CAMILO NOGUEIRA DA GAMA

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Nome: GAMA, Nogueira da
Nome Completo: CAMILO NOGUEIRA DA GAMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GAMA, NOGUEIRA DA

GAMA, Nogueira da

*dep. fed. MG 1955-1960; sen. MG 1960-1971; dep. fed. MG 1975-1976.

 

Camilo Nogueira da Gama nasceu em Cataguases (MG) no dia 18 de abril de 1899, filho de Luís Otaviano Nogueira da Gama e de Elisa Nogueira da Gama.

Bacharel em direito pela Universidade do Rio de Janeiro em 1925, a partir de então até 1935 foi procurador público interino no estado do Rio de Janeiro. De 1935 a 1942, trabalhou como advogado do Banco do Brasil.

Durante o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954), foi chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha, empossado em junho de 1953. No mês seguinte, tornou-se membro do conselho de administração da Caixa de Mobilização Bancária (Camob), órgão ligado àquele ministério. Em 24 de agosto de 1954, com o suicídio de Getúlio e o afastamento do titular da pasta da Fazenda, deixou a chefia de gabinete mas, nesse mesmo mês, foi designado representante do Ministério da Fazenda junto ao Conselho Nacional do Petróleo (CNP).

Eleito em outubro de 1954 deputado federal por Minas Gerais na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em dezembro seguinte desligou-se do conselho de administração da Camob. Assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1955, tendo participado, ainda em março, de uma homenagem que aquela casa prestou a Getúlio. Em maio do mesmo ano, em meio às articulações partidárias para as eleições presidenciais, surgiram comentários de que estaria encabeçando, juntamente com o senador sergipano Lourival Fontes — chefe do Gabinete Civil da Presidência da República de 1951 a 1954 —, um manifesto propondo o lançamento da candidatura de Osvaldo Aranha, o que, entretanto, não chegou a se efetivar. No mês de outubro, Juscelino Kubitschek e João Goulart foram eleitos presidente e vice-presidente da República.

Em janeiro de 1956 Nogueira da Gama tornou-se vice-líder da minoria e do PTB na Câmara Federal. Reeleito em outubro de 1958, sempre na legenda do PTB, em maio do ano seguinte assumiu novamente a vice-liderança de seu partido na Câmara dos Deputados. Ainda em 1959 tornou-se presidente do PTB em Minas Gerais, e em 1960 elegeu-se vice-líder da maioria na Câmara.

Em 3 de outubro de 1960 — data de eleições legislativas e presidenciais realizou-se em Minas Gerais uma eleição extraordinária para o Senado, visando o preenchimento da cadeira do senador Lúcio Bittencourt, falecido em 1955, que havia sido ocupada pelo seu suplente, João Lima Guimarães, também falecido. Nogueira da Gama foi eleito na legenda do PTB para cumprir os dois anos necessários à conclusão do mandato original de Lúcio Bittencourt. Assim, afastou-se da Câmara em novembro de 1960 para assumir o mandato no Senado.

Em outubro de 1962 foi reeleito senador por Minas Gerais com o apoio da coligação formada pelo PTB, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Social Progressista (PSP). Ainda em 1962 assumiu a vice-liderança do PTB no Senado e foi delegado do Brasil à XIV Sessão do General Agreement on Tariff and Trade (GATT), realizada em Genebra, na Suíça. No ano seguinte, tornou-se vice-presidente do Senado. Em maio de 1964, pouco depois do movimento político-militar de 31 de março, que derrubara o governo Goulart; Nogueira da Gama reelegeu-se vice-presidente do Senado, cuja presidência assumiu em novembro. Durante o ano de 1965, foi mais uma vez vice-presidente daquela casa.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido criado em março de 1966 em oposição ao regime militar. Em setembro desse ano, apoiou a formação da Frente Ampla, movimento político lançado oficialmente no dia 28 de outubro, com o objetivo de lutar “pela pacificação política do Brasil, através da plena restauração do regime democrático”. O principal articulador desse movimento foi o ex-governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda, que conseguiu a adesão dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e de João Goulart, além de correligionários de ambos.

Ainda em 1966 Nogueira da Gama tornou-se presidente do MDB em Minas Gerais e no ano seguinte representou o Senado na Conferência de Desarmamento, realizada em Genebra. Em 1968 afastou-se da vice-presidência do Senado, passando a integrar a Comissão de Ajustes Internacionais e de Legislação sobre Energia Atômica. Durante sua permanência no Senado, foi ainda observador das atividades do GATT, do Mercado Comum Europeu (MCE) e da Food and Agriculture Organization (FAO). Não conseguindo reeleger-se em 1970, encerrou seu mandato em janeiro de 1971 e retirou-se da presidência do MDB em Minas Gerais.

Retornou à política partidária em novembro de 1974, quando foi eleito deputado federal por seu estado, sempre na legenda do MDB. Empossado em fevereiro de 1975, foi vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e presidente da Comissão de Finanças da Câmara.

Faleceu em Brasília no dia 9 de julho de 1976, em pleno exercício do mandato.

Foi casado com Hilda Guerra Nogueira da Gama.

Publicou Penhor rural, Dívidas dos pecuaristas, Contratos e operações bancárias e Cédulas de crédito rural.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (8); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; Correio da Manhã (10/9/66); COSTA, M. Cronologia; Grande encic. Delta; Jornal de Brasília (10/7/76); Jornal do Brasil (10/7/76); NÉRI, S. 16; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); Rev. Ciência Pol.; SENADO. Relação dos líderes; TRIB. SUP. ELEIT. Dados.

 

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