CANABRAVA, DALTON

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Nome: CANABRAVA, Dalton
Nome Completo: CANABRAVA, DALTON

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CANABRAVA, DALTON

CANABRAVA, Dalton

*const. 1987-1988; dep. fed. MG 1987-1991.

 

Dalton Moreira Canabrava nasceu em Curvelo (MG) no dia 22 de dezembro de 1924, filho do comerciante e fazendeiro Antônio Barbosa Canabrava e de Odete Moreira Canabrava. Seu tio-avô, José Cupertino Siqueira, foi deputado federal de 1894 a 1899, e outros integrantes da família foram políticos em Curvelo.

Cursou o secundário no Liceu Mineiro de Curvelo e no Colégio Anchieta de Belo Horizonte, formando-se em 1944. Em 1950, graduou-se em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também na capital do estado. Após retornar à cidade natal, começou a clinicar, tornando-se diretor do Hospital Santo Antônio.

Em novembro de 1954, foi eleito vereador em Curvelo representando a legenda do Partido Republicano (PR). Empossado em fevereiro de 1955, foi, no decorrer do mandato, presidente da Câmara Municipal. Reeleito em outubro de 1958, desta vez na legenda da União Democrática Nacional (UDN), assumiu novo mandato em fevereiro.

Em outubro de 1962, elegeu-se deputado estadual na legenda da UDN. Encerrando seu mandato de vereador em janeiro, tomou posse no mês seguinte na Assembléia Legislativa. Em 1964, liderou fazendeiros de Curvelo que foram a Belo Horizonte tentar impedir à força um comício de Leonel Brizola. Em abril do mesmo ano, apoiou a instauração do regime militar. Contudo, a decretação do bipartidarismo, em outubro do ano seguinte, levou-o a aliar-se aos oposicionistas do regime e a ingressar no Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Reelegeu-se deputado estadual em novembro de 1966, sendo empossado em fevereiro seguinte. Novamente bem-sucedido nas eleições de 1970 — ano em que também foi quarto-secretário da comissão executiva do MDB —, 1974 e 1978, participou dos trabalhos na Assembléia como vice-presidente da Comissão de Saúde Pública, vice-líder do MDB, membro da Comissão do Polígono das Secas, presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas, membro da Comissão de Economia e Obras Públicas, titular da Comissão de Agropecuária e Política Rural, presidente da Comissão de Saúde e Ação Social e líder do MDB.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Popular (PP), liderado nacionalmente pelo político mineiro Tancredo Neves. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, Dalton Canabrava ingressou neste último. Ao longo deste mandato, foi líder do PP e líder da maioria. Em novembro seguinte, disputou com êxito sua reeleição pelo PMDB. Empossado em fevereiro de 1983, presidiu, durante dois anos, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais, e chegou a ocupar interinamente o Executivo estadual em 1985.

Eleito deputado federal constituinte em novembro de 1986, foi empossado em fevereiro do ano seguinte. Depois da vitória, contestou as acusações de que teria recebido votos da União Democrática Ruralista (UDR), movimento de apoio aos interesses dos grandes fazendeiros e empresários rurais do país.

Na Assembléia Nacional Constituinte (ANC) atuou como titular da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo (1987) e, ainda neste ano, foi segundo-vice-presidente desta última comissão. Vice-líder do PMDB, atuou como suplente na Subcomissão da Questão Urbana e Transporte, da Comissão da Ordem Econômica. Nas votações mais importantes, foi favorável à limitação do direito de propriedade privada, ao mandado de segurança coletivo, à pluralidade sindical, ao presidencialismo, à nacionalização do subsolo, ao limite de 12% ao ano para os juros reais, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à legalização do aborto. Votou contra a pena de morte, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, a soberania popular, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a anistia aos micro e pequenos empresários, a legalização do jogo do bicho e a desapropriação da propriedade produtiva.

Após assinar a emenda de cinco anos de mandato para Sarney, conseguiu, em janeiro de 1988, para seu filho Dalton Canabrava Filho a concessão da rádio de freqüência modulada Centro-Minas, de Curvelo. Foi também beneficiado com as obras de construção do contorno rodoviário de Curvelo, de uma agência do Banco do Brasil em Bontinópolis (MG) e de quatro escolas rurais em João Pinheiro (MG).

Ainda em 1988 foi eleito vice-presidente do PMDB mineiro, cargo no qual permaneceu até 1989. Não conseguiu se reeleger em outubro de 1990 e deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura.

Empresário rural dedicado à pecuária, afastou-se da política, tendo, contudo, integrado como suplente a chapa derrotada do PMDB mineiro ao Senado, cuja vaga de titular coube a Tarcísio Delgado em outubro de 1994.

Tornou-se também médico do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS) e membro da Associação Médica de Minas Gerais.

Casou-se com Susana Pinto Canabrava, com quem teve dois filhos. Seu filho, Dalton Canabrava Filho, foi vice-prefeito de Curvelo (2005-2009). Seu sogro, Péricles Pinto da Silva, foi deputado federal de 1947 a 1951 e suplente do senador Artur Bernardes Filho de 1951 a 1955.

Nara Santana/Rogério de Barros/Sabrina Guerghe

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Jornal do Brasil (26/12/86, 16/1 e 17/12/88); TRE – MG (eleições 2004).

 

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