CAMILO SOARES DE MOURA FILHO

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Nome: MOURA, Camilo Soares de
Nome Completo: CAMILO SOARES DE MOURA FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOURA, CAMILO SOARES DE

MOURA, Camilo Soares de

*magistrado; dep. fed. MG 1903-1908; interv. MT 1917-1918; min. TCU 1918-1938.

 

Camilo Soares de Moura Filho nasceu em Ubá (MG) no dia 29 de outubro de 1869, filho do coronel da Guarda Nacional Camilo Soares de Moura e de Amélia Peixoto Soares, descendente de família tradicionalmente influente na política mineira. Seu tio Carlos Peixoto de Melo foi o último senador mineiro do Império. Também políticos foram seus primos Carlos Peixoto de Melo Filho e Fausto Figueira Sales Alvim. Seus irmãos também se destacaram na política: Francisco Soares Peixoto de Moura foi deputado provincial, constituinte de 1891 e deputado estadual e federal de 1921 a 1930, Raul Soares de Moura foi deputado estadual de 1911 a 1914 e federal de 1918 a 1920, ministro da Marinha de 1919 a 1920, senador de 1920 a 1922 e presidente de Minas Gerais de 1922 a 1924, Carlos Soares de Moura foi chefe político do município mineiro de Rio Branco, atual Visconde do Rio Branco, e o desembargador Artur Soares de Moura.

Após bacharelar-se em ciências jurídicas e sociais, em novembro de 1889, pela Faculdade de Direito de São Paulo, iniciou suas atividades profissionais como promotor de Justiça, tornando-se depois juiz municipal e juiz de direito substituto em Ponte Nova (MG). Promovido a juiz de direito, serviu nas comarcas mineiras de Bambuí e de Manhuaçu.

Renunciando à magistratura, advogou em Ponte Nova, onde ingressou na vida política, chegando a presidente da Câmara Municipal. Deputado estadual de 1894 a 1897, ocupou uma cadeira de deputado federal de 1903 a 1908 e foi prefeito de Caxambu (MG) entre 1909 e 1914. Foi, ainda, diretor-geral dos Correios em 1917, sendo, no mesmo ano, nomeado pelo presidente Venceslau Brás (1914-1918) interventor federal no estado de Mato Grosso em substituição a Caetano de Faria. Exerceu a função até o ano seguinte, quando tomou posse como governador eleito o bispo Francisco de Aquino Correia.

Nomeado em 1918 ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), durante o Estado Novo (1937-1945) exerceu a presidência do órgão de 1937 a 1938, quando se aposentou.

Faleceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 9 de janeiro de 1945.

Era casado com Emília de Almeida Soares, com quem teve dez filhos.

 

 

FONTES: ABRANCHES, J. Governo; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; HORTA, C. Famílias; Jornal do Comércio, Rio (10/1/45); MACEDO, R. Efemérides; MENDONÇA, R. Dic.; Perfil; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TCU. Dados (1893-1990).

 

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