faleceu em Goiânia no ano de 1948.

Era casado com uma das filhas de Virgílio José de Barros, chefe oposicionista liberal em Goiás.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Diário de Notícias, Rio (26/5/37); FERREIRA, J. Presidentes; GODINHO, V. Constituintes; Grande encic. Delta; MELO, L. Dic.; PEIXOTO, A. Getúlio; POPPINO, R. Federal; SENADO. Anais (1935).

 

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