CAMPOS, ADROALDO

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Nome: CAMPOS, Adroaldo
Nome Completo: CAMPOS, ADROALDO

Tipo: BIOGRAFICO


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CAMPOS, ADROALDO

CAMPOS, Adroaldo

*dep. fed. SE 1979-1987.

 

Adroaldo Campos Filho nasceu em Aracaju no dia 21 de outubro de 1931, filho de Adroaldo Campos e de Ocirema Alves Campos.

Formado pela Faculdade de Direito de Sergipe em 1956, já vinha desempenhando desde o ano anterior as funções de promotor público em Capela, no interior do estado. Foi advogado do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI) entre 1957 e 1959, quando deixou a promotoria. Em 1961, fez os cursos de elaboração de projetos e de noções de desenvolvimento econômico. Presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção de Sergipe, em 1970, e no ano seguinte concluiu o curso de especialização em direito penal na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Sergipe.

Ainda em 1971 cursou a Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro, e tornou-se juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Sergipe e membro do Conselho Federal da OAB. A partir de 1974 assumiu a chefia da Procuradoria da Fazenda Nacional, e nesse mesmo ano fez o curso de aperfeiçoamento de delegado no Conselho do Desenvolvimento Econômico do Estado de Sergipe. No ano seguinte deixou seu posto de juiz do TRE e o Conselho Federal da OAB, para assumir a Corregedoria Geral Eleitoral de Sergipe e, posteriormente, a Secretaria de Segurança Pública, na gestão do governador José Rollemberg Leite (1975-1979). Ocupou, ainda, a Secretaria da Justiça e Ação Social durante os anos de 1975 e 1976.

Em novembro de 1978, concorreu a uma vaga para a Câmara dos Deputados pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instituído no Brasil em abril de 1964. Obteve apenas a suplência, mas acabou assumindo uma cadeira na Câmara em março de 1979, quando o então deputado Antônio Carlos Valadares ausentou-se para ocupar a Secretaria de Educação e Cultura no governo estadual sergipano.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, Adroaldo filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena. Membro do diretório nacional e segundo-vice-presidente do partido em Sergipe, nessa legislatura foi membro das comissões de Minas e Energia e do Interior, suplente da Comissão de Fiscalização e Tomada de Contas e presidente da comissão parlamentar de inquérito (CPI) destinada a investigar as causas e conseqüências das cheias do rio São Francisco.

No pleito de novembro de 1982 conseguiu sua reeleição para o Legislativo federal. Durante essa legislatura, foi membro da Comissão de Relações Exteriores.

No dia 25 de abril de 1984, esteve ausente da votação da emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para a presidência da República já nesse mesmo ano. A derrota da emenda definiu que o sucessor do presidente João Figueiredo (1979-1985) seria eleito por via indireta. Vários eram os postulantes à condição de candidato oficial do partido governista. A falta de consenso quanto à forma de escolha provocou uma cisão no partido e os dissidentes formaram a Frente Liberal, mais tarde Partido da Frente Liberal (PFL). Para decidir a questão, o PDS realizou sua convenção em agosto, quando o então deputado paulista Paulo Maluf, tendo como vice o deputado cearense Flávio Marcílio, derrotou o então ministro do Interior Mário Andreazza, cujo vice era o deputado alagoano Divaldo Suruagi. Adroaldo Campos Filho votou em Paulo Maluf.

Para concorrer com os candidatos governistas, os partidos de oposição, liderados pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e a Frente Liberal, reunidos na Aliança Democrática, lançaram Tancredo Neves, então governador de Minas Gerais, e José Sarney, então senador maranhense, respectivamente, candidatos à presidência e à vice-presidência da República. Na reunião do Colégio Eleitoral, realizada em 15 de janeiro de 1985, Adroaldo Campos votou novamente em Paulo Maluf, que acabou derrotado pelo candidato da Aliança Democrática. Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer, por motivo de doença, em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março desse ano.

Em janeiro de 1986, Adroaldo saiu do PDS e ingressou no PFL. Nesse mesmo ano, desligou-se dessa legenda e filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nas eleições de novembro de 1986, foi candidato a primeiro suplente no Senado, na chapa de João Seixas Dória, do PMDB, que não conseguiu se eleger. Após encerrar o seu mandato, em janeiro de 1987, voltou a exercer as funções de procurador da Fazenda, nas quais permaneceu até outubro de 1991, quando se aposentou. Pouco tempo depois, foi reconduzido ao cargo de chefe da Procuradoria da Fazenda Nacional em Sergipe, permanecendo nessa função até seu falecimento, no dia 20 de fevereiro de 1996, em Japoatã (SE).

Era casado com Maria Emília Freitas de Campos, com quem teve uma filha.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (26/4/84, 16/1/85 e 15/1/86); INF. Filha Augusta Campos e a viúva Maria Emília Freitas de Campos; TRIB. REG. ELEIT. SE. Dados.

 

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