CAMPELO, CLETO

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Nome: CAMPELO, Cleto
Nome Completo: CAMPELO, CLETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAMPELO, CLETO

CAMPELO, Cleto

*militar; Col. Prestes

 

Cleto da Costa Campelo Filho nasceu em Gravatá (PE) no dia 29 de dezembro de 1898.

Sentou praça em 1918 ao ingressar na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo declarado aspirante-a-oficial em 1921. Promovido ainda nesse ano a segundo-tenente, chegou a primeiro-tenente em 1922, passando em seguida a servir como ajudante-de-ordens do chefe do Departamento de Guerra — depois Diretoria das Armas —, também na capital federal.

Ao eclodir a primeira revolta tenentista em 5 de julho de 1922, no Rio de Janeiro, manteve-se ao lado da legalidade, fazendo o mesmo por ocasião do “Segundo 5 de Julho”, em 1924, quando ocorreram levantes armados em Sergipe, no Amazonas e em São Paulo. Dominada com rapidez naqueles dois primeiros estados, a revolta custou a ser debelada em São Paulo, onde os rebeldes, comandados por Isidoro Dias Lopes, ocuparam a capital por três semanas, abandonando em seguida a cidade e deslocando-se para o interior sob pressão das forças policiais de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em abril de 1925, esse grupo reuniu-se, no oeste do Paraná, ao contingente revolucionário que, em outubro do ano anterior, sublevara unidades militares no Rio Grande do Sul, dando origem assim à formação da Coluna Miguel Costa-Prestes.

Cleto Campelo servia em 1926 na jurisdição da 7ª Região Militar (7ª RM), sediada em Recife, quando a Coluna, liderada por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa, após percorrer vários estados, atingiu o Nordeste. Atuante no interior de Pernambuco, Cleto Campelo tinha como função dar combate à Coluna. Entretanto, acabou entrando em contato com os chefes rebeldes com o intuito de aderir ao movimento revolucionário. Inesperadamente, marchou com efetivos ao encontro da Coluna e iniciou os preparativos para a sua entrada em Recife. Nesse sentido, chegou a tomar as cidades pernambucanas de Jaboatão e Vitória de Santo Antão, mas acabou sendo morto em 18 de fevereiro de 1926 durante o combate travado em Gravatá. A Coluna, devido ao fracasso do levante, não chegou à capital pernambucana. Prosseguindo em seu itinerário, sempre combatida pelas tropas legais, internou-se em 1927 na Bolívia, em fevereiro, e no Paraguai, em março.

 

 

FONTES: CONSULT. MAGALHÃES, B.; SILVA, H. 1926; SILVA, H. 1935.

 

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